Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Presidência da República Brasil, um país de todos
Ações do documento

Clipping Portuário

COLUNA VERTICAL

“Pois falaram tanto em refinaria Premium para o Ceará que o projeto de ampliação da fábrica de lubrificantes naftênicos (derivado do nafta) da Lubnor, a única do País, acabou esquecido. O investimento, estimado em R$ 150 milhões pela Petrobras, iria aumentar de 168 metros cúbicos para 400 metros cúbicos a produção de naftênicos. Chegou- se a investir R$ 30 milhões em equipamentos e nada mais avançou, segundo técnicos do empreendimento.
Eis um bom mote para a bancada federal cearense, que vive discussões sobre emendas ao Orçamento Geral da União 2010. Bom lembrar que o Brasil importa naftênicos. E paga caro. ”




DN

LOGÍSTICA PARA MINERAÇÃO
China: Ceará faz novos contatos
Presidente da Adece viajou ao país asiático a fim de fazer contatos com empresas de logística na mineração

A exportação do minério de ferro do Ceará depende ainda de logística e de infraestrutura do Porto do Pecém. A fim de resolver a primeira questão, o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, embarcou novamente para a China, onde fará contatos com empresas de logística na área de mineração. Segundo o diretor de Atração de Novos Negócios da Adece, Fernando Pessoa, Balhmann foi buscar futuros parceiros para o Estado na área de exportação de minério de ferro, além de consolidar parcerias já prospectadas. "Algumas empresas chinesas já se mostram interessadas em operar estruturas portuárias no Porto do Pecém, para melhorar a logística de produtos chineses no Brasil", informa Pessoa.

O diretor de Desenvolvimento Comercial da Companhia de Gestão Portuária do Ceará (Cearáportos) administradora do Porto do Pecém , Mário Lima Júnior, afirmou que a data para a primeira exportação de minério de ferro no Estado depende de obras de infraestrutura no Porto do Pecém. "Estas obras de adequação do pátio para receber o minério ainda não terminaram", informou. "Mas até o fim deste mês, poderemos ter uma previsão de quando ocorrerá a exportação". Ele se refere ao trabalho da empresa chinesa Globest, que iniciou prospecção de minério de ferro no Ceará no ano passado. A empresa projeta o início da exportação das primeiras cargas já exploradas no Estado para este ano. A mineradora, instalada no distrito de São José do Torto, em Sobral, pretende enviar à China, ainda em 2009, cerca de 75 mil toneladas do minério, expandindo esse volume para 150 mil toneladas em 2010.

A mineradora começou a operar no município em março, e toda a sua produção já foi vendida à China. Atualmente, todo material está sendo estocado em um terreno dentro da área de extração. A expectativa é de que as jazidas durem por um período de 10 anos.

O minério de ferro é matéria-prima para a produção de aço e a sua ocorrência em Sobral já foi identificada pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) desde 1970.

O volume de exportação ainda pode ser considerado pequeno, já que, nesse segmento, sempre se trabalha em milhões de toneladas. O Ceará tem capacidade para produzir 12 milhões de toneladas/ano do minério. Mas, a atual estrutura portuária ainda não permite o escoamento de todo esse volume.

 

 

Disputa promete ser acirrada para levar o terminal de grãos da Cargill
Valor - 10/11/2009 - Brasil - Página A2
Terça-feira, 10 de novembro de 2009
Ivo Ribeiro e Mônica Scaramuzzo, de São Paulo

