Clipping Portuário
Sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 Pag. B3 - Dinheiro – Folha de SP
Governo quer ampliar portos para a Copa
SOFIA FERNANDES - LEILA COIMBRA
O governo anunciou ontem que vai investir R$ 700 milhões para ampliar os portos de sete cidades brasileiras para que possam receber transatlânticos durante a Copa do Mundo de 2014. O Rio de Janeiro receberá a maior parte dos recursos, cerca de R$ 300 milhões, que serão aplicados na construção de três novos píeres, dobrando a capacidade de recebimento de turistas.
Santos, Fortaleza, Recife, Natal, Salvador e Manaus completam a lista de cidades que receberão recursos.
A expectativa do ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, é que as ampliações estejam concluídas em 2012. As melhorias também poderiam ser aproveitadas pela cidade do Rio na Olimpíada de 2016.
Para a Abdib (associação de infraestrutura e indústrias de base), porém, ainda faltam definições importantes do governo para que o investimento no setor portuário não se limite a eventos.
Segundo a entidade, o setor privado possui um plano de investimento de US$ 20 bilhões para os portos nos próximos cinco anos, que está condicionado a uma série de medidas prometidas pela administração pública.
Dentre eles está a definição do PGO (Plano Geral de Outorgas), prometido para 2009 mas que está atualmente sendo revisado pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). A definição do modelo de concessões ao setor privado também é aguardada.
Portos terão R$ 700 mi para ampliações até a Copa
O Estado de São Paulo - 15/1/2010 - Economia - Página B9
Sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
BRASÍLIA - O governo vai investir R$ 700 milhões para ampliar os portos de sete cidades brasileiras para que possam receber transatlânticos durante a Copa do Mundo de 2014. "Vamos construir terminais dedicados para transatlânticos que poderão servir como alternativa para a escassez hoteleira de algumas cidades", disse hoje o ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos.
A estratégia é semelhante à utilizada por outros países que sediaram grandes eventos. Segundo o ministro, o Rio de Janeiro receberá a maior parte dos recursos, cerca de R$ 300 milhões, que serão aplicados na construção de três novos píeres, dobrando assim a capacidade de recebimento de turistas. As melhorias previstas também poderão ser aproveitadas pela cidade durante as Olimpíadas de 2016. Santos, Fortaleza, Recife, Natal, Salvador e Manaus completam a lista de cidades que receberão recursos.
Além de garantir condições melhores para a entrada de turistas, a medida também evitará prejuízos para o transporte de carga. Pela legislação vigente, navios com passageiros têm preferência para atracar nos portos brasileiros. Sem terminais dedicados, as autoridades são obrigadas a liberar um dos pontos de embarque e desembarque de mercadorias para o recebimento de passageiros. As licitações para as obras serão lançadas este ano e a expectativa do ministro é que as ampliações estejam concluídas em 2012.
Os investimentos para estas obras serão adicionais ao planejamento definido pela Secretaria para 2010. Este ano, a pasta investirá R$ 1,2 bilhão para completar o Programa Nacional de Dragagem (PND) dos principais portos do País. As escavações do leito dos canais portuários devem ser concluídas até o início de 2011, disse Fabrizio Pierdomenico, subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário, e permitirão a entrada de navios de maior porte. O programa elevará em 30% a capacidade de operação dos terminais.
Longo prazo
Paralelo à conclusão das obras previstas no PND, a Secretaria de Portos analisa atualmente a lista de projetos do setor que deverão ser incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o período de 2011 a 2015. Até o final de fevereiro, o ministro encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva os projetos que deverão ser contemplados, incluindo a segunda dragagem do Porto de Santos, mais as operações nos portos de Areia Branca, em Natal, e de Maceió, que não entraram no PND, lançado em 2007. A expectativa de Pedro Brito é ampliar a fatia de recursos para os portos no chamado PAC 2. "Essa é a nossa intenção. Atender a demanda do mercado para que os investimentos ultrapassem os R$3,2 bilhões do primeiro PAC", disse.
