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Presidência da República Brasil, um país de todos
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Clipping Portuário

CORREIO BRAZILIENSE – 21/01/2010
Com informações da Agencia Brasil – Ivy farias
Portos são prioridade e terão R$ 3,2 bi em recursos do PAC nos próximos anos, diz Brito
O ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, disse nesta terça-feira (19/01) que o setor portuário é prioridade e terá nos próximos anos investimento de R$ 3,2 bilhões do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC).
"Os portos são necessários para manter a competitividade brasileira", disse Brito, após inaugurar o Terminal 4 (T4) do Porto de Santos, em São Paulo. Segundo ele, o porto santista deverá triplicar sua capacidade de contêineres até 2024.
”Temos um plano especial para o Porto de Santos para os próximos 15 anos”, disse Brito. Na área dos contêineres, por exemplo, a capacidade passará de 3 milhões para 9 milhões de TEUs (sigla em inglês que significa unidades de 20 pés), informou.
De acordo com o ministro, em todo o país, a capacidade dos portos deve ser ampliada e melhorada. "O Brasil precisa ter bons portos tanto para importar quanto para exportar seus produtos. A questão portuária é uma prioridade, porque afeta diretamente o desempenho da economia", reforçou.
Brito ressaltou que os investimentos serão apenas para infraestrutura. "Questões de segurança e de fiscalização, por exemplo, são responsabilidade da Polícia Federal", disse ele, em referência ao caso dos contêineres apreendidos no ano passado em portos brasileiros com lixo do Reino Unido.

O DIA ONLINE
10 MIL HABITAÇÕES NO CENTRO
O prefeito disse ainda que a Vila de Mídia, onde ficarão instalados os jornalistas estrangeiros, deve ser construída na Zona Portuária. Inicialmente, seria na Barra da Tijuca. “Falta ainda apresentar um projeto ao Comitê Olímpico Internacional, mas a ideia foi bem-recebida. De fato, vamos ter um legado concreto para o Porto”, disse Paes, que lembrou que a Barra já vai ter suas instalações e vilas de atletas. Segundo ele, devem ser construídas até 10 mil unidades habitacionais até 2016 na Zona Portuária.

O GLOBO
Museu do Amanhã, no Píer Mauá, será marco da Rio+20
Publicada em 19/01/2010 às 23h41m
Luiz Ernesto Magalhães e Isabela Bastos
RIO - A Zona Portuária vai ganhar, como uma de suas âncoras no processo de revitalização planejado pela prefeitura, um projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Conhecido em todo o mundo pelos projetos arquitetônicos que se destacam pela leveza e pelo arrojo de estruturas lembrando animais, Calatrava foi convidado pelo prefeito Eduardo Paes para projetar o futuro Museu do Amanhã, que será erguido em parceria com a Fundação Roberto Marinho no Píer Mauá. A notícia foi antecipada nesta terça-feira por Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO.
A proposta original previa que o museu - que será dedicado à sustentabilidade - fosse construído nos Armazéns 5 e 6 cedidos pela Companhia Docas para o plano de revitalização do Porto. Paes, no entanto, quer que o projeto se transforme num marco da Terceira Cúpula da Terra (Rio+20), encontro que tem como objetivo renovar e avaliar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta, 20 anos depois da Rio 92. O evento, que tratará como a economia verde pode ajudar no desenvolvimento da pobreza, foi confirmado pela ONU no fim de dezembro. A ideia é que os chefes de estado reafirmem princípios da Rio 92.
As negociações com o arquiteto começaram há cerca de dois meses, em Madri. Paes explicou que o projeto ainda não foi orçado, mas o custo será "bastante razoável".
- Meu desejo é que a Rio+ 20 aproveite o Pier Mauá durante os encontros. E o Museu do Amanhã seria um ícone do evento. No encontro disse que queria um equipamento que fosse útil para a cidade. E que tivesse um orçamento que fosse mantido do começo ao fim. Isso porque o Rio tem trauma dos custos da Cidade da Música - disse o prefeito.
Segundo a gerente geral de Patrimônio da Fundação Roberto Marinho, Lúcia Basto, Calatrava ficou empolgado com o convite e aceitou o desafio de desenhar o museu. Mas ainda falta formalizar o contrato. Para isso, será preciso alinhavar o orçamento total da obra e seu prazo de execução e discutir a adequação do projeto arquitetônico ao conceito do museu.
A contratação de Calatrava é elogiada pelo ex-secretário de Urbanismo Augusto Ivan, que na década de 90 participou do projeto de revitalização do Rio Antigo e das discussões da revitalização do Porto. Ivan cita como um dos principais exemplos de projetos de Calatrava, que contribuíram para a revitalização de áreas degradadas, a Gare do Oriente, em Lisboa. O complexo compreende estações de metrô, ônibus e um centro comercial. A estação foi construída para a Feira Mundial de 98 (Expo-Lisboa) que recuperou áreas degradadas às margens do Rio Tejo.
- Ele é um dos grandes arquitetos da atualidade. Muitas de suas obras seguem a tendência de arquitetura a serviço da revitalização porque se transformam em marcos. Seus projetos têm formas e se destacam na paisagem - disse.
O arquiteto Paulo Casé também elogiou o colega:
- Suas obras realmente marcam os lugares porque tem uma visão estética muito apurada no uso de estruturas metálicas.
Na segunda-feira, Eduardo Paes almoçou no Rio com o chanceler Celso Amorim para discutir a proposta. O Itamarati informou que ainda não há data para a realização do evento. Apenas a partir desta quarta-feira, o Ministério do Meio Ambiente e o Itamaraty começam a se reunir para discutir os preparativos da Rio+20.
O anúncio da ida do Museu do Amanhã para o Píer Mauá sepulta um projeto anunciado e já licitado no ano passado de construir um parque urbano naquele espaço. Iniciadas há dois meses, as obras do parque, orçadas em cerca de R$ 28 milhões, estavam na fase de montagem do canteiro para os operários. A licitação foi vencida pela empreiteira OAS. Paes disse que ainda será decidido o que será feito do contrato já assinado com a empreiteira.


Quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 Pag. A3
NOTAS & INFORMAÇÕES
Os gargalos, outra vez
Durou pouco o alívio que a crise mundial trouxe para um sério problema que limita a competitividade da economia brasileira. Com a retomada do crescimento, antigas deficiências de infraestrutura voltam a assombrar o setor produtivo. Por falta de investimentos adequados, o Brasil tem carências em setores como energia elétrica, portos, aeroportos, estradas, ferrovias e saneamento, que afetarão o desempenho da economia neste ano.
Alguns indicadores da atividade econômica, entre os quais vendas de caminhões, consumo de diesel e movimento nas estradas, já atingiram o nível registrado antes do início da crise, como mostrou reportagem de Renée Pereira publicada no Estado do dia 1º, e tendem a se elevar. Mas a infraestrutura disponível, insuficiente para atender à demanda antes do início da crise, não foi ampliada.
O Brasil perdeu tempo, deixando de investir em áreas essenciais para a economia. O governo Lula tem anunciado a ampliação das aplicações em infraestrutura, sobretudo através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas os resultados práticos desse programa são limitadíssimos. Dos países que compõem o Bric, o Brasil é o que tem a pior oferta de infraestrutura, de acordo com alguns estudos.

Uma das principais preocupações do empresariado está na área de transportes. Estima-se que na safra 2009/2010 a produção de grãos aumentará 5,5 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Só para transportar esse excedente por estradas seriam necessários 160 mil caminhões. O aumento das vendas de caminhões nos últimos meses indica que o transporte da maior parte da produção adicional será feita por rodovia.
As ferrovias não alcançam algumas áreas produtoras. Como observou o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, embora responda por 26% da produção nacional de soja, o Estado de Mato Grosso conta apenas com alguns "míseros" quilômetros de ferrovia na divisa com Goiás. Essa carência acaba determinando o transporte de praticamente toda a produção estadual por rodovia, visto que as hidrovias têm baixa capacidade.
Mas as estradas estão em mau estado. Há alguns meses, o presidente da Confederação Nacional do Transporte, Clésio Andrade, observou que a capacidade de muitas estradas federais chegou ao limite e a duplicação delas tornou-se urgente ? isso sem considerar que 69% das rodovias continuam em estado regular, ruim ou péssimo, e as frotas de veículos têm idade média de 10 a 20 anos, o que aumenta os riscos e os custos do transporte. Andrade estima que, para sustentar o crescimento econômico previsto para este ano, o País precisaria ter pelo menos mais 4 mil quilômetros de estradas duplicadas. Mas não há nenhum plano para a expansão e a melhoria da malha rodoviária nacional nessas proporções.
A malha ferroviária, de sua parte, tem dimensões limitadas, e o transporte do complexo minero-siderúrgico representa mais de 80% do volume transportado por ferrovia. Apesar das mudanças administrativas por que passa, o sistema portuário continua tendo eficiência muito baixa. Persistem na maioria dos portos problemas como a falta de dragagem, que permitiria a operação de navios com maior capacidade de operação, e dificuldade de acesso terrestre integrado, por meio de ferrovias e rodovias.
"Se não houver um planejamento logístico, novamente vamos ver aquelas terríveis filas de caminhões nas rodovias", advertiu o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários, Willen Manteli.
Já o diretor da Confederação Nacional da Agricultura, Luiz Fayet, observa que houve uma mudança geográfica no agronegócio que não foi acompanhada pela infraestrutura de transportes. Os maiores produtores estão nas Regiões Norte e Centro-Oeste e o escoamento natural de sua produção deveria ser pelo Norte. Mas os portos dessa região não estão equipados para atender à demanda, o que empurra a produção para os portos do Sul e do Sudeste, elevando custos.
Esses problemas aflorarão com intensidade nos próximos Meses.


