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Pará pode ter o maior entreposto mundial de soja e milho

Publicada em 03.03.2016
por Assessoria de Comunicação Social última modificação: 03/03/2016 16h00

A viabilização do Arco Norte como rota de escoamento de grãos do Brasil levará o Sistema Portuário Belém-Guajará, onde estão os portos de Vila do Conde e Outeiro, a ser o maior entreposto mundial de soja e milho, ultrapassando até Nova Orleans, nos Estados Unidos. A afirmação é do consultor de infraestrutura e logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Fayet, que participou do seminário Setor Portuário: Desafios e Oportunidades, em Belém.

“Ao baixarmos os custos logísticos, aumentamos violentamente as exportações. Por Santos e Paranaguá, a exportação a partir de Mato Grosso custa US$ 126 a tonelada. Pelo Arco Norte, US$ 80. Precisamos criar as novas rotas pelo Arco Norte”, disse Fayet no painel A importância dos portos do Pará para a economia do Brasil. “Espero que a população do Pará se una em torno da criação dessas rotas. Além da soja e do milho, há uma infinidade de oportunidades”, concluiu.

Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, e José Maria Mendonça, da Federação das Indústrias do Pará, concordam com a importância da consolidação do Arco Norte para o incremento da economia brasileira. “É de fundamental importância que tenhamos essa logística implantada”, disse Xavier.

No painel As oportunidades dos novos corredores de exportação do Brasil, o diretor da Cargill Agrícola, Clythio Buggenhout, afirmou que a empresa está dobrando a capacidade instalada em Santarém e que está investindo em frota de barcaças no Pará, além de terreno em Miritituba. E acrescentou: “Está no nosso radar ter um terminal que complete a nossa matriz amazônica, vamos continuar investindo”, disse.

Para viabilizar o desenvolvimento do Arco Norte, o Banco da Amazônia vem apoiando investimentos na região, como em barcaças, empurradores e em empreendimentos, como estaleiros, fornecedores de combustível, comércio e hotelaria. Segundo o diretor de análise e reestruturação do Banco da Amazônia, Marco Aurélio de Queiroz Campos, o banco “está preparado para ajudar nessas soluções logísticas”.

 

 

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