O leilão do terminal de grãos da Cargill, no porto de Santos (SP), marcado para hoje, promete uma acirrada disputa. Grupos de peso do mercado de commodities agrícolas faziam ontem os últimos preparativos de suas propostas pelo ativo, considerado estratégico para o comércio de soja nas regiões Centro e Sudeste do país nos próximos 25 anos. O evento é conduzido pela Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), que administra o porto.
Um consórcio considerado forte candidato a vencer a disputa é o integrado pelo grupo francês Louis Dreyfus e pela própria Cargill, segundo apurou o Valor com fontes do setor. Os dois grupos estão entre as quatro maiores tradings de grãos do mundo, conhecidas no mercado como ABCD - ADM, Bunge, Cargill e Dreyfus. A Cargill é uma das maiores interessadas em continuar com o ativo, uma vez que opera ao lado o Teag, terminal de açúcar em saco e a granel, obtendo sinergias entre as duas operações.
Ontem, no início da noite, uma ação com pedido liminar para suspender o leilão foi apresentada na Justiça de Santos, segundo fontes, mas foi indeferida pelo juiz. A expectativa é de que outros pedidos fossem feitos até o início do leilão, marcado para as 10 horas da manhã de hoje.
O terminal de granéis é operado pela Cargill desde 1985 e conta com área de 48 mil metros quadrados. O contrato com a multinacional foi válido por dez anos e prorrogado por mais dez. Quando expirou, no fim de 2005, a Codesp estendeu por mais três anos. Desde o início de 2009, a empresa opera o terminal com base em um contrato emergencial, inicialmente de seis meses, prorrogado por mais seis, até 2 de janeiro de 2010 ou até a homologação do resultado da licitação.
O processo de licitação conduzido pela Codesp já teve aprovação da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), e do Tribunal de Contas da União (TCU).
O novo contrato, seguindo a Lei 8.630/93 (Lei dos Portos), terá vigência de 25 anos, prorrogáveis por outros 25 anos, se houver "interesse público". Quem ganhar a licitação deverá desembolsar o total de R$ 67,7 milhões - R$ 43,45 milhões como remuneração pelas benfeitorias existentes, uma outorga inicial de R$ 11,25 milhões e fazer investimentos de R$ 13 milhões em modernização das operações e em outras benfeitorias.
Será vencedor quem oferecer o maior ágio, classificado pela Antaq de "custo de oportunidade do negócio". Além desses valores, o ganhador da licitação deverá pagar à autoridade portuária tarifas 21% e 28% maiores pelo metro quadrado de área arrendada e pela tonelada de carga movimentada. A cobrança passará de R$ 1,56, atual, para R$ 1,90 por metro quadrado no terminal.
A Cosan, maior grupo de açúcar e álcool do mundo, apontada como uma possível participante nesta briga, não participará do leilão, mas deixou a porta aberta para se unir a um vencedor no futuro, conforme apurou o Valor.. Procurada, a empresa não retornou as ligações.
Segundo informações obtidas na Codesp foram vendidos 33 editais da licitação, o que demonstra o forte interesse pelo leilão do terminal, o maior de grãos do país. Os demais grupos interessados do ramos de grãos e açúcar são Caramuru, Multigrain, ADM, ED&F Man, Sucden, Noble Group, além da Vale e sua ferrovia FCA e do Wilson, Sons.

Cursos
A Tribuna - 10/11/2009 - Porto e Mar - Página C2
Terça-feira, 10 de novembro de 2009
Navegação
CBN prepara para prova de arrais amador
O Centro Brasileiro de Náuti- ca (CBN) organizará o Curso
Intensivo de Arrais Amador
no próximo dia 29, das 8 às 17h30, na sede náutica da empresa, na Praia de Santa Cruz dos Navegantes (Pouca Farinha), em Guarujá. As aulas vão preparar os interessados para a prova de habilitação, realizada pela Marinha. Os aprovados no exame podem pilotar embarcações de esporte em áreas abrigadas.
LOCAL: RUA ISALDO MARTINS, Nº 136, PRAIA DE SANTA CRUZ DOS NAVEGANTES, GUARUJÁ. INFORMAÇÕES: (13) 3227-0608 OU 3273-4592.

Logística
Setcesp ensina a gerenciar armazéns
O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) promoverá neste sábado, das 8h30 às 17h30, o curso Gestão de Alta Per
formance em Armazéns,
em São Paulo. O valor é de R$ 200,00 e inclui apostila, material e certificado.
LOCAL: RUA DA GÁVEA, N°1390, NA VILA MARIA, EM SÃO PAULO INFORMAÇÕES: (11) 2632-1088.

