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Presidência da República Brasil, um país de todos
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Clipping Portuário

Eles querem qualificação
Expresso Popular - 28/1/2010 – Economia/Trabalho - Página 7
Sexta-feira, 28 de janeiro de 2010

Expresso inicia hoje série de reportagens que mostrará a realidade de quem trabalha no maior porto do País
Antonio Augusto

Mais investimentos na qualificação profissional e mais grana no bolso de 7 mil homens. Estes são os presentes que sindicalistas e trabalhadores gostariam de receber hoje, data em que se comemora o Dia do Portuário.

E os pedidos dos trabalhadores se justificam, já que com o desenvolvimento econômico que a descoberta de petróleo na Bacia de Santos projeta, se faz necessário, na opinião deles, investimentos maciços na qualificação da mão de obra.

“É isso se faz na melhoria dos programas de treinamento dos trabalhadores, porque atualmente 80% da grade de cursos são teóricos e feitos dentro de salas de aula, mas a prática, a bordo dos navios, é quase nenhuma”, constata o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva.

O dirigente cobra das autoridades mais consistência na qualificação. “Temos urgência no treinamento, e na minha opinião as autoridades, juntamente com os operadores portuários, deveriam investir na vinda de um simulador e também ceder embarcações para treinamento”.

Outra questão que merece reflexão na avaliação de Rodnei é a manutenção do trabalho avulso. “O portuário nasceu como avulso e deve se manter desta forma, porque o custo do avulso é menor do que o do vinculado”.

Outro que é favorável a melhora na qualificação é o secretário-geral do Sindicato dos Rodoviários, Eronaldo José Oliveira, o Ferrugem. “Todos os trabalhadores esperam que o governo federal invista na qualificação, que criará empregos com melhores salários”.

Everandy Cirino dos Santos presidente do Sindaport, afirma que o maior presente para o portuário é dinheiro no bolso. “É preciso aumentar a renda do portuário, que nos últimos 15 anos caiu muito”.

De acordo com os sindicalistas, não há como fixar os ganhos dos trabalhadores.

Ministro
Em nota, o ministro chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, ressaltou a importância dos 30 mil trabalhadores no desenvolvimento do setor em todo País. “Eles são responsáveis pelo funcionamento de nossos portos


Data coincide com Abertura dos Portos
Expresso Popular - 29/1/2010 - Economia/Trabalho - Página 7
Sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Dia do Portuário é comemorado justamente no dia em que o então príncipe-regente de Portugal, Dom João VI, determinou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas.
Com o decreto real de 1808 acabava o Pacto Colonial, mecanismo que dava exclusividade à Metrópole, Portugal, no comércio com a colônia, o Brasil.
Dom João e a Família Real vieram para o Brasil fugindo das tropas francesas do general Napoleão Bonaparte, que invadiram Portugal, em 1807.
O escritor e historiador Waldir Rueda explica que o decreto beneficiou a Inglaterra, principal aliado militar e parceiro comercial de Portugal.
“Além disso, a Abertura do Portos às Nações Amigas serviu para dar ao Brasil as ferramentas necessárias para o desenvolvimento de tudo, pois como toda a Corte Portuguesa mudou-se para cá, toda a infraestrutura teve de ser montada”.
Segundo Rueda, até então a Coroa Portuguesa proibia a fabricação de todo tipo de utensílios. “Como talheres, roupas e demais objetos necessários para a vida que os nobres tinham na Europa”.







Mercado Regional
A Tribuna - 29/1/2010 - Economia - Página C3
Sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Dia do Portuário
O ministro dos Portos, Pedro Brito, destacou os investimentos do Governo no setor, em sua mensagem pelo Dia do Portuário, comemorado ontem. "Em 2010, são muitos os motivos para festejar: o sucesso do Plano Nacional de Dragagem, o início do projeto Porto Sem Papel, os investimentos nos sete maiores portos do País que sediarão a Copa do Mundo em 2014, dentre outros", afirmou.

