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José Rebouças será o novo presidente da Codeba
Uma novela de mais de nove meses terá seu último capítulo exibido na tarde desta segunda-feira (10). Durante a reunião do Conselho de Administração (Consad) da Companhia Docas da Bahia (Codeba), o nome de José Rebouças será finalmente oficializado como o novo presidente da estatal que administra os portos de Aratu, Ilhéus e Salvador. A chance de que seu nome seja rejeitado é mínima, tanto que Rebouças renunciou ao cargo de secretário da Fazenda da cidade de Simões Filho, onde trabalhava até a última sexta-feira (7).
O que se sabe, de antemão, é que José Rebouças terá muito trabalho pela frente. Ele assume uma das companhias docas mais tradicionais do País, mas mergulhada em uma crise financeira, com greve de trabalhadores, fuga de cargas para portos de estados vizinhos e uma polêmica sem fim que envolve a expansão da movimentação de contêineres no Porto de Salvador. A atual diretoria tenta fazer o possível para reverter o quadro, mas a crise mundial só fez piorar a situação e afugentou de vez as cargas não só da Bahia, mas de outros portos nacionais.
De acordo com o que se comenta na Bahia, o nome de José Rebouças é fruto de uma indicação do deputado federal José Carlos Araújo e dos deputados estaduais Angelo Coronel e Pedro Alcântara, todos filiados ao Partido da República (PR), comandado no estado pelo senador César Borges. E o principal: Rebouças chega apadrinhado pelo conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Otto Alencar, que foi vice-governador de César Borges, comandou a Bahia nos últimos meses de 2002 e possui uma estreita relação com o atual governador Jaques Wagner (PT).
O novo presidente é engenheiro mecânico e já atuou como chefe de gabinete da secretaria de Indústria e Comércio na gestão de Paulo Souto (DEM), em 2006. Assumiu em 2009 a secretaria da Fazenda de Simões Filho, cidade comandada por Eduardo Alencar, coincidência ou não, irmão de Otto Alencar, que indicou desde o começo do ano José Rebouças para as Docas. Esta é a segunda vez que o nome do engenheiro é cogitado para o cargo. Em março, ele quase foi empossado, mas divergências com a Secretaria Especial de Portos (SEP) impediram o acordo.
O ministro Pedro Brito preferia o nome de um especialista portuário. Muito se falou no atual presidente do Porto de Recife, Alexandre Catão, deixar Pernambuco e assumir a responsabilidade de colocar a Codeba nos eixos.. Só que esta hipótese foi rejeitada por Jaques Wagner. Nos últimos nove meses, coube ao diretor de Gestão Administrativa e Financeira, Newton Dias, comandar interinamente a estatal. Agora, resta aguardar o fim da reunião do Consad e ver se nenhum problema de última hora impedirá a posse de Rebouças. Será que teremos um final feliz?




Codesp paga dividendos à União pela primeira vez em 29 anos de história
Valor Econômico - SP - EMPRESAS - 10/08/2009
Davilym Dourado / Valor José Roberto Serra, presidente da Codesp, diz que espera repetir o pagamento com o bom desempenho de 2009

Pela primeira vez em sua história, a Codesp está recolhendo aos cofres da União dividendos no valor de R$ 6 milhões, resultado do lucro líquido contábil de R$ 84 milhões apresentado no balanço de 2008. O pagamento à União, que detém o equivalente a 99,97% do capital da empresa que administra o porto de Santos, foi possível graças à entrada de R$ 140 milhões como parte da licitação do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), cujo total é de R$ 220 milhões.
Criada em 1980, como estatal federal, a Codesp assumiu o controle do porto após 90 anos de concessão à Companhia Docas de Santos, da família Guinle. Nesse período, os resultados contábeis têm sido negativos, com o acúmulo de passivos que foram cobertos por aumentos do capital feitos com recursos do Tesouro Nacional.