A Secretaria também pretende concluir até dezembro um plano estratégico de investimentos para o setor portuário, que fará um mapeamento das necessidades de inversões, públicas e privadas, para os próximos 20 anos. O Plano Geral de Outorgas (PGO), que atualmente está sendo revisado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), fará parte desta estratégia de longo prazo. Segundo Brito, o setor deve atrair investimentos da ordem de US$20 bilhões nos próximos cinco anos.
Rio amplia porto para atender Copa e Olimpíada
Valor - 15/1/2010 - Empresas/Serviços - Página B4
Sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
O movimento de navios de cruzeiro no Rio cresce de forma acelerada. Na atual temporada, o Píer Mauá, concessionária que opera o terminal de passageiros do porto, deve receber 750 mil turistas, um aumento de 56% sobre 2008/2009. Serão 233 atracações de navios ante 148 da última temporada.
O porto do Rio tem projeto para construir três berços para cruzeiros que devem ser instalados de forma perpendicular ao cais. Os píeres vão permitir atracar seis navios de forma simultânea. Jorge Luiz de Mello, presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), diz que o investimento previsto é de R$ 290 milhões. O governo federal deve aportar os recursos e a Docas fará a obra.
Os investimentos são realizados para atender a demanda na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. É previsto que cruzeiros marítimos ofereçam parte dos leitos para turistas durante esses eventos. Com isso, o porto do Rio deve ganhar velocidade na atracação de navios e no embarque e desembarque de passageiros, diz Luiz Antonio Cerqueira, presidente da Píer Mauá. Hoje os navios atracam em fila no cais e, se houver várias embarcações ao mesmo tempo, parte dos passageiros precisa percorrer uma distância maior até o terminal. (FG)
Investimentos chegarão a US$ 20 bi
A Tribuna - 15/1/2010 - Porto e Mar - Página C8
Sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
A dragagem dos portos brasileiros vai atrair ao setor investimentos da ordem de US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos, segundo estimativas do ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito. Somente o Porto de Santos receberá três empreendimentos nesse período.
A projeção foi anunciada pelo ministro ontem, em Brasília, durante um balanço dos projetos da pasta. Para ele, o volume de investimentos é resultado do interesse de empresas estrangeiras e nacionais no setor, agora atraente por estar em fase de revigoração com a execução das dragagens nos portos ¬ especialmente as de aprofundamento, que vão permitir ampliar o volume de cargas movimentadas no País.
A soma estimada será aplicado sobretudo em novas instalações portuárias. Em Santos, o ministro citou a construção dos terminais da Embraport (uma parceria dos grupos Dubai Ports World, Odebrecht e Coimex), da Brasil Terminais Portuários (BTP, vinculada à armadora MSC) e da APM Terminals (braço portuário da armadora Maersk).
No caso da APM, a empresa apenas manifestou interesse em se instalar no complexo, especificamente na Alemoa, no fundo do estuário. Falta, agora, um ajuste no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto para que a atividade seja permitida no local. Se houver consenso, a Codesp terá de abrir licitação para exploração do terreno. Pedro Brito ainda citou a transformação de áreas hoje ocupadas por favelas, às margens do Canal do Estuário, como passíveis desses investimentos. "Temos que preparar o Brasil para concorrer com o mundo", disse.
Além de Santos, o chefe da SEP previu a aplicação de recursos em terminais no Porto de Itaqui, no Maranhão. Para ele, este será parte de um novo corredor para o escoamento de grãos no País. "Com a Ferrovia Norte-Sul e com a Hidrovia do Rio Tocantins, Itaqui vai ter papel fundamental na transformação do setor portuário".
2010
Empunhando a bandeira de dar garantias ao investimento privado, Pedro Brito afirmou que, neste ano, a SEP planeja direcionar R$ 1,2 bilhão para dragagem e obras de acessos terrestres aos portos brasileiros. O recurso é proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No ano passado, foram aplicados R$ 800 milhões.