Infraestrutura será o maior gargalo em 2010
Brasil Econômico- 12/12/2009 – Brasil – Página 12
Sábado, 12 de dezembro de 2009
Oferta de crédito e aumento da demanda não vão provocar pressões inflacionárias
Fernando Taquari

Parece consenso entre economistas de que 2010 será um bom ano para o Brasil, com taxas de crescimento acima de 5%. Algumas estimativas, inclusive, apontam expansão em torno de 6%. A dúvida, contudo, é saber se a economia brasileira tem condições de suportar um crescimento sustentável neste patamar com a ampliação da oferta de crédito e o aumento da demanda no mercado interno. O maior gargalo, de acordo com analistas consultados pelo Brasil Econômico, será a carência em investimentos no setor de infraestrutura, o que deverá aumentar os custos das empresas.

Amir Khair, mestre em finanças públicas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que o país vive um momento virtuoso e pode crescer a taxas superiores a 5% sem riscos de pressões inflacionárias. “A demanda interna de um país se restringe ao poder aquisitivo da população e também pelas condições de financiamento do consumo. A oferta, no entanto, é ilimitada, já que está constituída pela produção para o mercado interno mais a oferta internacional, coma importação de bens e serviços”, explica Khair. Segundo ele, a globalização radicalizou a concorrência, o que fez com que os produtos fossem ofertados em quantidade, qualidade e preços compatíveis com os praticados em outros países. Paulo Francini, diretor do departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, destaca que a atividade econômica não recuperou o nível précrise e a produção da indústria está longe disso. “Portanto, há espaço para crescer dentro de uma capacidade instalada já estabelecida. Se perceberem que a demanda aumentará, certamente os empresários vão elevar os investimentos para suprir a necessidade”, afirma.

Khair sugere que o governo pode ajudar os setores que eventualmente não conseguirem atender demanda por meio da redução do Imposto de Importação. “Quem estiver com dificuldades terá que importar. Com os tributos reduzidos, as empresas ganham um fôlego”.

As perspectivas não são positivas com relação ao setor de infraestrutura. Os portos operam além da sua capacidade, o que traz custos para empresas que precisam escoar suas cargas. A privatização dos terminais portuários e a melhora na programação de navios pode ajudar, mas não serão medidas suficientes para atenuar a situação precário dos portos.

“Não se resolve uma situação como esta no curto prazo. O estado tem a maior fatia de recursos, mas possui outras demandas para atender e acaba estabelecendo prioridades”, diz Olavo Furtado, consultor da Trevisan Escola de Negócios. “Pior para empresas que estão se internacionalizando, sobretudo as pequenas e médias. Umdia parada no porto significa grandes perdas para elas”, observa Furtado.

O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, chegou a dizer recentemente que pretende criar um sistema integrado de informações como objetivo de diminuir a burocracia nos portos e reduzir em 25% o tempo de atracação de navios. “Mesmo fazendo isso, ainda assim, estamos longe dos padrões europeus. Lá a cadeia logística é mais confiável”, diz Roberto Galli, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma)
“Há espaço para crescer dentro de uma capacidade instalada já estabelecida. Se perceberem que a demanda aumentará, os empresários vão elevar os aportes para suprir a necessidade”.
Paulo Francini, diretor da Fiesp

PORTOS E NAVIOS
Noticiário cotidiano - Portos e Logística
Sex, 29 de Janeiro de
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (codesp) e a Secretaria Especial de Portos (SEP) apresentam na terça-feira 2 de fevereiro o Plano de Expansão e o Estudo de Acessibilidade do Porto de Santos, que nortearão o crescimento do complexo até 2024.
O Plano de Expansão, desenvolvido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a SEP, custou cerca de US$ 1,3 milhão e durou aproximadamente 11 meses para ser finalizado. O estudo irá contribuir de maneira direta para o desenvolvimento do porto, uma vez que irá definir e localizar áreas para novos terminais e cargas, projetando demandas para os próximos 15 anos e a infraestrutura necessária para este crescimento.
Já o Estudo de Acessibilidade, custeado pela Codesp, realizado para complementar a pesquisa do BID, foi desenvolvido pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), e teve o valor de R$ 750 mil, sendo concluído em sete meses.
O lançamento será feito pelo ministro dos Portos, Pedro Brito, e pelo presidente da Codesp, José Roberto Serra. Brito e Serra ressaltam que o evento permitirá a todos os segmentos envolvidos na logística do porto de Santos conhecerem previamente as demandas de cargas até 2024, dimensionando-se os acessos rodoferroviários de acordo com a necessidade para esta nova expansão portuária.
O evento acontecerá no Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini-Concais.
Após a apresentação dos estudos, o secretário de transportes do governo do estado de São Paulo, Mauro Arce, proferirá uma palestra sobre os projetos de desenvolvimento de transporte e logística do governo do estado. O evento terá ainda uma mesa-redonda, com o tema "Plano de Expansão e Estudo de Acessibilidade do Porto de Santos", com a participação de entidades setoriais. (da Redação)

