Morre o jornalista José Rodrigues
A Tribuna - 11/2/2010 - Baixada Santista - Página A7
Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O café e o Porto de Santos sempre foram íntimos de José Rodrigues. Tão apaixonantes quanto a profissão de jornalista, a doutrina espírita, a benemerência e a família.O que era um exemplo de sucesso e dedicação consolida-se com a despedida dele, aos 72 anos, após passar 20 dias internado na UTI da Santa Casa, por complicações em cirurgia para retirada de tumor no pâncreas. A cremação acontece hoje, às 16 horas, no Memorial Necrópole Ecumênica.
"Ele sempre foi uma pessoa muito presente e preocupada em nos preparar para a vida, insistindo sempre no exemplo do trabalho", afirmou Flávia, integrante da orgulhosa prole de cinco filhos (além dela, Patrícia, Lívia, José Tarcisio e José Roberto), frutos do casamento de 47 anos com Myrian de Domênico Rodrigues.
José Rodrigues ingressou no jornalismo em 1969. No ano seguinte, estava em A Tribuna, onde permaneceu até 1983 como editor de Economia ¬ por sinal, foi o criador da seção. Ganhou um Prêmio Esso em 1971 com a matéria Salário Mínimo, junto com Miriam Guedes de Azevedo e o fotógrafo Cândido Gonzalez.
"A lembrança dele é das melhores. Remete ao começo de minha carreira, quando fui, por pouco tempo, uma de suas repórteres. Era um homem muitíssimo bem informado e de opiniões bastante lúcidas", lembrou Miriam, que também foi editora-chefe de A Tribuna. Referência em assuntos cafeeiros, José Rodrigues também foi assessor econômico da Associação Comercial de Santos e do Instituto Brasileiro do Café.
Era a vez do Porto entrar em sua vida em 1989, ao ser nomeado coordenador de assuntos portuários na administração de Telma de Souza e de David Capistrano. "Perco um amigo de caráter excepcional. Exemplar em tudo o que fazia", disse Telma, que é vereadora do PT. Na última década, foi correspondente do Valor Econômico.
"José Rodrigues foi uma figura de extrema integridade. Era um idealista. Como profissional de imprensa, atingiu o grau de excelência. Nós, de A Tribuna, o lembraremos sempre como um jornalista que honrou demais a profissão", disse Carlos Conde, editor-chefe de A Tribuna, endossado pelo editor de Opinião de A Tribuna, Clóvis Galvão. "José Rodrigues foi um dos principais nomes de uma das mais brilhantes gerações de jornalistas da história da imprensa de Santos. Sua morte é uma perda. E esta afirmação não é uma simples figura de linguagem. O fato é que hoje estamos mais pobres, em nossa profissão e na nossa comunidade. Intelectual e moralmente"
Mercado Regional
A Tribuna - 11/2/2010 - Economia - Página C2
Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Luto
A imprensa da região perdeu um de seus mais inteligentes jornalistas, José Rodrigues, falecido ontem, em Santos, aos 72 anos. O velório acontece na Memorial Necrópole Ecumênica, onde será feita a cerimônia de cremação, hoje, às 16 horas. Um profissional e cidadão exemplar, profundo conhecedor do Porto de Santos e seus conflitos, grande amigo e professor. Saudade.
"Lamento muito a perda do brilhante jornalista do Valor Econômico José Rodrigues"
Pedro Brito, ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos
Ministro promete dragagem do porto até dia 15
Metro - 11/2/2010 - Metro Santos - Página 2
Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A dragagem de aprofundamento do Porto de Santos começa até o dia 15. Quem afirma é o ministro da SEP (Secretaria Especial de Portos), Pedro Brito.
A expectativa da secretaria era começar o aprofundamento do canal do Estuário, de 13 para 15 metros, até o fim do ano passado. O prazo, no entanto, foi revisto para o fim de janeiro e, agora, para fevereiro.