Índice de Jornais
em reuniões com o governo, que, segundo fontes, teria concordado em zerar a alíquota de importação do produto, hoje em 20%. As importações teriam como objetivo principal garantir o estoque de etanol para a enfrentar a entressafra na produção de cana-de-açúcar.
Do ponto de vista econômico, já vale à pena importar etanol dos Estados Unidos, mesmo com a tarifa de 20%. De acordo com cálculos do consultor Júlio Maria Borges, da Job Consultoria, especializada no setor sucroalcooleiro, o valor do anidro brasileiro nos portos do Nordeste está em torno de US$ 790 por metro cúbico, ante US$ 480 por metro cúbico do combustível produzido e comercializado nos Estados Unidos.
"A vantagem é de US$ 310, o que torna viável a operação mesmo com o imposto pago pelo importador", comenta o consultor. No Centro-Sul, o preço do anidro está em US$ 750, e a importação também seria viável, mas com maiores riscos ao importador. Com uma eventual mudança na tarifa, portanto, a vantagem nas importações aumentaria. O pedido para redução da tarifa é antigo, mas ganhou força nas últimas semanas diante do enxugamento da oferta interna.
"Se o consumo continuar no ritmo do fim do ano, na casa de 1,4 bilhão ou 1,5 bilhão de litros por mês, não há estoque suficiente para abastecer o mercado até março, abril", disse uma fonte do segmento de distribuição de combustíveis. Nos Estados Unidos, ao contrário, há excedente de oferta neste momento, dizem especialistas. Além disso, destaca Borges, o milho, usado como matéria-prima para o etano americano, está com o preço em baixa.

Decisão do PDT reforça tese do "plebiscito"
No O POVO de ontem, a informação de que a Executiva Nacional do PDT decidiu por um indicativo de apoio à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência da República. A decisão foi uma unanimidade entre os 17 dos 23 membros da direção nacional que estiveram reunidos na sede do partido em Brasília. O ministro do Trabalho Carlos Lupi, que é presidente licenciado da sigla, disse que "a partir de agora, o partido está habilitado a discutir o programa de governo da candidata". A decisão terá de ser confirmada pela convenção nacional, em junho, mas o ministro Lupi disse que se trata apenas de um ato formal. Não há surpresa na decisão. O fato tem importante repercussão na formação do cenário político de 2010. O PDT repete 1998, quando Leonel Brizola apoiou a candidatura de Lula a presidente, que acabou derrotado no primeiro turno por Fernando Henrique Cardoso. Em todas as outras eleições presidenciais após o fim do regime militar, o PDT adotou linha própria e não saiu atrelado ao PT. Em 1989 e em 1994, Leonel Brizola foi o candidato do partido. Em 2002, o partido apoiou Ciro Gomes e em 2006, a sigla lançou a candidatura de Cristovam Buarque.

ISOLADO, CIRO GOMES PODE SER COADJUVANTE
O que surpreende agora é a decisão antecipada, que está dentro da estratégia do presidente Lula de estabelecer uma disputa plebiscitária no País. Para isso, é preciso formar uma grande coligação. Algo parecido com o que fizeram no Ceará Cid Gomes (PSB) em 2006 e Luizianne Lins (PT) em 2008. O comando lulista trabalha para formar uma coalizão de dez partidos capaz de abocanhar mais da metade do tempo do horário eleitoral gratuito. A adesão prematura do PDT é o indicativo prático desse esforço. Além de animar a estratégia petista, a decisão cumpre outra tarefa fundamental: isolar Ciro Gomes e obrigá-lo a seguir o roteiro estabelecido pela articulação política do Palácio do Planalto. O problema de Ciro jê é bem conhecido. Sua pretensão de tornar-se candidato a presidente pela terceira vez é sufocada pela falta de aliados. No cenário de hoje, praticamente não há mais alternativas partidárias para compor com a candidatura Ciro. Foi-se o PDT. Em breve, irá o PCdoB. No sufoco, o deputado federal de São Paulo (talvez seja difícil até para Ciro se acostumar com essa idéia de ``deputado paulista``) vai acabar tendo de assimilar o que Lula pensou para ele: um papel de mero coadjuvante.