Público conhece Porto em passeio
A Tribuna - 29/1/2010 - Porto e Mar - Página C8
Sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Em comemoração ao Dia do Portuário, o público pôde conhecer o Porto de Santos e suas instalações por um ângulo diferente. Durante todo o dia, mais de mil pessoas puderam observar terminais e navios a partir de passeios de escuna pelo canal de navegação, e sem pagar nada por isso. O céu estava um pouco encoberto na hora em que a escuna Donguinho I deixou a Ponte Edgar Perdigão, na Ponta da Praia. Mas a embarcação, que comporta 85 passageiros, estava lotada. Ela percorreu o Canal do Estuário e passou pelos diversos terminais de contêineres, como os do Grupo Libra (T-35 e T-37) e o da Santos Brasil (Tecon). Também pôde ser vista a fragata Liberal, da Marinha do Brasil, que fica atracada até amanhã no Cais da Marinha, sede da Capitania dos Portos de São Paulo. Logo adiante, os participantes puderam avistar o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, que tem a previsão de receber 20 transatlânticos nesta temporada. O aposentado Walter Aragusuku resolveu levar o filho, Henrique, para conhecer o Porto. Eles moram em São Vicente e têm um parente que trabalha no cais, mas não conheciam o complexo. O rapaz, que acabou de se formar no Ensino Médio, gostou do passeio. "É bem interessante. Eu não conhecia", comentou o jovem. Henrique afirmou que sabia pouco sobre a atividade portuária, tão importante para a região. "Eu vejo pelos meus amigos, que não têm noção nenhuma de o que é porto ou para o que serve", disse o rapaz. Para o pai, o tema tem que ser mais discutido em sala de aula. Com a mesma opinião, o aposentado Carlos Alberto de Lima foi aproveitar a viagem com a esposa. "Não só acho importante conhecer o porto como também acredito que isso deve fazer parte da formação dos jovens nas escolas. Eu não conhecia o porto por este lado". Os passeios de escuna do Dia do Portuário foram uma realização da Prefeitura de Santos em parceria com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a operadora portuária Hipercon.

Estatais investiram R$ 71,5 bilhões em 2009
O Estado de S. Paulo - 29/1/2010 - Economia - Página B5
Sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

As empresas estatais do governo federal investiram R$ 71,5 bilhões em 2009. O montante representou 87% dos R$ 82 bilhões previstos no orçamento de investimentos das estatais no ano passado. Em entrevista à Agência Estado, o diretor do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), Murilo Barella, disse que tanto o volume nominal de investimentos como o nível de execução orçamentária das companhias federais foram recordes. O Dest é vinculado ao Ministério do Planejamento.

Barella apresentou dados mostrando que, nos últimos dois anos, o ritmo de investimentos das estatais se acelerou, crescendo mais de 30% ao ano. Em 2008, a execução chegou a R$ 53 bilhões e em 2007 foi de R$ 39,9 bilhões. Atualmente, segundo o diretor do Dest, o nível de execução orçamentária cresce num ritmo de 40% por bimestre. "Há, na prática, uma aceleração dos investimentos." Ele ressaltou ainda que, em 2010, o nível de execução deve ser "pelo menos" igual ao de 2009, para um orçamento de investimentos nominalmente maior: R$ 94,4 bilhões.

Segundo Barella, o ritmo de execução já vinha se ampliando antes de a crise internacional entrar em sua fase aguda, a partir do fim de 2008. Mas ele reconhece que a contínua aceleração dos investimentos das empresas públicas foi um dos pontos decisivos na estratégia de enfrentamento dos efeitos negativos da crise global na economia.