"Temos que preparar o Brasil para concorrer com o mundo"
Pedro Brito, ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos
Dragagem começará até 15 de fevereiro
A dragagem de aprofundamento do Porto de Santos começa até o dia 15 de fevereiro, garantiu ontem o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito. Por conta dos constantes atrasos no início do serviço, a previsão é que o término seja estendido para o próximo ano.
"Agora não terá novo atraso. E ainda deve começar antes do dia 15", assegurou Brito, em evento em Brasília. A expectativa da SEP era começar o aprofundamento do Canal do Estuário, de 13 para 15 metros, até o final do ano passado. Depois, o prazo foi revisto para o fim de janeiro e, agora, para fevereiro.
Mas, para o ministro, os atrasos foram causados especialmente pela tramitação do Orçamento no Congresso Nacional. Sem essa aprovação, a Codesp não poderia contratar os planos básicos ambientais da obra e a batimetria, essencial para identificar a fundura da via navegável. Essas ações só ocorreram nos últimos dias.
Segundo Brito, no dia 15, terá início uma transformação no Porto, que ampliará em 30% sua capacidade operacional, hoje na casa das 110 milhões de toneladas por ano. Já o término da obra está marcado para 22 de março de 2011, estourando o prazo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da SEP, Fabrizio Pierdomenico, disse que a expectativa é emitir a ordem de serviço da dragagem para o consórcio Draga Brasil (vencedor da licitação, com o pedido de R$ 199,5 milhões) até o dia 12.
Complexos terão R$ 700 mi
O Governo Federal deverá aplicar cerca de R$ 700 milhões na adequação dos portos à Copa do Mundo de 2014. O valor será destinado a sete cidades, entre elas Santos, a única não-sede beneficiada na linha especial para o evento. Segundo o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, a ideia é que os portos possam suprir a cadeia hoteleira com a escala de transatlânticos. Mas, para isso, haverá necessidade de novos berços de atracação. Serão contemplados os municípios do Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Recife, Natal e Manaus, além de Santos. O cais paulista receberá R$ 100 milhões para o alinhamento dos berços próximos ao Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, permitindo a parada de até seis navios. Hoje, é possível apenas três nas imediações. (DC)
Portos vão ampliar capacidade
As obras de dragagem em curso no País vão aumentar em pelo menos 30% a capacidade de movimentação dos portos brasileiros. A partir da conclusão desses trabalhos, entre o final deste ano e o primeiro semestre do próximo, o País terá como operar, pela primeira vez, 1 bilhão de toneladas de mercadorias por ano.
O plano de ampliação atingirá os 20 principais portos do País. Além de Santos, prioritário para o Governo Federal, serão contemplados os complexos inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas suas duas versões - a que foi iniciada e se encerra neste ano e a que será aprovada nos próximos meses.
No ano passado, os portos brasileiros movimentaram 780 milhões de toneladas. Mas o potencial é de 1 bilhão de toneladas, com as obras em andamento, apontou o subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da Secretaria Especial de Portos (SEP), Fabrizio Pierdomenico. Na conta dele, esse incremento ocorrerá em razão da maior capacidade que cada obra de dragagem dará aos locais de escoamento.
"O papel da SEP é ser uma indutora do desenvolvimento portuário e da economia. Quando os investimentos nos portos começam a chegar, como no caso do Plano Nacional de Dragagem (PND), as regiões crescem e os setores apostam no desenvolvimento, porque sabem que os portos terão condições de atender suas cargas", avaliou Pierdomenico. Para ampliar ainda mais este potencial, a SEP planeja enviar à Casa Civil, até o final de fevereiro, uma lista de obras de dragagem para inserção no PAC 2. Neste plano, Santos será incluído e terá sua profundidade aumentada para 17 metros.