"Nossa expectativa é de aumentar o caixa da União com o resultado de 2009", disse José Roberto Correa Serra, presidente da Codesp. Conforme o ministro dos portos, Pedro Brito, que junto com Serra participou de congresso de municípios portuários em Santos na sexta-feira, depois de um faturamento bruto em torno de R$ 500 milhões, em 2008, há a expectativa de chegar a R$ 600 milhões neste ano. O Valor apurou que, mesmo com a crise econômica, o faturamento mensal da Codesp continua acima do registrado em 2008, em cerca de R$ 50 milhões por mês.
A perspectiva de melhora no caixa da estatal deverá ser confirmada com o recebimento de uma dívida da ex-Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), atual Usiminas. Segundo Pedro Brito, o processo está em fase final de análise na Advocacia Geral da União (AGU). "Até o fim do mês espero que o caixa da Codesp seja engordado com mais esse recebimento". O ministro não informou o montante do acordo entre as partes.
Com base nesses dados, o ministro afirma que a nova posição financeira da empresa "é absolutamente sustentável, pois há condições objetivas para isso. Também é obrigação da Codesp continuar aumentando seu potencial de geração de caixa".
A esperada dragagem de aprofundamento do porto, para passar da média de 13 metros para 15 metros, junto ao alargamento do canal do estuário, deverá ter desfecho ainda este mês, após um semestre de obstáculos fiscais em torno de uma empresa participante do consórcio vencedor da licitação. A licença de instalação ainda não foi emitida pelo Ibama, o que pode ocorrer ainda em agosto, prevê o ministro dos portos.
O consórcio vencedor é formado pela DTA Engenharia, EIT Empresa Industrial Técnica, Equipav e Chec Dredging, representante da chinesa Shangai Dredging. Orçado em R$ 199 milhões, o contrato envolve a retirada de 21 milhões de metros cúbicos de sedimentos do estuário, dos quais 7,6 milhões de m3 referem-se à dragagem de manutenção, pelo prazo de seis anos.
Para os prefeitos de cidades portuárias que estiveram em Santos a adesão de Pedro Brito ao conceito de regionalização dos portos agradou em cheio. Pelo modelo legal brasileiro, os portos são de domínio da União, que pode fazer concessões a estados e municípios. Apenas um município, Itajaí (SC) detém essa concessão. "Estou de acordo com vocês, pois os portos devem estar próximos da comunidade. É um conceito defensável. Essa mudança requer uma adaptação à política brasileira", admitiu.
Um tema que envolve porto e município, a ligação por ponte ou túnel entre as margens do estuário de Santos, recebeu do ministro uma sentença definitiva: a ligação tem de atender em primeiro lugar às exigências logísticas do porto. "Com a exploração do pré-sal, por exemplo, possivelmente teremos aqui bases de reparos de plataformas, que exigirão altura compatível de uma ponte para passagem das embarcações", frisou.


Brito afirma que contrato deve ser assinado em no máximo 15 dias
Guia Marítimo - SP - HOME - 10/08/2009 Afirmação foi feita durante XVII Congresso das Cidades Portuárias.
O ministro da SEP (Secretaria Especial de Portos), Pedro Brito, disse que espera assinar o contrato para o início das obras de dragagem de aprofundamento do Porto de Santos em até duas semanas. "A expectativa é de que o contrato seja assinado em no máximo 15 dias", afirmou o ministro durante coletiva do XVII Congresso das Cidades Portuárias, em Santos, na última sexta-feira, dia 7.
A nova afirmação do ministro é uma reviravolta na novela da dragagem em Santos. Após meses de indefinição depois de anunciar o vencedor da licitação, no primeiro semestre, Pedro Brito afirmou ao Guia Marítimo, no dia 23 de julho, que o contrato não havia sido assinado porque "uma das empresas do consórcio não apresentou toda a documentação exigida por lei", o que poderia redundar em um "um novo processo licitatório".
Seis dias depois, o representante do consórcio vencedor, Draga Brasil, João Acácio Gomes Neto, garantiu que a documentação estava judicialmente correta. Gomes Neto apresentou um acórdão assinado no dia 9 de julho de 2009 pelo desembargador Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, da 4ª turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que assegura o direito da EIT de "participar de licitações, contratar e receber pelos serviços que prestar".