Importação
Aduaneiras debate classificação e multas
A Aduaneiras Cursos e Trei- namentos realizará o curso
Classificação Fiscal de Mer- cadorias e Multas por Enquadramento Incorreto na próxi
ma segunda-feira, das 8h30 às 17h30, em seu centro de treinamento, em São Paulo. As apresentações serão dadas pelo consultor aduaneiro em importação João dos Santos Bizelli.
LOCAL: AVENIDA PAULISTA, N°1.337, 23°/24° ANDARES (AO LADO DO EDIFÍCIO DA FIESP, EM FRENTE AO METRÔ TRIANON-MASP), EM SÃO PAULO. INFORMAÇÕES: (11) 4003-5151.

Comércio Exterior
Cescomex formará especialistas
O Centro de Especializa- ção em Comércio Exterior (Cescomex) organizará nesta sexta-feira, das 9 às 18 horas, em São Paulo, o curso Especialista em Comércio Exterior. O valor é de R$ 398,00, com desconto a partir do segundo inscrito. Estão inclusos no pacote apostila, certificado e 30 dias de plantão tira-dúvidas.
LOCAL: CENTRO DE EVENTOS E NEGÓCIOS DE SÃO PAULO, NA RUA RUI BARBOSA, N° 422, NA BELA VISTA, EM SÃO PAULO. INFORMAÇÕES: (11) 3938-6986.

Pelo Brasil
A Tribuna - 10/11/2009 - Porto e Mar - Página C2
Terça-feira, 10 de novembro de 2009
Itajaí
DPC debate modal aquaviário
A Diretoria de Portos e Cos- tas (DPC) promove, de hoje até quinta-feira, o 5° Seminário de Transporte Aquaviário (Aquatrans V), em Itajaí (SC). O evento acontece no auditório Alfredo Weiss, do Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), na Rua Lauro Muller, n° 386. O formulário de inscrição se encontra no site www.dpc.mar.mil.br.

Ceará
Última licença para obras sai este mês
Depois das dificuldades que o projeto da Transnordestina enfrentou, no Ceará, para sair do papel, das seis licenças ambientais necessárias, cinco já foram emitidas pelo Ibama. De acordo com o presidente da Transnordestina Logística S.A., Tufí Daher, a última, que libera as obras no trecho de Missão Velha até Pecém, sairá no próximo dia 26. Daher afirmou que todos os projetos executivos foram aprovados e que, com as cinco licenças já emitidas, vários foram colocados em execução.

Maranhão
Emap negocia linha regular de cabotagem
Uma nova linha regular quinze- nal de cabotagem é negociada pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) com a Log-in Rio. Até chegar em São Luís (MA), os navios que farão essa rota passarão pelos portos de Santos, Salvador (BA) e Suape (PE). Para proporcionar condições para o funcionamento da linha, o porto se comprometeu a buscar novas cargas de retorno para os estados do Sul e do Sudeste. A Emap quer que o serviço tenha início até fevereiro de 2010.

Paranaguá
Capitania aumenta calado de canal
A Capitania dos Portos do Paraná aumentou o calado do Canal da Galheta, que dá acesso ao Porto de Paranaguá (PR). A medida foi anunciada na última quinta-feira pelo capitão dos Portos do Paraná, capitão de mar-e-guerra Marcos Antonio Nóbrega Rios. Com a decisão, foi revogada a Portaria nº 86, de 4 de setembro de 2008, que impôs restrições à navegação no canal, estabelecendo calado máximo de 11,3 metros na região.

Mercado Regional
A Tribuna - 10/11/2009 - Porto e Mar - Página C4
Terça-feira, 10 de novembro de 2009
Mudanças I
Representantes de sindicatos portuários e o presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, Sérgio Aquino, se reúnem hoje, às 10 horas, para debater a proposta de reestruturação do órgão. O projeto, elaborado por Aquino, prevê o aumento no número de blocos (grupos que integram o CAP), de quatro para seis, e mudanças no Bloco dos Trabalhadores.

Mudanças II
Na proposta de Aquino, o Bloco dos Trabalhadores passaria a contar com um representante dos profissionais vinculados aos terminais. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport, que participa do conselho), Everandy Cirino dos Santos, critica o projeto. "Acredito que há algo a mais por trás dessa proposta. Um exemplo é o pleito de um sindicato que briga com outras entidades por representação sindical e hoje não tem lugar no CAP", afirmou.