Governo vai gastar R$ 700 mi para adequar portos para transatlânticos
Segundo Pedro Brito, sete cidades brasileiras serão beneficiadas.
Rio de Janeiro, porém, terá maior fatia de recursos, de R$ 300 milhões.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
O ministro da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Pedro Brito, revelou nesta quinta-feira (14) que o governo vai destinar R$ 700 milhões nos próximos anos para adequar os portos de sete cidades brasileiras para o recebimento de transatlânticos, o que vai aumentar o número de leitos disponíveis durante a Copa do Mundo de 2014.
As cidades que receberão os investimentos são: Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Santos, Recife, Natal e Manaus. Segundo o ministro, cada transatlântico que chegar na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, acrescentará à rede hoteleira mais de três mil leitos.
Rio de Janeiro
Com as obras, o Rio terá três novos piers de atracação. A ampla oferta de leitos é uma das exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a realização dos jogos da Copa do Mundo.
"Somente o Rio de Janeiro vai receber cerca de R$ 300 milhões. O que vamos fazer para a Copa do Mundo também vai ficar para os Jogos Olímpicos de 2016. É um equipamento permanente. Os recursos vão vir do governo federal. Algumas obras vão começar neste ano, mas a maioria vai começar em 2011 e terminar em 2012. O objetivo é ajudar o setor turístico", afirmou Pedro Brito a jornalistas.
Com obras de dragagem, governo quer ampliar em 30% capacidade de portos
Expectativa é de terminar obras até o fim do 1º semestre de 2011.
Objetivo é desburocratizar terminais, com redução do uso de papel.
Alexandro Martello Do G1, em Brasília
Governo vai gastar R$ 700 mi para adequar portos para transatlânticos
O governo quer aumentar a capacidade dos 20 principais portos brasileiros em 30% até o fim do primeiro semestre de 2011 ao custo de R$ 1,5 bilhão com a realização de obras de dragagem, informou nesta quinta-feira (14) o subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da Secretaria Especial de Portos, Fabrizio Perdomenico.
Em 2008, segundo ele, os portos brasileiros possuíam capacidade para 780 milhões de toneladas, volume que deverá superar 1 bilhão de toneladas ao fim do processo de dragagem, que consiste na escavação dos leitos oceânicos para permitir o tráfego de embarcações maiores.
O mininistro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, disse que as obras de dragagem são necessárias por conta do crescimento previsto para a economia brasileira, e também para as operações de comércio exterior, nos próximos anos.
"A economia de um país depende muito da eficiência de sua logística. Haverá um impacto de redução dos fretes para o Brasil, pois estaremos recebendo embarcações maiores. Também estaremos viabilizando a navegação de cabotagem [realizada entre portos do país]", avaliou Brito.
Investimentos
O ministro disse ainda que, até o fim deste ano, a secretaria apresentará um plano estratégico para os portos brasileiros, que contemplará o planejamento para os principais portos do país pelos próximos 20 anos. Ele estimou que os investimentos necessários para os próximos cinco anos, grande parte proveniente do setor privado, são de US$ 20 bilhões.
Porto sem papel
O diretor de Sistemas de Informática Portuários da Secretaria, Luís Fernando Resano, lembrou que está em curso o projeto "Porto sem papel", que pretende acabar com a utilização de papéis em todos os portos brasileiros até 2012.
Atualmente, são requeridos vários tipos de formulários por diferentes órgãos do governo, como Polícia Federal, Anvisa, Vigilância Sanitária do Ministério da Agricultura, Receita Federal e Marinha Mercante, entre outros. Ao todo, 935 informações têm de ser prestadas pelo sistema atual, várias delas repetidas.
"O objetivo é ter um único formulário eletrônico com informações compartilhadas por todos. A partir de abril, começamos a testar o sistema no porto de Santos, mas, no primeiro ano, o sistema antigo também será mantido", disse Resano.
