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Clipping Portuário

Mercado Regional
A Tribuna - 22/1/2010 - Economia - Página C2
Sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Partilha I
A Prefeitura de Guarujá receberá metade do valor do Imposto Sobre Serviços (ISS) arrecadado com a realização da dragagem de aprofundamento do Porto de Santos. Somente neste ano, isso garantirá a entrada de R$ 5 milhões nos cofres da administração municipal.

Partilha II
O repasse de parte do ISS da dragagem para Guarujá era uma reivindicação da Prefeitura. A princípio, o total arrecadado seria destinado somente a Santos.

Partilha III
A notícia sobre o ISS foi dada à prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, na tarde de ontem, durante reunião na Secretaria Especial de Portos (SEP), em Brasília. Ela estava reunida com o subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da SEP, Fabrizio Pierdomenico, e o diretor de Revitalização e Modernização Portuária, Antônio Maurício Neto.
"Guarujá está em constante crescimento e merecíamos esse investimento, que é nosso por direito"
Maria Antonieta de Brito, prefeita de Guarujá, sobre a notícia de que metade do ISS arrecadado com o serviço de dragagem no Porto irá para o município



Movimento em Suape caiu 9,83% em 2009
Valor - 21/1/2010 - Economia - Página B8
Quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Murillo Camarotto, do Recife
Apesar de uma recuperação importante no segundo semestre do ano passado, a movimentação de cargas no Porto de Suape, no litoral sul de Pernambuco, fechou 2009 com queda em relação a 2008. Ao todo, foram movimentadas no porto 7,771 milhões de toneladas no ano passado, um recuo de 9,83% em relação ao verificado em 2008, quando o volume atingiu 8,618 milhões de toneladas. O impacto da crise financeira internacional sobre as operações do primeiro semestre foi o grande responsável pelo desempenho negativo e impediu o porto pernambucano de crescer.
De acordo com a administração do porto, foram movimentados em Suape 148.144 contêineres no ano passado, uma queda de 26,28% em relação a 2008, quando 200.953 contêineres passaram pelo local. A carga referente a esses equipamentos somou 3,057 milhões de toneladas, 17% a menos do que as 3,686 milhões de toneladas transportadas no exercício anterior, ainda segundo a administração portuária.
A movimentação de granéis líquidos apresentou redução mais discreta, de 6,72%. Em 2009 foram 3,763 milhões de toneladas, contra 4,035 milhões de toneladas em 2008. Já os granéis sólidos mostraram alta de 6,87%, passando de 629.552 toneladas para 672.818 toneladas. Também cresceu a movimentação das chamadas "cargas não conteinerizadas", uma alta de 3,77%, para 276.993 toneladas.
A comparação entre a primeira e a segunda metade do ano passado, no entanto, mostra um crescimento de 28,2% do segundo semestre em comparação ao período entre janeiro e junho. Puxada principalmente pelo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e por chapas de aço, a movimentação do segundo semestre em Suape somou 4,366 milhões de toneladas, ante 3,404 milhões de toneladas dos seis primeiros meses do ano.
"O crescimento obtido no segundo semestre de 2009 apresenta uma nova perspectiva para o ano de 2010. "Se mantivermos esse ritmo, a movimentação de cargas atingirá um aumento entre 15% a 20%, alcançando até 9 milhões de toneladas", afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho. O porto tem atraído um volume grande de investimentos principalmente da indústria naval.


Localfrio vai disputar Prainha
A Tribuna - 22/1/2010 - Porto e Mar - Página C8
Sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
SAMUEL RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O Grupo Localfrio, controla- dor de um terminal marítimo em Guarujá, dentro do Porto de Santos, pretende entrar com força na briga pela área de Prainha, também na cidade e uma das últimas restantes para operação de contêineres dentro do complexo. O objetivo da empresa é de, em cinco anos, ter instalações competitivas no terreno de 200 mil metros quadrados localizado ao lado do Terminal de Exportação de Veículos (TEV). Esta seria a saída para o mar que a empresa deseja há anos. Ainda não existe um estudo de viabilidade da companhia para a ocupação comercial da gleba, onde vivem 3 mil famílias. Por isso mesmo, ainda não é possível prever qual será a capacidade operacional da área. Assim mesmo, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) foi consultada quanto à possibilidade de iniciar o processo licitatório para a escolha de um operador portuário. "Essa é uma das poucas áreas que ainda restam para movimentação de contêineres em Santos", disse o presidente da Localfrio, José Roberto Sampaio Campos. A Codesp respondeu que aguarda a conclusão do master plan para decidir a vocação do terreno. O estudo já está pronto e sob análise da diretoria. Isto significa que a abertura da licitação não está longe. Caso a Localfrio vença a concorrência, precisará de cinco anos, após o processo, para construir um terminal competitivo, "em função de todas as circunstâncias que o projeto envolve, incluindo ambientais", explicou Campos. Para ele, "até a licitação sair da prancheta, (demora) pelo menos um ano, se tudo der certo".

INTERESSE SOCIAL
Mais que uma forma de garantir a utilização portuária do terreno de Prainha, a desocupação encerra um compromisso social do Governo Federal com as famílias que ali residem. Há casas a menos de um metro da faixa de domínio da ferrovia. Dessa forma, a cada transposição ferroviária por dentro da favela, apesar da baixa velocidade dos trens operados pela América Latina Logística (ALL), há risco para os moradores. O Ministério das Cidades já disponibilizou R$ 87,5 milhões, dos R$ 100,7 milhões necessários para o projeto de retirada. Estima-se que 900 famílias sejam beneficiadas, com apartamentos no conjunto habitacional sendo erguido no terreno conhecido como Parque da Montanha, próximo à Vila Zilda, na região central da cidade. Prainha é palco de um dos maiores contrastes sociais da cidade. Muito próximo aos barracos de madeira construídos sobre uma região de mangue funciona o maior terminal de contêineres da América Latina. As chegadas e partidas dos luxuosos transatlânticos também podem ser acompanhadas de perto pelos moradores¬ que se quer têm acesso a saneamento básico.


Batelão colide com rochas nas proximidades da Ilha das Palmas
A Tribuna - 22/1/2010 - Porto e Mar - Página C8
Sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

DA REDAÇÃO
O batelão Valongo, utilizado na dragagem de manutenção do Porto de Santos, se chocou com pedras nas proximidades da Ilha das Palmas, na Baía de Santos. O incidente ocorreu entre 1h30 e 2 horas de ontem, segundo a Bandeirantes de Dragagem, proprietária da embarcação. Conforme a empresa e a Capitania dos Portos, não houve vítimas ou dano ambiental. O batelão é um barco com amplo porão, usado para o transporte de sedimentos dragados. É ele que carrega o material retirado do leito do canal de navegação do Porto e o lança na área de descarte, nas proximidades da Ilha da Moela, em Guarujá. De acordo com a Bandeirantes, o Valongo retornava vazio da área de descarte quando se chocou. A Capitania dos Portos, que investiga o caso, informou que a embarcação colidiu com sua proa (parte da frente) em rochas submersas, na região da Ilha de Santo Amaro (onde está Guarujá) conhecida como Ponta Grossa, próxima à Ilha das Palmas. Iniciada ontem, a operação de retirada do barco será retomada na manhã de hoje.