Impactos
Os vereadores de Santos vão debater os impactos da dragagem de aprofundamento do Porto ¬ que irá permitir a vinda de navios maiores e aumentar a capacidade de movimentação de cargas do complexo ¬ nesta sexta-feira, às 14h30, na Sala Princesa Isabel da Câmara. Estará presente o subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da Secretaria Especial de Portos (SEP), Fabrizio Pierdomenico.



'MSC Lirica' retorna ao Porto de Santos
A Tribuna - 10/11/2009 - Porto e Mar - Página C4
Terça-feira, 10 de novembro de 2009

DA REDAÇÃO
Após mais um minicruzeiro de três noites com escalas no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis (RJ), o MSC Lirica retorna hoje ao Porto de Santos, em sua sexta passagem nesta temporada. O navio, o único a vir ao cais santista até agora, deverá atracar no complexo marítimo por volta das 7 horas, para o desembarque de 1.732 turistas. Com destino novamente ao litoral fluminense, o Lirica deixará a Cidade às 18 horas, levando 1.673 passageiros. A embarcação volta a Santos na próxima sexta-feira. Ao todo, o navio, que abriu a estação no último dia 23, realizará 17 escalas. Sua despedida nesta temporada está marcada para o próximo dia 19 de dezembro. Em 2010, o transatlântico iniciará suas viagens no Rio de Janeiro, seguindo para o Nordeste ou para o Uruguai e a Argentina. Em Santos, a armadora MSC manterá o
Opera, Orchestra que também estreia na costa brasileira e o Musica. Até 3 de maio de 2010, data de encerramento da temporada, 20 navios farão 279 escalas em Santos. (LS)

Docas recebe propostas para arrendamento de terminal
A Tribuna - 10/11/2009 - Porto e Mar - Página C4
Terça-feira, 10 de novembro de 2009
LYNE SANTOS
DA REDAÇÃO

A Codesp recebe na manhã de hoje as propostas das firmas interessadas em arrendar o Terminal para Granéis Sólidos e Vegetais, na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos. Com 48,2 mil metros quadrados, a instalação foi administrada pela multinacional Cargill durante 23 anos. Ao término da concessão, a área foi entregue provisoriamente ao Terminal de Exportação de Açúcar do Guarujá (Teag), que operava em conjunto com a multinacional. Na última quarta-feira, conforme publicado em A Tribuna, o Teag obteve uma liminar que protege as operações em sua instalação, vizinha ao terminal que está sendo licitado. Como as duas unidades partilham equipamentos e infraestrutura, a empresa teme que o novo arrendamento possa prejudicar suas atividades. Diante disso, o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Santos, José Vitor Teixeira de Freitas, determinou uma multa de R$ 10 mil à Companhia Docas, caso o Teag tenha os seus trabalhos prejudicados. Apesar da decisão judicial, a Autoridade Portuária garantiu que permaneceriam válidas as condições estipuladas no edital. Devido à entrega das propostas, que ocorrerá no auditório da Codesp, não haverá a reunião semanal do Comitê de Logística do Porto de Santos.
CONCORRÊNCIA
A Docas estabeleceu o valor mínimo de R$ 70 milhões para o arrendamento do antigo terminal da Cargill. Desse total, R$ 43,4 milhões são referentes ao sítio padrão (benfeitorias feitas no local). E 20% desta cifra -- R$ 8,6 milhões terão de ser pagos no ato da assinatura do contrato. O restante, em nove parcelas anuais. A vencedora da licitação precisará repassar mais R$ 11,2 milhões à Codesp para obter a área.


