BARNABÉ-BAGRES: Autorizado Estudos para Duplicação do Porto de Santos
O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Pedro Brito, anunciou, sexta-feira (18/04/08), autorização para que a empresa Santos Brasil S.A, realize estudos de viabilidade para implantação do complexo portuário conhecido como Barnabé-Bagres, no Porto de Santos.

O Termo de Autorização foi assinado quinta-feira pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Autoridade Portuária do Porto de Santos.
Trata-se do principal projeto de expansão do setor portuário no país, que agregará ao complexo santista uma capacidade de movimentação de mais 120 milhões de toneladas. A capacidade atual do Porto de Santos é de 110 milhões de toneladas. Planejado para o mínimo impacto ambiental e atendendo aos modernos conceitos de infra-estrutura portuária, demandará para sua implementação recursos estimados em R$ 9 bilhões.
A autorização não tem caráter de exclusividade, não obriga a Autoridade Portuária ao aproveitamento dos referidos estudos e projeto e foi concedida sem ônus para a CODESP, nos termos da legislação pertinente, de forma que qualquer interessado que reúna condições técnico-econômicas para tal, possa pleitear o mesmo tipo de autorização.
O projeto Barnabé-Bagres deve gerar cerca de vinte mil empregos diretos na sua operação (para cada posto de trabalho direto se estima outros três indiretos) e garantirá outros 15 mil durante sua implantação.
Barnabé-Bagres é um modelo inédito no país, não apenas pela modernidade do projeto, mas, também, pelo investimento. Inclui armazéns, silos, pátios, tancagens e equipamentos como shiploaders e guindastes.
O projeto conceitual do Barnabé-Bagres contempla a expansão do cais em direção à margem esquerda do canal, encontrando seu ancoradouro nas ilhas de Barnabé e Bagres, na parte continental de Santos.
Os números iniciais do projeto surpreendem. São 6 milhões de m² de retroárea, 11 mil metros de cais, 45 berços de atracação para navios.
Outro aspecto a se destacar é o cuidado com o meio ambiente. Está previsto que 80% de sua área total seja instalada sobre a água e em áreas degradadas, evitando danos ambientais significativos.
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