De acordo com Brito, os atrasos foram causados especialmente pela tramitação do orçamento no Congresso Nacional. Sem essa aprovação, a Codesp não poderia contratar os planos básicos ambientais da obra e a batimetria, essencial para identificar a fundura da via navegável. Essas ações só ocorreram nos últimos dias.
Ainda conforme o ministro, no dia 15 começará uma transformação que ampliará em 30% a capacidade operacional do porto, atualmente estimada em 110 milhões de toneladas por ano.
Já o término da obra está maracado para 22 de março de 2011, estourando o prazo do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O consórcio Draga Brasil (Vencedor da licitação, com o pedido de R% 199,5 milhões) executará o serviço.
Supersafra não pode ser escoada
O Globo – Economia
10 de fevereiro de 2010 – Página 21
Ao anunciar ontem que o governo prevê a segunda maior safra da História para este ano, de 143,09 milhões de toneladas (só perdendo para 2007/08, quando foram colhidas 144,1 milhões de toneladas), o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitiu que o produtor brasileiro enfrentará grandes dificuldades para escoar suas mercadorias até os portos e centros comerciais. Segundo o ministro, é grave a deficiência de infraestrutura e logística no escoamento da produção agrícola e não há, no Brasil, qualquer plano estratégico de médio de longo prazos, entre 5 e 20 anos.
— Não existe um plano estratégico para o escoamento da produção e o abastecimento das necessidades agrícolas, como insumos em geral. No Centro-Oeste, principalmente no estado de Mato Grosso, isso é um grande problema para o qual não enxergo a solução — afirmou Stephanes, acrescentando que assiste a todos os debates e discussões sobre o assunto no governo.
Segundo o ministro, os custos com transportes chegam a ser proibitivos. O que o produtor do Centro-Oeste paga, afirmou, chega a ser superior ao valor do grão, o que reforça a ideia de que o sistema de escoamento brasileiro é inadequado: — Mas os problemas não atingem apenas grãos, como milho e soja. Há dificuldades para carnes em geral.
Stephanes afirmou ainda que os portos brasileiros não estão sendo devidamente adaptados e aparelhados para atender ao crescente aumento da produção.
Perguntado sobre de quem seria a responsabilidade por esse quadro de ineficiência, Stephanes respondeu: — Os ministérios dos Transportes e o de Portos.
Procurados, o Ministério dos Transportes e a Secretaria Especial de Portos preferiram não comentar.
Sócio da Santos Brasil leva impasse à arbitragem
Valor – Eu & S.A.
11 de fevereiro de 2010 – Página D4
Heloisa Magalhães e Ana Paula Ragazzi, do Rio e de São Paulo
Num sinal de que um entendimento amigável está longe, o empresário Richard Klien instaurou um processo arbitral para decidir um impasse estabelecido entre ele e o banco Opportunity, seu sócio no controle da Santos Brasil Participações.
Após mais de dez anos de uma convivência harmoniosa, a discórdia entre ambos foi exposta ao mercado na semana passada, quando a empresa divulgou correspondências trocadas pelos controladores.
Segundo o Valor apurou, a natureza do conflito estaria no desejo de Klien de unir as operações da operadora de terminais portuários Santos Brasil às da Multiterminais, empresa que também controla. Mas o impasse se acirrou por conta da suposta natureza de um terceiro investidor interessado em entrar na operação.
Conforme as cartas divulgadas pela companhia, de um lado, o Opportunity informava ao sócio que havia recebido uma proposta de um terceiro investidor, cujo nome não é divulgado, interessado em sua fatia na companhia. Perguntava então, como está previsto num acordo de preferência assinado por ambos, se Klien tinha interesse de exercer seu direito de vender proporcionalmente suas ações na mesma condição proposta ao Opportunity (direito de venda conjunta) ou se desejava comprar mais papéis.