Pelo Mundo
A Tribuna - 10/11/2009 - Porto e Mar - Página C4
Terça-feira, 10 de novembro de 2009
Navegação I
Maersk estuda retomar Acordo Transpacífico

A armadora Maersk Line solicitou sua reinclusão no Acordo de Estabilização Transpacífico (costa Oeste da América do Norte/Ásia). Há dois anos a empresa tenta rediscutir o tratado do qual desistiu em 2004, devido a reclamações de que não garantia a maior parte de suas viagens. As companhias associadas ao acordo também se decepcionaram com as taxas de crescimento obtidas pelos transportadores naquele ano. Se a Maersk se reintegrar ao grupo, aumentará para 15 o total de armadoras associadas. Juntas, estas empresas serão responsáveis pelo transporte de mais de 90% do volume de contêineres movimentados no Transpacífico. A participação de mercado do grupo poderá atrair a atenção dos órgãos antimonopolistas dos Estados Unidos, incluindo a Comissão Marítima Federal. O motivo é que o acordo não pode definir taxas de afretamento ou alocação de capacidade. "Cinco anos atrás, as condições de mercado eram completamente diferentes do que são hoje", disse o vice-presidente da Maersk para Comércio no Pacífico, Lars Mikael Jensen. "A maioria das transportadoras do Transpacífico está operando com perdas".

Navegação II
Evergreen anuncia redução de frota

A Evergreen Line anunciou, na última quinta-feira, a redução de sua frota de navios e a racionalização de seus serviços. Trata-se de um esforço da companhia para enfrentar as condições adversas impostas ao mercado de navegação nos últimos meses. A empresa informou que planeja docar 17 de seus navios até o final do ano. Com o mercado ainda enfrentando uma época de recessão, a Evergreen decidiu que vai retirar de sua frota "mais alguns navios" com capacidade para 2.800 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Mas, ao mesmo tempo, divulgou em comunicado, que a quantidade de navios não utilizados será dinâmica.

Pirataria I
Navio de Hong Kong sofre ataque no Índico

O petroleiro BW Lion, de Hong Kong, foi atacado ontem por piratas em águas do Oceano Índico, a mil milhas náuticas (1.853 quilômetros) a leste de Mogadíscio, capital da Somália. Este é, até o momento, o ato de pirataria ocorrido mais longe do litoral do país. Durante o ataque, os piratas dispararam armas automáticas lança-foguetes, mas o capitão do petroleiro conseguiu escapar acelerando a embarcação e praticando manobras evasivas, segundo nota da Missão Atlanta da União Europeia Contra a Pirataria. Além disso, afirmou que não houve vítimas no ataque ao petroleiro, que possui 160 mil toneladas e 330 metros de comprimento. Por causa da agressão, um avião-patrulha luxemburguês, que opera com a missão europeia, começou as buscas aos piratas para investigar sua atividade na área próxima ao local onde aconteceu o ataque.

Pirataria II
Missão patrulha Golfo de Áden

A fragata portuguesa Álvares Cabral iniciou ontem o patrulhamento do Golfo de Aden, região entre o Iémen e a Somália, que está infestada de piratas. Portugal irá liderar, nos próximos três meses, uma missão anti-pirataria na área, contando com a participação de embarcações de combate dos Estados Unidos, do Canadá e da Itália. Neste momento, estão sequestrados por piratas, naquela região, dez navios e mais de 200 pessoas de 30 nacionalidades.



NAS VIAS DO PORTO, FALTA DE SINALIZAÇÃO E ILUMINAÇÃO

Em Santos, surpreendentemente, as vias internas do Porto estão melhores do que as municipais. No entanto, ainda há problemas de sinalização, limpeza e iluminação.
Embora, em toda a extensão do complexo, as ruas e avenidas sejam de paralelepípedos ¬ material de menor compressão do que o asfalto e, portanto, mais suscetível a desníveis ¬, o tráfego flui melhor do que nas vias asfaltadas da Cidade.
Em praticamente toda a Avenida Augusta Barata, o Retão da Alemoa, que liga as regiões portuárias da Alemoa e do Saboó, o caminhoneiro só sente a trepidação por conta dos próprios paralelepípedos. E, para que a via continue assim, uma equipe foi encontrada nivelando essas pedras, na pista de entrada do Porto.
Já na Rua Xavier da Silveira, sequência do Retão da Alemoa, do Valongo até as imediações da Rua General Câmara, no Paquetá, a situação é diferente. Logo na entrada da via, na região da chamada Praça da Fome, em frente aos armazéns 1 e 2, a buraqueira que parecia ter sido esquecida, voltou. E, pior, neste trecho, o pavimento é de asfalto.
Mas, passando a Praça Barão do Rio Branco, os motoristas quase entram no paraíso. Deste ponto até a ligação com a Avenida Eduardo Guinle, a Avenida Perimetral já está parcialmente entregue, podendo ser utilizada, com um asfalto ainda intacto.
A exceção neste trecho fica por conta de algumas placas de sinalização derrubadas e a sujeira, que se espalha pelas sarjetas e calçadas.