A Draga Brasil, consórcio formado pelas empresas EIT, DTA Engenharia Ltda., Equipav e Chec Dredging Co. Ltda., apresentou a oferta de preço mais baixa pelo serviço: R$ 199,5 milhões, valor cerca de 2% inferior ao limite definido no edital.
O pool de empresas venceu a concorrência para elevar a profundidade mínima do canal de navegação do Porto de Santos de 13 para 15 metros e a largura de 150 para 220 metros. Com isso, o cais santista poderá receber embarcações com capacidade para até 7 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A dragagem do Mucuripe
O Povo Online - CE - COLUNAS - 10/08/2009 O edital das obras de dragagem do Porto do Mucuripe será relançado até sexta-feira próxima. O projeto, que aumentará o calado desse terminal de dez para 14 metros de profundidade, teve valor atualizado. Saiu de R$ 40 milhões para R$ 60 milhões, porque houve reajuste. Os primeiros custos foram fechados há mais de um ano. O primeiro edital da obra chegou a ser lançado em março deste ano, mas, na época, só uma empresa apareceu e, assim mesmo, deu valor acima do licitado, o que anulou o processo. Com a atualização dos valores, a Companhia Docas espera ver o empreendimento sair do papel. As informações são do diretor de Infraestrutura e Gestão Portuária das Docas, Paulo André, que esteve em Brasília se inteirando do processo na Comissão de Licitações da Secretaria Especial de Portos.

Queda no volume de carga afeta companhias de navegação
Valor Econômico - SP - EMPRESAS - 10/08/2009 A semana passada foi terrível para duas das maiores companhias de navegação da Ásia, em razão dos efeitos que a crise sobre o setor de transporte marítimo de carga. As duas anunciaram grandes prejuízos e uma delas alertou que as perspectivas para o ano que vem continuam "desafiadoras".
A Orient Overseas de Hong Kong, controladora da companhia de navegação OOCL, anunciou prejuízo de US$ 232 milhões no primeiro semestre, enquanto a Hanjin Shippind da Coreia do Sul teve perda de US$ 516 milhões.
As divisões de contêineres das duas companhias sofreram com a mesma combinação de queda nos volumes transportados e queda nos preços por contêiner embarcado. O transporte de contêineres pela OOCL caiu 17,2% comparado ao primeiro semestre de 2008, enquanto a receita encolheu 37,2%, para US$ 2,05 bilhões. A OOCL divulgou um prejuízo operacional de US$ 197 milhões para o semestre, contra um lucro de US$ 216 milhões no mesmo período do ano passado. A divisão de contêineres da Hanjin registrou uma queda de 20% nos volumes transportados, enquanto as receitas caíram 38,6% para US$ 2 bilhões. A divisão teve prejuízo operacional de US$ 342 milhões contra lucro operacional de US$ 59 milhões no primeiro semestre de 2008.
Os números consolidados da OOCL foram afetados ainda mais por uma perda operacional de US$ 5,11 milhões na divisão de imóveis e uma baixa contábil de US$ 15 milhões no valor de seu escritório de incorporações no Wall Street Plaza de Nova York. A Hanjin teve uma perda operacional de US$ 57 milhões em sua divisão de cargas secas - que transporta minério de ferro, carvão mineral e outras commodities secas -, sobre uma receita que caiu 45%, para US$ 566 milhões.
A Hanjin informou à Bloomberg que a recuperação deverá levar algum tempo. C.C. Tung, o presidente do conselho de administração da OOCL, disse que as perspectivas para 2009 e 2010 continuam "desafiadoras". "Embora haja sinais de que o pior da recessão pode ter ficado para trás, a recuperação da economia mundial deverá ser fraca."
As linhas de transporte de contêineres estão sofrendo com a queda na demanda por bens de consumo, que são as principais cargas transportadas por elas, aliado a um problema crescente de excesso de capacidade, uma vez que navios encomendados durante o boom do setor, no começo da década, começam e ser entregues.
Na semana passada a Zim, de Israel, anunciou um plano de reestruturação para evitar a insolvência e disse que vai queimar US$ 1 bilhão de seu caixa até 2013. Na semana retrasada, a Hapag-Lloyd, da Alemanha, foi forçada a vender uma participação de um terminal de contêineres para seus acionistas, para evitar um colapso.