Do outro lado, Klien solicitava a instalação da cláusula de compra e venda, um dispositivo previsto em outro acordo, este de voto, assinado também pelas duas partes. Esse acordo tem o objetivo de deixar apenas uma das partes na empresa. Prevê que, uma vez acionado, os dois lados teriam até 180 dias para apresentar, em envelope lacrado, um preço por ação na qual comprariam a parte do outro ou venderiam sua participação na companhia. O auditor da Santos Brasil faria então um sorteio. O acionista vencedor poderia escolher se compraria as ações do outro ou venderia as suas, pelo preço estipulado pelo acionista perdedor. A intenção é que cada um coloque um preço justo para a operação.
O Opportunity alega, no entanto, que essa cláusula não poderia ter sido acionada, por conta da proposta recebida de um terceiro anteriormente.
O Valor apurou que o estranhamento começou depois que Klien propôs a integração de Santos Brasil e Multiterminais. A união faria sentido e o Opportunity estaria disposto a apoiá-la, porém não aos preços apontados por Klien. Acreditava que a relação de troca pretendida para uma empresa aberta e outra fechada não era justa e pedia uma avaliação independente. Mas Klien não estaria disposto a negociar. O Opportunity, então, teria trabalhado para encontrar um outro investidor interessado na companhia e conseguiu.
O problema seguinte, e que teria levado Klien a disparar a cláusula de compra e venda e, em seguida, recorrer à arbitragem, seria a identidade desse interessado. A proposta apresentada seria de um fundo de investimento em participações, o Tecon FIP. Esse fundo tinha como gestor, até o dia 29 de janeiro, a Opportunity Lógica Gestão de Recursos. Na última sexta-feira de janeiro, em assembleia, foi aprovada a alteração do gestor para a BNY Mellon. E foi na segunda-feira seguinte, a primeira de fevereiro, que o Opportunity informa ter recebido e aceitado a proposta de um terceiro investidor. Na mesma assembleia, o fundo também aprovou a compra da Inteliplan Participações.
Ou seja, Klien teria a avaliação de que o próprio Opportunity estaria diretamente ligado ao investidor, embora atribua a oferta a um terceiro - e foi a partir daí que não houve mais conversa.
Procurados, Klien, Opportunity e a Santos Brasil não concederam entrevistas. A disputa será submetida à Câmara de Mediação e Arbitragem de São Paulo do Centro das Indústrias do Estados de São Paulo (Ciesp).
Ainda a questão dos caminhõesA Tribuna – Opinião – página A2
Santos, 11 de fevereiro de 2010
Este é um ano de boas expectativas para o Porto de Santos, com a promessa de investimentos que o tornarão mais ágil e mais competitivo no embarque e desembarque de cargas. Estima-se que, com as diversas obras, inclusive a dragagem do canal do estuário, o movimento possa duplicar.
E aí surge uma grande dúvida: como e quando preparar a infraestrutura necessária para fazer frente a esse crescimento operacional, sobretudo no que diz respeito à demanda de caminhões e carretas na área portuária e na Cidade?
Hoje, cerca de 5.000 caminhões circulam diariamente pelo Porto e pelas áreas adjacentes. Sem local definido para aguardar cargas, esses caminhões começam a ser vistos em várias áreas da Cidade, especialmente na Zona Noroeste, causando transtornos e criando constrangimento para os motoristas. Nos últimos dias, somente no Jardim Rádio Clube, foram contados 95 carretas e caminhões parados nas vias públicas. São por demais evidentes os riscos de tal procedimento: possibilidade de acidentes de trânsito, prejuízos ao tráfego, ao calçamento das ruas (não preparadas para esse tipo de veículo) e às moradias, cheias de rachaduras. Por fim, a probabilidade, nada remota, de que ocorram roubos ou atos de vandalismo nos caminhões. É curioso observar que tais fatos ocorrem apenas nos bairros periféricos; não se vê uma única carreta na chamada área nobre da Cidade.
Outra consequência séria da falta de locais adequados para o estacionamento de caminhões é a total falta de assistência para os motoristas. Não podem tomar banho, não podem comer, não podem comprar um medicamento, por mais simples que seja, não têm, enfim, nenhuma infraestrutura à sua disposição, principalmente aqueles que chegam à noite ou de madrugada. Resultado: muitos deles dirigem imensas carretas pela Cidade até suas residências ou casas de amigos para o pernoite. Na Avenida N. S. de Fátima, o perigo e os acidentes são constantes e por demais conhecidos. Mais recentemente, outro risco apareceu: com a redução do leito carroçável no Túnel Rubens Ferreira Martins tornou-se uma aventura atravessá-lo, ao lado ou atrás de uma carreta.