Segundo ele, assim que totalmente implementado, o sistema permitirá uma queda no prazo médio de espera de 5,7 dias (o que coloca o Brasil na 61ª posição no ranking do mundo) para 2,5 a 3 dias de tempo de desembaraço (caindo para a 20ª posição no ranking). Em países desenvolvidos, o tempo médio de desembaraço não chega a um dia.
Resano informou que o custo diário de uma embarcação é de US$ 50 mil. "Esse valor está embutido nos preços dos produtos. É uma parte do chamado custo Brasil", explicou ele.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010, 13:15 | Online
Governo investirá R$ 700 milhões em portos para a Copa
LEONARDO GOY - Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, disse hoje que o governo federal vai investir R$ 700 milhões para ampliar e adaptar a capacidade de portos de sete cidades brasileiras, para que possam receber transatlânticos com passageiros durante a Copa do Mundo de 2014. "Vamos construir terminais dedicados à recepção de turistas. É uma solução para a escassez hoteleira de algumas cidades", disse o ministro.
O governo vai adotar, portanto, estratégias semelhantes a de outros países que receberam grandes eventos como Copa e Olimpíada. Para evitar uma construção de novos hotéis, acima da demanda real das cidades, o que geraria um parque de instalações ocioso, parte da expansão do número de quartos disponíveis poderá ser feita por meio de transatlânticos, que ficarão atracados nas cidades sedes durante os jogos.
Os investimentos serão feitos em Santos, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Natal, Salvador e Manaus. Segundo Brito, a ideia é começar os investimentos neste ano e entregá-los em 2012, dois anos antes da Copa. "Nós lançaremos as licitações em 2010. Algumas obras começam este ano, mas a maioria, em 2011", disse Brito. Somente no Rio de Janeiro, serão construídos três novos píeres de atracação, dobrando a capacidade de recepção de passageiros do porto.
Em Santos, também serão construídos três novos terminais. Uma das intenções do governo é, com isso, dar mais conforto aos turistas e evitar que eles tenham que circular pelo cais nos mesmos locais onde hoje circulam mercadorias, como açúcar, soja e café. Essa situação acontece hoje, em Santos, por exemplo, porque navios de passageiros têm sempre prioridade para embarcar. Assim, se os terminais de desembarque já estão ocupados, um outro módulo usado para mercadoria terá de ser liberado para passageiros.
PAC 2
Brito disse também que o chamado PAC 2 (extensão do Programa de Aceleração do Crescimento, que o governo deve anunciar em breve) reservará mais dinheiro aos portos do que os R$ 3,2 bilhões da primeira edição do PAC, lançada em 2007. Em entrevista coletiva, Brito, entretanto, não disse qual será o montante total, afirmando que o PAC 2 ainda está sendo elaborado. "Não concluímos ainda. O presidente Lula pediu a todos que apresentem seus projetos até o fim de fevereiro", disse o ministro. Brito, porém, adiantou alguns projetos que irão fazer parte do PAC 2: uma segunda dragagem no Porto de Santos, para aumentar de 15 para 17 metros a profundidade do canal; e as dragagens dos portos de Areia Branca, em Natal, e de Maceió.
Segundo o ministro, em 2009, a Secretaria de Portos, desembolsou R$ 800 milhões. "Em 2010, nossos investimentos deverão somar R$ 1,2 bilhão", disse, destacando que os principais investimentos serão o Programa Nacional de Dragagem, que está sendo desenvolvido atualmente, e outras ações institucionais, como o projeto "porto sem papel", de redução da burocracia nos portos. Brito informou que, até o final do ano, a Secretaria de Portos deverá apresentar um Plano Estratégico para o setor portuário. "Começaremos a montar este plano em fevereiro. Ele vai definir para os próximos 20 anos toda a necessidade de investimentos públicos e privados", disse o ministro.