Açúcar
Na Eduardo Guinle, apesar do tráfego sempre intenso, o motorista pode seguir sem grandes traumas. Entretanto, o cuidado deve ser redobrado, especialmente em dias de chuva. O açúcar que cai da caçamba de caminhões e das esteiras dos terminais especializados neste tipo de carga transforma o paralelepípedo em um verdadeiro sabão.
Da saída do Porto para a Avenida Mario Covas Júnior (exdos Portuários), na altura da sede da Capitania dos Portos de São Paulo, não há problemas de trânsito. O maior obstáculo é a iluminação ruim durante o período noturno.
Mas, urbanisticamente, a avenida ainda tem muito a melhorar. No trecho da Ponta da Praia, o lixo espalhado nas guias já faz parte da paisagem. Em frente ao Terminal Público Pesqueiro de Santos, cocos tomam conta do chão embaixo das carretas. Os canteiros centrais de toda a Mario Covas também deixam a desejar. Em vários trechos não há sequer grama, apenas terra batida. E, claro, sujeira. (DC)

Ameaça
Levantar e denunciar os problemas são atitudes nem sempre bem-vindas. Na última sexta-feira, a equipe de A Tribuna foi ameaçada e intimada por um segurança particular da operadora portuária Santos-Brasil a apagar as fotos feitas nos acessos ao Terminal de Contêineres (Tecon), arrendado a empresa. O curioso é que as imagens e a reportagem não se referiam diretamente à instalação ou aos serviços oferecidos pela companhia, mas, sim, aos acessos, que são públicos e de responsabilidade da Codesp. Como não bastasse, uma viatura da operadora, com duas vigilantes, seguiu a equipe por toda a Margem Esquerda, impedindo caminhoneiros de se pronunciar sobre a situação rodoviária no trecho.

Dois meses após a obra, rua apresenta buracos
A Prefeitura de Santos iniciou há quase dois meses a recuperação da Rua Alberto Schwaitzer, uma das principais do distrito da Alemoa. Os trabalhos incluem drenagem superficial e subterrânea, além de pavimentação asfáltica. E também serão recuperadas seis ruas transversais, para melhorar a circulação dos caminhões às empresas.
Em execução pela Termaq, a obra custará cerca de R$ 3 milhões. A expectativa é que ela fique pronta em abril, segundo o secretário de Obras da Prefeitura de Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves.
Sobre os demais problemas, como as vias nas proximidades dos terminais retroportuários da Zona Noroeste, ele afirmou que irá verificá-los e, na sequência, iniciar uma operação tapa buraco paliativa. "Pelo menos até o início do próximo ano, quando pretendemos recuperaras vias da Cidade".(DC)

Codesp contratará empresa
A Codesp planeja abrir, em aproximadamente 10 dias, uma licitação para recuperar locais considerados prioritários para o tráfego de veículos no Porto de Santos. Paralelamente, a empresa irá tampar os buracos que surgiram nas últimas semanas devido ao excesso de chuvas na região.
Segundo o superintendente de Execução de Obras, Paulo Manuel Varela Casasco, a contratação da empreiteira será para atender as proximidades do Armazém1 e da Bacia do Macuco, ambos em Santos, e da alça de acesso aos terminais de contêineres instalados em Guarujá.
A Autoridade Portuária tem um contrato permanente para a pavimentação e a manutenção de vias nas duas margens do Porto. A empresa também conta com o apoio dos trabalhadores portuários do Bloco para a execução dos serviços. Por meio deste acordo, ainda nesta semana a estatal deverá fechar buracos com pedra brita na Margem Esquerda, garantiu o superintendente. (DC)