Sob Tung, presidente do conselho de administração e filho do fundador da companhia, a OOCL ganhou uma reputação especialmente forte pela excelente administração e tecnologia da informação, uma área problemática para muitas companhias de navegação.
O prejuízo consolidado do grupo compara-se a um lucro líquido de US$ 158 milhões no primeiro semestre de 2008. A receita consolidada caiu 35,5%, para US$ 2,07 bilhões. "A deterioração do desempenho no transporte de contêineres e das operações de logística foi resultado de uma queda dramática das receitas, já que os volumes de negócios sofreram em todas as linhas de comércio", disse Tung.
Os prejuízos da Hanjin comparam-se ao lucro de US$ 254 milhões no primeiro semestre de 2008. A receita caiu 40%, para US$ 2,56 bilhões. Recentemente, a Hanjin reforçou seu balanço vendendo navios para uma agência do governo coreano, criada para ajudar as companhias de navegação. Ela opera a décima maior frota de navios de contêineres do mundo, enquanto a OOCL possui a 12º maior frota.

Estado projeta transporte de contêineres entre a Capital e Rio Grande
Jornal Agora - RS - RS - CAPA - 10/08/2009 Gerson Pantaleão/JA Entre 20 a 25 mil TEUs anuais deverão ser transportadas entre os dois portos
A entrada em operação, até novembro deste ano, de linha regular de barcaças para carregamento de contêineres entre Porto Alegre e Rio Grande começa a tomar forma depois de diagnósticos e conclusões de grupo de trabalho formado após a visita de técnicos holandeses ao Estado, em julho deste ano, quando detalharam o plano diretor da hidrovia gaúcha.
Para começo do transporte de 20 a 25 mil TEUs (medida equivalente a contêineres de 20 pés) anuais entre os dois terminais portuários, são necessárias a implantação de berços de atracação em Rio Grande e de terminal de contêineres na Capital, disponibilidade de barcaças e adequação de canal de navegação, o que deixa de ser dificuldade com a formalização, nesta quarta-feira (5), de contrato para dragagem do delta do Jacuí, do Guaíba e da Lagoa dos Patos.
Em reunião da Força-Tarefa Intermodal, coordenada pelo secretário-geral de governo, Erik Camarano, com participação do secretário de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, e dos empresários David Randon, Humberto Busnello e Wilen Manteli, o colegiado assinou protocolo para desenvolvimento do transporte intermodal. O documento traça objetivos, metas e prazos para fomentar o segmento hidroviário no Rio Grande do Sul.
Na projeção dos dois secretários, o transporte rodoviário tem potencial de aumentar das atuais 90 milhões de toneladas por ano para 150 milhões de toneladas, em 2012. "A intenção não é retirar carga de caminhões, mas direcionar para a hidrovia parte desse crescimento", explica Andrade. Para os representantes da iniciativa privada na força-tarefa, "a intermodalidade vai gerar ganhos à economia do Rio Grande do Sul".

Protesto fecha cinco terminais de porto em Vila Velha
A Gazeta - ES - ES - MINUTO A MINUTO - 10/08/2009 foto: Guido Nunes Protesto de caminhioneiros paralisa Porto de Capuaba, em Vila Velha
Os caminhoneiros que realizam serviço de frete nos terminais da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), fazem manifestação nesta segunda-feira (10).
Eles obstruíram totalmente o acesso de veículos aos cinco terminais do porto de Capuaba, em Vila Velha. Uma longa fila de caminhões carregados para abastecer os navios já se forma na via de acesso ao porto.
As operações dos cinco terminais estão suspensas. Entre as reivindicações dos manifestantes estão a retirada dos supervisores da guarda portuária da Codesa, credenciamento pessoal para acesso à Codesa - e não por veículo, como acontece atualmente - garantia de estacionamento dentro da Codesa, direito à alimentação, disponibilização de banheiros e implantação de telefones públicos.
Caminhões do Rio Grande do Sul, Bahia, São Paulo e outros estados do Brasil estão parados. No terminal da Codesa há um navio que chegou neste domingo com cinco mil veículos, mas a operação de descarga não pode ocorrer devido à manifestação.