De acordo com o diretor do Dest, o grande destaque de 2009 foi a Petrobrás, que investiu R$ 62,8 bilhões, 90,8% do orçamento da companhia previsto para o ano. Em 2008, a petrolífera também teve nível elevado de execução: 85%. "A Petrobrás tem uma excelência na gestão de investimentos. A gestão da companhia é muito boa, e grande parte disso se deve à boa gestão de projetos", afirmou.

Ele também chamou atenção para a melhora nos níveis de investimento da Eletrobrás, a estatal do setor elétrico que o governo sonha em fazer seguir os passos da Petrobrás em termos de importância e eficiência. O nível de execução da Eletrobrás atingiu 75% do orçamento em 2009, totalizando R$ 5,2 bilhões. Em 2008, o índice foi de 60%, somando R$ 3,5 bilhões.

Além do papel de alavanca do crescimento econômico, Barella também ressalta a importância das companhias governamentais no esforço para reduzir as desigualdades regionais e melhorar a distribuição de renda no País.

Para Barella, o crescente papel das estatais como mobilizadoras de investimentos na economia não ocorre em detrimento da saúde financeira dessas empresas. Ele informou que 76% dos investimentos das companhias federais são feitos com recursos próprios. "Isso é para deixar claro que nós não estamos vivendo o desenvolvimentismo dos anos 70", disse, explicando que aquele modelo levou a uma escalada de endividamento externo. "Hoje é importante investir com recursos próprios porque o dólar está muito instável."

Barella disse também que o desempenho forte dos últimos anos é fruto de um processo de recuperação do papel das estatais, iniciado ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, quando o atual governo assumiu, o trabalho foi de "ajustar a casa", já que muitas estatais estavam esvaziadas e na "fila da privatização".
Isso significava pouca capacidade e disposição para investir. Terminada essa etapa de organização, a tônica do segundo mandato foi promover a aceleração dos investimentos, melhorando o nível de execução e gestão das empresas.


Obras do Porto de Itajaí estão atrasadas
Porto de Itajaí: CAP tem reunião extraordinária sexta
O Conselho da Autoridade Portuária do rio Itajaí-Açu vai se reunir novamente nesta sexta, 29, para debater o andamento das obras de reconstrução dos berços 1 e 2 do Porto de Itajaí, destruídos pela cheia de 2008.
A preocupação dos conselheiros é que o cais não fique pronto antes de julho, três meses depois da previsão do cronograma.
É bom a Secretaria Especial de Portos caprichar na desculpa, que o ano é eleitoral.

“Ampliação do píer está nos planos”
Entrevista: Antônio Ayres dos Santos Jr, Superintendente do Porto de Itajaí
Após o conturbado ano de 2009, o Porto de Itajaí retoma novamente ao trilho e a palavra-chave para 2010 é crescimento. Antônio Ayres dos Santos Júnior tem a missão de encabeçar esta empreitada contando com o apoio da população e do Poder Público. Nesta entrevista, ela fala dos investimentos previstos para os próximos meses.

Jornal de Santa Catarina - O que 2010 reserva ao Porto de Itajaí?
Antônio Ayres dos Santos Júnior - Além da obra de reconstrução, que segue até junho, conseguimos verbas junto à Secretaria Especial de Portos (SEP) para a dragagem e aprofundamento do calado. Serão investidos R$ 60 milhões, oriundos do Planos Nacional de Dragagem, para deixar um calado de 14 metros. Dessa forma, Itajaí receberá navios maiores.

Santa - Que outras melhorias no porto estão previstas?
Santos - Estamos reivindicando R$ 30 milhões para o realinhamento e recuperação do molhe, por onde entram os navios. A SEP já tem orçamento autorizado, mas ainda aguardamos a liberação do edital de licitação. Está previsto para hoje a liberação do edital para as obras de recuperação do pátio para ampliação das vagas para conteiner.

Santa - Há previsão para ampliação do Píer Turístico?
Santos - Sim, com certeza. A ampliação do Píer está nos planos e esperamos ter a obra concluída em outubro.