BURACOS TRANSFORMAM ACESSOS AO PORTO EM PISTAS DE RALLY
Um campeonato de rally onde não há vencedores, mas, sim, sobreviventes. Superar obstáculos é o desafio dos milhares de caminhoneiros que desbravam diariamente os acessos aos terminais portuários e retroportuários de Santos e de Guarujá. São desníveis no solo, buracos (alguns, verdadeiras crateras), lama e muita sujeira.
A Tribuna percorreu nos últimos dias os principais acessos às instalações que ficam na área do Porto e no seu entorno. Constatou uma série de vias em completo abandono.
Há graves problemas nas vias de acesso aos terminais existentes nos dois municípios. Mas,em uma avaliação superficial, há um triste empate entre os circuitos dos rallies nas duas cidades portuárias.
Embora haja menos ruas e avenidas para o tráfego de caminhões, Guarujá apresenta mais buracos próximos uns aos outros. No entanto, Santos, com mais vias abertas ao trânsito pesado, apresenta problemas dispersos, mas que no geral apontam para a mesma proporção do município vizinho.
No Guarujá, o maior desafio é percorrer a marginal no sentido Guarujá-Cubatão da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (antiga Piaçaguera-Guarujá). O trecho se equipara a um solo lunar ou a um campo bombardeado em uma guerra.
Nessa marginal, tudo começa com um zigue-zague para desviar dos buracos. Aos poucos, o nível de dificuldade de manobras aumenta, até que em frente aos terminais retroportuários da Cortês e da Coopercarga o motorista não tem outra opção senão enfrentar os desníveis e cair nos buracos.
O trecho já não tem mais asfalto. As pedras britas, que ao longo do tempo serviram para tapar os buracos emergencialmente, agora reinam soberanas junto à areia.
Na marginal oposta da Piaçaguera, quem vai aos terminais da Fassina ou da MD Log, por exemplo, tem que superar o lamaçal e, claro, os buracos. E, quando chove, e depois da chuva, a situação fica ainda pior.

Rua do Adubo
A Rua Idalino Pinês, conhecida como Rua do Adubo, é um caso aparte em Guarujá.Única via de ligação entre a Piaçaguera e os terminais do Porto, as crateras obrigam, em diversos pontos, que os caminhões trafeguem no sentido contrário,para desviar.
Na altura do número 300, o morador Manoel Pires Pereira afirma que "espera sentado" as melhorias. A Codesp planeja obras no trecho da Av. Perimetral da Margem Esquerda, alargando-o e refazendo o asfalto e o sistema de drenagem.
Pereira diz que cansou de tapar os buracos em frente a sua residência com cimento, cascalho ou terra para que pudesse tirar seu veículo da garagem com segurança. "Se fossem só os buracos, estaria menos ruim. Agora, são as rachaduras nas paredes de casa".
Na Rua do Adubo, na altura do posto Carga Pesada, uma placa determina a velocidade de 50 Km/h,raramente cumprida. Não porque os caminhoneiros desrespeitam o limite, mas para não quebrar os eixos de direção dos veículos,conforme o mecânico bombista Ednaldo Costa dos Santos, que presta serviço para três ou quatro caminhões por dia.
"Essa avenida é um quebra molas. É bom para a oficina, mas é ruim para todo mundo, para o caminhoneiro. E, quando um quebra, os outros não conseguem passar".
Segundo a Prefeitura de Guarujá, a Rodovia Cônego Domênico Rangoni é de concessão da Ecovias, também responsável pela sua conservação. Em relação ao estado das vias municipais que têm acesso ao porto e retroporto, como a Avenida Santos Dumont e a Rua Idalino Pinez, são realizados serviços nos pontos mais críticos.

Zona Noroeste
Na Zona Noroeste, em Santos, as principais ruas onde estão os terminais retroportuários de contêineres vazios (dépots) estão abandonadas. Para começar,na esquina daAvenida Nossa Senhora de Fátima com a Rua Boris Kauffmann, um senhor buraco coloca motoristas
e pedestres em risco.
Ornamentado com um cavalete da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o buraco obriga que os caminhões ocupe mas duas pistas da avenida para fazer a curva em direção à Boris Kauffmann, e ao entrar na rua acabam tão próximos da calçada que ameaçam a segurança dos pedestres.
Outra via de acesso aos terminais de contêineres vazios,a Rua Júlia Ferreira de Carvalho, também na Zona Noroeste, é a imagem do descaso. Sem sinalização de solo e placas, inclusive para as lombadas, o trajeto é repleto de lama e água acumulada das chuvas. Por não ter guia em grande parte,aterra e o lixo espalhado nas supostas calçadas são levados para o leito carroçável.

