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Brito Acha "Ótimo" Auditoria para Fiscalizar os Portos

“Eu acho ótimo”. Assim o Ministro Chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, avaliou a intenção do Tribunal de Contas da União (TCU) de realizar uma auditoria para fiscalizar os portos brasileiros _ Bruno Merlin - Site Porto Gente

 

Discurso 1

 

O autor da proposta, ministro Marcos Vinicios Vilaça, acredita que a necessidade da fiscalização reside na falta de infra-estrutura nos acessos terrestres aos terminais portuários, na profundidade insuficiente dos principais portos do País e na saturação da movimentação de cargas.

 

Brito disse à reportagem deste site, pouco antes de ser homenageado na cerimônia em que recebeu o prêmio Personalidade PortoGente 2007, que concorda que essa ação do TCU servirá para consagrar, assim como apontou Vilaça, os 200 anos da abertura dos portos às nações amigas. “Essa é uma excelente oportunidade para passar um pente fino, eliminar defeitos e corrigir o que encontramos de errado nos portos brasileiros”. O titular da SEP garante que esse trabalho será desenvolvido em parceria com o TCU e com os demais órgãos envolvidos.

 

Na ocasião em que foi celebrado como executivo comprometido, humanitário e que propiciou 'novos ares' ao setor, Brito garantiu que sua gestão irá investir pesado em infra-estrutura e ainda mais incisivamente nas pessoas que compõem a atividade portuária. “Não adianta colocar os melhores equipamentos à disposição se não cuidarmos das pessoas efetuando treinamento e requalificação. Queremos transformar Santos em um Porto que nos dê orgulho, que dê orgulho a todas as pessoas ligadas ao Porto”. O cais santista, conforme destaca constantemente, será o modelo para exportar para os demais complexos portuários nacionais. “E o ser humano é a peça mais importante dessa engrenagem”.

 

Fortalecer os portos públicos e dotá-los de eficiência é outro dos grandes objetivos do ministro à frente da Secretaria. Para ele, essas ações são o único modo de afastar o fantasma da privatização. Lideradas pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), várias instituições pertencentes à iniciativa privada denunciam o abismo de qualidade que separa portos públicos dos privativos – segundo pesquisa da própria CNI - e pedem providências ao governo federal.

 

“O setor clama, sim, pela eficiência. Nossa obrigação é de ser eficiente e mostrar que o porto público pode, como no mundo todo, trabalhar com eficiência”. O ministro dos Portos enfatizou, diante das centenas de presentes à cerimônia, que “isso não é só discurso”. Como argumento, lembrou que já tirou os portos do Programa Nacional de Desestatização (PND). “Os portos brasileiros não podem ser privativos porque têm que atender, acima de tudo, a coletividade”, disse, rechaçando qualquer chance de passar o controle dos terminais aos empresários da área.

 

Cenep
A respeito das informações divulgadas que davam conta que a Marinha do Brasil continuaria repassando a verba destinada à capacitação dos trabalhadores
ao Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), e não ao Cenep, além de não reconhecer os cursos desenvolvidos por outras entidades, o ministro Brito foi enfático ao afirmar que a Autoridade Marítima irá liberar os cursos e o dinheiro para o Centro que será implantado em Santos. “Nós (SEP) não temos nenhum problema com a Marinha; Pelo contrário, vamos trabalhar juntos e o dinheiro será repassado”.