O Globo
Prédio anexo do BNDES poderá ser erguido em terreno da Zona Portuária
Bruno Rosa e Taís Mendes
RIO - O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse nesta quinta-feira que o anexo da instituição poderá ser erguido na Zona Portuária. Ele destacou que a construção do prédio em outro local, na Avenida República do Paraguai, no Centro, ainda é apenas uma ideia. Segundo Luciano Coutinho, não há nem mesmo um projeto pronto e o prédio seria erguido a partir do nível da rua, e não em cima do morro existente na área. O anexo de 14 andares, ocuparia a lateral do Morro de Santo Antônio, onde há duas construções remanescentes do período colonial, que são tombadas: o Convento de Santo Antônio e a Igreja de São Francisco da Penitência:
- Podemos pensar numa estrutura grande na Zona Portuária, mas é preciso um entendimento para viabilizar isso. Não vamos fazer nada desconsiderando o interesse da cidade.

Segundo ele, o anexo permitiria acomodar melhor os funcionários do banco:
- O BNDES precisou aumentar o número de funcionários. Hoje, são 2.400 em um prédio que comporta entre 1.600 e 1.700. Se for possível, teremos um anexo, mas para isso serão respeitados todos os parâmetros. Seria um contrassenso não fazer isso, já que o banco é um dos maiores patrocinadores da revitalização do Centro e da Zona Portuária.
O prefeito Eduardo Paes voltou a defender a construção do anexo, mas disse que o projeto de lei que altera o gabarito da área não seguirá adiante caso não seja aprovado pela Câmara dos Vereadores e pela população.

Jornal de Santa Catarina
29/01/2010 | N° 11848
Jornal ESHoje

27/01/2010
Porto sem papel visa reduzir custos e aumentar competitividade

Dayana Souza
Com a função de melhorar o comércio exterior, foi assinado nesta quarta-feira (27) o projeto Porto sem Papel que pretende reduzir em 25% o tempo de estadia das embarcações, viabilizado pela Secretaria Especial de Portos (SEP).
O projeto tem como intenção promover a integração entre os órgãos e ministérios envolvidos, mais agilidade nas operações e a redução de custos logísticos podendo gerar uma maior competitividade. “O que queremos com esse projeto é buscar um ano melhor para o comercio exterior no Espírito Santo. Com este projeto, a integração entre os agentes envolvidos na operação portuárias é fundamental para a eliminação das transações por formulários em papel” disse o diretor de Sistemas de Informações da SEP, responsável pela implantação do projeto em todo o país, Luis Fernando Resano.
Vitória será o segundo a receber a implantação do projeto. O Porto de Santos, que é o maior porto do país, será o primeiro. Em terceiro, será o Porto do Rio de Janeiro. “Por ser o maior porto, achamos melhor instalar em Santos o projeto. Vamos desenvolver um sistema que atenda o porto mais complexo, para depois, enfim, aplicar nos portos menores” afirmou Resano.
O projeto ainda visa melhorar em 60% o desempenho das operações portuárias brasileiras além de reduzir 25% o tempo da estadia das embarcações portuárias. “O porto deve ser um elo da cadeia logística. De uma coisa sabemos: não adianta ter porto se não houver navio, se não houver carga. E nossa intenção é que ocorra uma redução de custo, pois carga parada é prejuízo. E, além disso, precisamos racionalizar nas aplicações dos recursos”.
O projeto está sendo viabilizado pela Secretaria Especial de Portos (SEP) com o apoio de várias instituições. No Estado, o Espírito Santo em Ação está buscando ser um facilitador do programa, contribuindo para apresentar os benefícios do projeto ao setor empresarial capixaba.