É preciso que este ano, a par com os demais investimentos para o porto santista, as autoridades federais e portuárias, em conjunto com os municípios da região, dediquem especial atenção a essa questão, tratando-a com a prioridade que merece. Vários debates sobre destinação de áreas da Alemoa têm tido poucos resultados práticos, porque não avançam na real solução do problema. E isso não condiz com o que se espera para transformar o Porto de Santos em referência. A dragagem do canal, áreas específicas para os caminhões, com infraestrutura adequada, e novos esquemas de circulação, que prevejam o grande volume de caminhões previsto para 2011 algo em torno de 8.000 a 10.000 por dia são questões que não podem sair da pauta de preocupações das autoridades.
Posso assegurar que a Comissão Permanente de Assuntos Portuários e Marítimos da Câmara de Santos, da qual sou presidente, vai acompanhar de perto o processo de desenvolvimento do Porto e não esmorecerá na luta para que os projetos aprovados e em estudo contemplem a implementação, para valer, de modernas áreas de estacionamento para caminhões, onde os motoristas possam deixar seus veículos e receber o atendimento a que têm direito como agentes do desenvolvimento de nosso País.
Contêiner com lâmina é roubado
A Tribuna – Polícia - página A13
Santos, 11 de fevereiro de 2010
Contradições detectadas entre a versão de um caminhoneiro e o mapa de rastreamento do veículo que ele dirigia possibilitaram a descoberta de um roubo de carga em Santos. Quatro homens foram presos ontem em flagrante. A Polícia Civil dá sequência às investigações objetivando deter os demais integrantes do bando e recuperar as mercadorias.
Avaliado em cerca de R$150mil, o carregamento tomado de assalto é constituído por 56 mil lâminas de barbear. A investida da quadrilha aconteceu na madrugada de terça-feira,momentos após o produto sair da empresa Libra, na Ponta da Praia, com destino ao terminal da Termares, no Saboó.
A carga estava em um contêiner e o responsável pelo transporte era o motorista André Luiz de Souza Santos, de 39 anos. Em um Celta, dois seguranças de uma empresa de vigilância particular realizavam a escolta da mercadoria pelo curto trajeto a ser percorrido. Segundo os vigilantes, pouco tempo após o caminhão sair da Libra, um Toyota Corolla de cor escura com dois homens emparelhou-se ao Celta. Os desconhecidos gritaram "para, polícia!" e renderam a equipe da escolta. Um deles usava colete com o distintivo da Polícia Federal.
O motorista do Corolla portava submetralhadora, enquanto o seu parceiro estava armado de fuzil. Eles renderam os seguranças, tomando os seus revólveres de calibre 38. Depois, rodaram com eles por aproximadamente três horas, libertando os na Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
TEATRALIZAÇÃO
No momento da libertação, surgiram outros marginais trazendo o caminhoneiro. O motorista estava aparentemente subjugado, passando à equipe de escolta a impressão de que também fora vítima dos ladrões.
Porém, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos apuraram que ele "fez um teatro", segundo afirmou o delegado Marcelo Gonçalves da Silva. Na condição de vítima, André Luiz prestou as informações necessárias para o registro do boletim de ocorrência.
Checando o relato do caminhoneiro com os dados obtidos com o rastreador do veículo foram percebidas divergências. Indagado sobre os pontos conflitantes, André Luiz admitiu que agiu em conluio com o bando, possibilitando a identificação de alguns de seus membros.
Sob o comando do delegado Alexandre Aranha, vários policiais da DIG saíram a campo para prender os acusados. Até o final da tarde de ontem, eles haviam detido Fábio Eduardo Bernardo Barros, de 30 anos. Monitor de navio da empresa Libra, ele é acusado de passar à quadrilha informações sobre contêineres com cargas valiosas.
