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Consultas a editais do 2º leilão de áreas portuárias superam 3.500 acessos

Novos terminais vão reduzir custos das exportações de grãos do Centro-Oeste

Publicada em 08.03.2016
por Assessoria de Comunicação Social última modificação: 08/03/2016 11h29

Mais de 3.500 consultas já foram feitas aos editais com as regras do próximo leilão de arrendamento de seis áreas portuárias no Pará, que será realizado no fim deste mês, dia 31, na BM&FBovespa, em São Paulo. De 22 de janeiro, quando os editais foram publicados, até quinta-feira passada, 3 de março, a página da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) que abriga esses documentos registrou 3.563 acessos de interessados em conhecer as exigências estabelecidas para quem quiser investir em terminais para escoamento de grãos da Região Centro-Oeste pelos portos de Santarém, Vila do Conde e Outeiro. Há ainda uma área em Santarém destinada à movimentação de fertilizantes.

Essa novidade e outras questões relevantes para os portos brasileiros serão discutidas no seminário “Setor Portuário: Desafios e Oportunidades”, uma promoção da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) em parceria com a Carta Capital. Essa é terceira rodada de debates cujo objetivo é levar aos investidores informações sobre as alternativas de investimento neste segmento de infraestrutura, previsto para alcançar R$ 51 bilhões até 2042.

Participarão do evento, além do ministro Helder Barbalho, autoridades, empresários e representantes do setor. A primeira etapa do roadshow que o ministro está fazendo pelo País para apresentar as oportunidades de investimento no setor portuário brasileiro foi feita no fim de fevereiro (24/2) em São Paulo. Na semana seguinte, em 3/3, foi a vez de Belém debater a alternativa logística representada pelos portos do Pará para o escoamento de grãos da Região Centro-Oeste. Agora, o seminário chega a Cuiabá (MT).

EXPANSÃO
As seis áreas para terminais portuários que serão leiloadas no fim deste mês (detalhes nos quadros abaixo) vão expandir a capacidade de movimentação de cargas pelo Arco Norte em 21,6 milhões de toneladas por ano – 20,4 milhões de toneladas de grãos e 1,2 milhão de toneladas de fertilizantes. Com isso, a rota de escoamento de grãos da Região Centro-Oeste pelos portos do Pará, que já está consolidada, tende a ganhar importância ainda maior. Em 2015, por exemplo, segundo estudo do Ministério da Agricultura, a movimentação de soja e milho pelo Arco Norte atingiu 20 milhões de toneladas, o que representou crescimento de 54% em comparação com o ano anterior.

Todo esse incremento no transporte de cargas está relacionado com a redução de custo que essa via representa para os produtores agrícolas. De acordo com estimativa do consultor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Luiz Antônio Fayet, dependendo da região produtora, a economia varia entre US$ 47 e US$ 60 por tonelada de grão. Isso porque o deslocamento terrestre da porteira até o porto pode ser reduzido de 500 a 1 mil quilômetros.

Esse conjunto de fatores contribuem para despertar o interesse de potenciais investidores nas novas áreas que irão a leilão. Dos 3.563 acessos aos editais, 92% foram feitos de dentro do Brasil mesmo, predominantemente de São Paulo e do Pará. Mas houve acessos do exterior também. O maior volume (2%) foi oriundo dos Estados Unidos.

Detalhes das áreas

Bloco 1 – etapa 2

 

 

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