Portal Paraíba 1 
Economia da PB ganha força com aumento na movimentação do porto
27/01/2010 09:10
Inaê Teles
Especial para Paraíba1
As praias da Paraíba são belas e atraem milhares de turistas que viajam em busca de peixe fresco e tranquilidade. A espuma de águas salgadas também movimenta a economia paraibana de uma outra forma, através do Porto de Cabedelo. Em 2009 o porto registrou um superávit de R$ 1,5 milhão, o melhor dos últimos 14 anos.
Cerca de 1 milhão de toneladas de produtos passaram pelo porto no ano passado, um crescimento de 10% em relação ao ano de 2008. Os produtos que melhor representam o porto são o petcoke, que é o petróleo em grãos, trigo, cimento, diesel, gasolina, álcool, bobinas de aço e sisal. A área de influência do porto de Cabedelo abrange ainda os Estados de Pernambuco e do Rio Grande do Norte.
De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2009 a renda corrente do comércio na Paraíba foi de US$ 597.340.633 e a cidade de Cabedelo contribuiu com cerca 17% do total. Boa parte do resultado é proveniente das atividades do porto.
As atividades portuárias estão crescendo por conta das suas inúmeras vantagens. “Entre outras coisas é o meio de transporte mais econômico e ecologicamente correto” lembrou Wagner Breckenfeld, presidente da Companhia Docas da Paraíba. Em 2009 as atividades do porto geraram R$ 420 milhões em ICMS.
Outro ponto positivo é que o navio é um meio de transporte multimodal, ou seja, agrega mais de um tipo de veículo para trasnportar as cargas. Desta forma movimenta outros setores da economia.
A cidade de Cabedelo está localizada a 20 km da capital, João Pessoa. São 31.27 Km² de área, sendo 20.790 m² de área pertencente ao porto. O acesso marítimo é feito através de um canal com 6 Km de extensão e 150m de largura localizado no estuário do Rio Paraíba. Podem atracar embarcações com até 9,14 metros de calado, dependendo da amplitude das marés. Estão programadas para este ano obras de dragagem que vão permitir a passagem de embarcações que cheguem a até 11 metros de profundidade.

Cruzeiros
Além dos navios comerciais que atracam nas águas de Cabedelo e esquentam a economia do Estado, um outro tipo de navio também está atracando e movimentando bastante. São os navios de passeios turísticos, os famosos Cruzeiros.

Cerca de 1.500 turistas desembarcam por semana no Porto e ficam encantados com as belezas naturais do Estado. Estão programados 15 cruzeiros durante a temporada 2009/2010. Estes turistas injetam na economia do Estado cerca de R$ 25 milhões.

Problemas e soluções

De acordo com Wagner, 85% dos produtos que entram e saem do Brasil passam pelos portos. Mesmo com uma representação significativa os portos passam por algumas dificuldades. O porto de Cabedelo, por exemplo, tem um terminal de ônibus localizado na sua porta. O que dificulta o trânsito dos caminhões de carga.

Pelos portos passam vários produtos que precisam ser transportados através das vias terrestres para os pontos de destino. Seja por malha ferroviária ou rodovias. E as principais dificuldades enfrentadas hoje no Porto de Cabedelo são as poucas opções e a qualidade das vias terrestres.

Wagner Breckenfeld também lembrou que na Paraíba o transporte ferroviário é de uso exclusivo da população. “ É preciso investir na malha ferroviária e criar uma faixa exclusiva para carga”, explicou. Em relação as rodovias, o diretor afirmou que a BR 230 poderia ser duplicada no km 0, para permitir mais mobilidade no transporte.

Hoje o porto conta com equipamentos que suportam seis toneladas. E para agilizar o processo seria necessário guindastes que suportassem 50 toneladas. “Precisamos otimizar os custos das operações através de parcerias que invistam na melhoria do porto”, disse.

Produtos
Por mês o atracam no porto cerca de 8 a 10 embarcações. A gasolina, o álcool e o diesel correspondem a 50% das importações. A outra metade é compartilhada pelos produtos como trigo, bobina de aço e petcoke.

Os principais produtos exportados são: o sisal e a ilmenita, um mineral de cor escura bastante comum nas praias da Paraíba que é usado como combustível de caldeiras.

Investimentos
Os dados de 2010 já são bem positivos e a tendência é melhorar cada vez mais. “Em janeiro do ano passado nós tínhamos registrado 62 mil toneladas. Em janeiro deste ano já temos o registro de 105 mil toneladas. Sem contar que para este ano está previsto o investimento de mais de R$ 1 milhão, que vai permitir na duplicação das operações do porto”, explicou.

Atualmente o porto gera 600 empregos diretos e indiretos para os moradores da cidade de Cabedelo, o que acaba movimento a economia interna da cidade. As espectativas para os próximos anos é de que as águas das Paraíba fiquem cada dia mais movimentadas.