Segundo ele, o Plano Estratégico vai englobar também o Plano Geral de Outorgas (PGO), que está atualmente sendo revisado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O PGO indica 44 locais na costa brasileira que poderão receber futuros portos. O documento foi aprovado pela secretaria há cerca de cinco meses, mas foi determinada que a Antaq fizesse uma revisão do documento. Essa revisão deverá ser concluída até o final do ano.
14 de Janeiro de 2010 - 14h59 - Última modificação em 14 de Janeiro de 2010 - 14h59
Secretaria aumenta recursos para melhoria de portos
Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Programa Nacional de Dragagem (PND) vai investir este ano R$ 1,2 bilhão, contra R$ 800 milhões aplicados no ano passado, segundo informou o ministro chefe da Secretaria Especial de Portos, (SEP), da Presidência da República, Pedro Brito. O trabalho de melhoria no acesso de navios aos portos vem sendo desenvolvido desde 2007.
O desenvolvimento do comércio internacional tem provocado a circulação de navios cada vez maiores nos portos, exigindo a ampliação de piers e a realização de obras para aumentar a profundidade necessária à atracação de embarcações de 125 metros a 330 metros do comprimento.
Brito informou que a SEP vai dar início em fevereiro à implantação de Plano Estratégico Portuário para os próximos 20 anos, com a previsão de investimentos públicos e privados destinados a apoiar o crescimento da economia brasileira através do comércio exterior. O porto de Santos movimenta atualmente 80 milhões de toneladas de produtos. Esse volume deve alcançar 130 milhões de toneladas em 2024.
O Programa Nacional de Dragagem abrange 18 portos brasileiros e busca atrair para o país o que há de mais moderno na tecnologia de dragagem praticada em todo o mundo. O resultado, diz o secretário, vai ser "uma mudança na forma de fazer atividade portuária no Brasil", com reflexo sobre os preços de produtos exportados e importados.
O Brasil está em 61º lugar no mundo no trâmite para liberação de mercadorias. Para mudar essa situação, vai ser desenvolvido a partir de abril pela o 'Projeto Porto sem Papel', que vai começar nos portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória. O objetivo é integrar as atividades da Receita Federal, Polícia Federal, Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Marinha e a Autoridade Portuária.
Projetos para portos devem atrair US$ 20 bi em investimentos privados, diz ministro
Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Os projetos que o governo está desenvolvendo para melhoria dos principais portos brasileiros deverão favorecer a atração, nos próximos cinco anos, de investimentos privados no setor portuário de até US$ 20 bilhões, segundo estimativa do secretário especial de Portos (SEP), da Presidência da República, ministro Pedro Brito.
Ele afirmou que as obras do Programa Nacional de Dragagem, que permitirão o ancoramento de navios de grande porte, e a desburocratização a partir da implantação, em abril, do Programa Porto Sem Papel vão baratear os custos de frete, com reflexo nos preços dos produtos importados e também dos produtos que serão exportados.
Como a Agência Brasil adiantou ontem (13) vão ser aplicados nos próximos anos cerca de R$ 700 milhões nos portos das sete cidades brasileiras que vão sediar jogos (da Copa do Mundo e das Olimpíadas) nos próximos anos. O objetivo é facilitar o ancoramento de transatlânticos no Rio de Janeiro, em Fortaleza, Salvador, Santos, Recife, Natal e Manaus.
Brito destacou que esses investimentos têm foco nos eventos esportivos que serão realizados no país e inclui logística para recepção de visitantes. As novas instalações vão ainda dar agilidade ao transporte de cargas, com impacto sobre a balança comercial brasileira, disse o ministro.
O Rio de Janeiro deverá receber R$ 300 milhões do total de R$ 700 milhões que serão investidos nas sete cidades portuárias sede dos jogos. As obras vão começar a ser licitadas este ano e todas deverão estar concluídas até 2012. O ministro disse que haverá maior demora na conclusão das obras no Rio de Janeiro, pois serão construídos três novos piers de atracação para grandes navios.