Desafios
Embora haja menos ruas e avenidas para o tráfego de caminhões, Guarujá apresenta mais buracos próximos uns aos outros. No entanto, Santos, com mais vias abertas ao trânsito pesado, apresenta problemas dispersos, mas que no geral apontam para a mesma proporção do município vizinho. No Guarujá, o maior desafio é percorrer a marginal no sentido Guarujá-Cubatão da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (antiga Piaçaguera-Guarujá). O trecho se equipara a um solo lunar ou a um campo bombardeado em uma guerra.

Crateras chegam a ter 40cm

Os acessos internos do Por- to em Guarujá estão em situação precária. No único trecho de saída,há buracos em sequência que chegam a 40 centímetros de profundidade.
Quem chega à zona portuária, se depara com a Praça Yara Santini, que serve de rotatória para distribuir o tráfego em direção aos terminais da região, em completo abandono. Quem opta por seguir à direita, ao Terminal de Contêineres (Tecon), não encontra buracos, mas é obrigado a passar por placas de concreto (que tampam uma galeria de drenagem) com as ferragens expostas, colocando em risco os pneus. Às margens do trecho, há postes jogados. Na saída do Tecon, já na área atrás da Praça Yara Santini, uma grande poça de água parada formou um pequeno lago, já verde por causa do limo.
Na volta à praça, a transposição da linha férrea é problemática. Os paralelepípedos entre os trilhos não estão nivelados, fazendo com que os pneus das carretas quase que se acomodem entre as linhas.
Já o motorista que levou ou retirou cargas do complexo TGG-Termag, de granéis, não sofre como quem carrega contêineres. O acesso está bem conservado, mesmo sendo de paralelepípedo. Coincidência ou não, a maior parte da movimentação dessas instalações é feita por ferrovias.
Mas, para sair do Porto, todos os caminhões têm de enfrentar os mesmos obstáculos. Novamente na praça da rotatória, três buracos disputam a atenção dos motoristas.
A Tribuna mediu um deles.
Dá aproximadamente dois metros de diâmetro, por 40 centímetros de profundidade. (DC)


Mudança no Cap é tema de reunião entre sindicatos e Aquino
Diário do Litoral - 10/11/2009 - Sindical - Página 7
Terça-feira, 10 de novembro de 2009
Representantes de sindicatos portuários participam hoje, às 8 horas, de reunião com o presidente de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, Sérgio Aquino. O objetivo é discutir e obter mais informações sobre a reestruturação do CAP, defendida por Aquino na semana passada no evento sobre o setor portuário.
De acordo com informações divulgadas pelo presidente do CAP, o órgão deve ter mais dois blocos de representação, visando ampliar a participação dos trabalhadores, empresários e agentes públicos. Em um bloco ficariam a Codesp, a Alfândega, a Capitania dos Portos, a polícia Federal, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura. As agências de navegação seriam chamadas para o Bloco dos Operadores, Já o Bloco dos Trabalhadores Portuários contraria a participação de representantes vinculados aos terminais.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindraport), Everandy Cirino dos Santos, contesta a proposta de Aquino. Segundo o dirigente sindical, para qualquer alteração no CAP é preciso antes mudar a Lei 8.360. “Acredito que há algo a mais por trás dessa proposta. Um exemplo é o pleito de um sindicato que briga com outras com outras entidades por representação sindical e hoje não tem lugar no CAP”.
Para o sindicalista, antes de querer mudar a composição do CAP, Aquino deveria estar preocupado em deixar o órgão com autonomia financeira. “Hoje a Codesp, além de dar suporte técnico e administrativo, também ajuda o CAP financeiramente”, ressalta Everancy Cirino.

Composição
A CAP de todos os portos do país são compostos por quatro blocos: Poder Público (Federal, Estadual e Municipal), operadores, usuários e trabalhadores portuários.