Site Tendências e Mercado
Suape aumentará infraestrutura de segurança
FGV receberá R$ 100 mil para elaborar diagnóstico para ser implantado na zona portuária
Até o fim do primeiro semestre deste ano, serão feitas as primeiras intervenções para aumentar a infraestrutura quanto à segurança no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi contratada para fazer a Elaboração de Diagnóstico de Segurança a ser implantado na zona portuária. O órgão receberá R$ 100 mil (recursos próprios de Suape) para entregar um relatório sobre metas de segurança e abrir discussão sobre o projeto que será consolidado na área.

“Estamos dando um passo importante no quesito segurança para atender a essa nova demanda de Suape. No segundo semestre de 2008, colocamos uma unidade do Corpo de Bombeiros no Porto. Já era a construção de um passo a passo para a estruturação da segurança. Há uma necessidade nossa”, ressaltou o diretor de Gestão Fundiária e Patrimônio, Inaldo Campelo.

Dentre as ações previamente discutidas, e que devem ser aprovadas ou incrementadas no diagnóstico da FGV, estão a duplicação do número de câmeras de segurança (hoje, existem em torno de 60 a 70), o debate sobre um novo formato para as guaritas, adoção de sistemas eletrônicos para segurança, e até aquisição de dois barcos para fiscalização das áreas interna e externa do Complexo Industrial Portuário.

A escolha da FGV por dispensa de licitação ocorre pelo fato de que toda fundação sem fins lucrativos conta com essa prerrogativa. Do contrário, a dispensa só deve ocorrer mediante limites orçamentários de custos. “Escolhemos a Fundação Getúlio Vargas pelas credenciais que ela dispõe, além do respeito de todas as instituições e órgãos”, explicou Campelo. 

PortoGente
29/01/2010 00:01
Porto e cidade: um dilema atual
O complexo portuário de Pecém (CE) foi construído bem afastado dos centros urbanos, para evitar os velhos gargalos urbanos constatados em cidades portuárias, como Santos (SP), Rio de Janeiro e Vitória (ES), por exemplo. No entanto, conforme o Porto cresce, a sociedade vai se instalando em volta, devido ao desenvolvimento financeiro da região.

Esse processo está começando em Pecém. Alguns até querem a emancipação da cidade de São Gonçalo do Amarante. Com o crescimento da especulação imobiliária aos arredores, o Porto do Pecém, daqui a alguns anos, deverá perder algumas das atuais vantagens competitivas.

A possibilidade da criação de um grande centro urbano rodeando este e outros portos é grande, já que as perspectivas de crescimento dos serviços portuários e os tributos cobrados sobre os tais serviços fazem com que a região se desenvolva.

Como se resolve o dilema: a cidade não atrapalha o porto, e o porto não atrapalha a cidade?
Portos e Navios
Suape ganha primeira ZPE em operação do País
Qui, 28 de Janeiro de 2010 -Fonte: Folha de Pernambuco
O primeiro evento do presidente Lula em Pernambuco começou em Jaboatão dos Guararapes, onde assinou o decreto de criação da primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) a entrar em operação no País. Agora, falta somente o alfandegamento pela Receita Federal para que a área seja liberada. Chamado de ZPE de Suape, o espaço contará com R$ 12 milhões da Moura Dubeux (construtora dona do terreno de 198,84 hectares onde está a ZPE) para investimentos na infraestrutura interna. O Governo do Estado responderá pelos acessos viários externos, gastando R$ 3,75 milhões. A licitação para a contratação das empresas que farão essas obras foi assinada ontem.
Coube à assessoria do governador Eduardo Campos enviar uma nota a respeito do ato. “Agora, começa formalmente a existência da nossa ZPE. Começa a construção de sua infraestrutura e as empresas que chegarem vão saber que Pernambuco tem a primeira ZPE rodando do País, e vão querer vir para cá. Vamos dar todo o apoio que já temos dado aos empreendedores que chegam, para ajudar o Estado a crescer, gerar emprego e renda para nossa gente”, enfatizou Campos.
A ZPE garantirá a suspensão de impostos - a exemplo do IPI, liberdade cambial e procedimentos administrativos simplificados - com a condição de destinarem pelo menos 80% da produção ao mercado externo. O que for comercializado no mercado local é taxado normalmente. A concessão durará por 20 anos. Ainda não há definição sobre o grupo que administrará a Zona de Processamento ou a respeito das companhias que já estão na lista para disputar uma “vaga” no lugar