21/01/2010
DIÁRIO DO NORDESTE
COLUNA EGÍDIO SERPA
Cid Gomes tem desafio para localizar Estaleiro do Ceará
publicado em 21/01/2010 - 7:33 por Egídio Serpa
Cid Gomes, o jovem governador dos cearenses, tem diante de si o desafio de encontrar local para o Estaleiro Promar Ceará, que, pelo andar da carruagem, vai vencer mesmo a licitação da Transpetro para construir oito navios gaseiros para a Petrobras – será apenas a sua primeira encomenda. Cid aposta na Ponta do Titanzinho, uma área extensa de terreno, na beira do mar. aolado do porto do Mucuripe, em Fortaleza. Os ecologistas são contra: o Titanzinho, além de ser uma fábrica de campeões de surfe, é uma zona densamente habitada para a qual a Prefeitura tem planos de recuperação urbana (que nunca se realizam). Mas o presidente da Agência de Desenvolvimento (Adece), Antonio Balhmann, tem uma alternativa: o Pirambu, onde o Governo do Estado construiria a necessária infraestrutura. Com recursos próprios.

O POVO
"Estaleiro do Ceará é definitivo"
Para o presidente da Adece, Antônio Balhmann, o estaleiro cearense já está confirmado, embora a Transpetro ainda não tenha divulgado o resultado da licitação oficialmente
Licitação ganha, apesar de ainda não anunciada oficialmente. Pelo menos é o que declarou Antônio Balhmann, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), sobre a vitória do Promar Ceará para a licitação da Transpetro que prevê a construção de oito navios gaseiros pelo Programa Nacional de Modernização e Renovação da Frota (Promef). ``É certo. Há uma fase ainda de negociação, mas não é mais instrumento legal, é abordagem técnica entre o fornecedor e a Petrobras. O estaleiro do Ceará é definitivo``, afirmou Balhmann. De acordo com a assessoria de imprensa da Transpetro o resultado oficial da licitação só deve ser divulgado no início de fevereiro.
A certeza do presidente da Adece veio depois de uma reunião que ocorreu ontem no Palácio Iracema. Para discutir detalhes técnicos do estaleiro estavam o governador Cid Gomes; Paulo Haddad, presidente da PJMR; representante da coreana STX (sócia da PJMR no Rio de Janeiro); o secretário estadual da Infraestrutura, Adail Fontenele; e representantes da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Entre os temas discutidos -antes mesmo da vencida a licitação do projeto inicial do estaleiro -, estava uma nova licitação prevista para março que deve escolher a empresa responsável pela construção de 16 navios-plataforma de petróleo. "Queremos que o Ceará esteja nesta luta``, reforçou Balhmann. Ele informa que, desta forma, o estaleiro cearense passaria rapidamente para um equipamento de grande porte. ``Estamos falando de produtos de quase US$ 1 bilhão por unidade. São 16 no total, mas pode ser que mais de uma empresa pegue", avalia.
Para a construção do estaleiro, o Governo do Estado deverá investir R$ 60 milhões em obras de infraestrutura, com o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com Balhmann o investimento do governo deve virar participação acionária no projeto. ``Metade deste valor aplicado se transforma em participação societária``, explica. De acordo com a assessoria do governo do Estado, o faturamento do estaleiro deve variar de US$ 150 milhões a US$ 200 ao ano.

SAIBA MAIS
- De acordo com Antônio Balhmann, o estaleiro cearense quando concluído, vai competir diretamente com o Estaleiro Atlântico Sul de Pernambuco, o maior do Hemisfério Sul.
- O projeto do estaleiro deve começar a ser executado em três meses, prazo em que a Semace deve ter liberado as licenças de implantação e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
- A expectativa do Governo do Estado é que o estaleiro cearense esteja funcionando no final de 2011.
- A proposta do estaleiro cearense é gerar seis mil empregos, entre diretos e indiretos.