Outro acusado preso tratase de Willians Roberto Campos, de 36 anos. Ele é apontado como o responsável pelo recrutamento dos dois homens que ocupavam o Corolla e dominaram os seguranças da escolta. Os marginais que agiram armados de fuzil e submetralhadora seriam da Zona Leste de São Paulo e ainda não foram identificados. De acordo com o delegado Marcelo, Willian possui um Fox preto e utilizou esse carro para "dar cobertura" à dupla do Corolla. Para isso, Willian contou com a companhia de Diego Ferreira Moreno, de 27 anos, ex- supervisor de operações de pátio da Libra, que também foi preso. Os quatro detidos foram indiciados por roubo e autuados em flagrante pelo crime de formação de quadrilha.
Maria Antonieta apoia isençaõ de pedágio
A Tribuna - 11/2/2010 - Porto e Mar - Página C8
Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito(PMDB),comemorou a decisão do Governo de São Paulo de não cobrar tarifa de pedágio na ponte estaiada que deverá ligar a cidade a Santos, em substituição à travessia de balsas. "É fantástico. É um desejo antigo nosso e uma grande conquista", afirmou.
Segundo a prefeita,atualmente a cidade "é ilhada em todas as suas saídas e entradas pela cobrança de pedágio" e é importante "ter uma alternativa que ligue (Guarujá) a uma cidade como Santos, ao mesmo tempo tão próxima e tão distante, sem cobrança de tarifa".
Quando o projeto foi apresentado, a expectativa era de que a ponte fosse explorada comercialmente, praticando-se o mesmo preço da travessia de balsas ¬ que, na ocasião, custava R$ 7,50 para carros. Contudo, em entrevista para A Tribuna, publicada na edição da última terça-feira, o secretário estadual de Transportes de São Paulo, Mauro Arce, declarou: "O Governo do Estado está sendo cobrado por uma coisa que foi prometida. Ele quer cumprir, e com um detalhe: sem pedágio. A ponte vai ser sem pedágio, de trânsito livre".
A isenção de tarifa será possível porque o governo pretende bancar todo o custo de construção do empreendimento, que seria de R$ 500 milhões. A Tribuna apurou que há R$ 400 milhões disponíveis para a obra.
Integração semelhante entre duas cidades vizinhas ocorreu no Espírito Santo, onde a construção da Terceira Ponte contribuiu com o desenvolvimento do município de Vila Velha, separado da capital capixaba, Vitória, pelo mar. A ligação seca, no caso, foi concluída em 1989. Em Guarujá, esperam-se impactos positivos, principalmente no turismo, com uma maior ocupação da rede hoteleira. Convém ressaltar que a construção da Terceira Ponte, no Espírito Santo, divide opiniões até hoje. Isso porque Vitória deixou de atrair contratos de construção de plataformas de exploração de petróleo e gás, por conta da limitação física imposta pela altura do vão livre da obra de arte ¬ que é de 70 metros.
A ponte Santos/Guarujá deverá passar sobre a entrada do canal de navegação do Porto de Santos. Se for implantada, ela deixará, no mínimo, 80 metros de altura para a passagem de grandes embarcações, como defende a Codesp. À Autoridade Portuária de Santos, caberá dar a palavra final em relação ao chamado calado aéreo (distância entre a linha da água e o ponto mais alto de uma embarcação). Pretende-se não limitar as possibilidades de crescimento do Porto, expressa no tamanho das embarcações que poderão frequentá-lo no futuro. Atualmente, o projeto de construção da ponte é discutido entre técnicos da pasta estadual e da Prefeitura de Guarujá, para definição de onde ficará a rampa de acesso na cidade. Antonieta não concorda com o projeto original, que prevê o acesso pela Avenida Adhemar de Barros. Para ela, esta opção causa problemas ao comércio e ao trânsito local. "Nós continuamos empenhados em viabilizar a ligação, como pediu o governador José Serra. Mas defendemos a ligação com a Piaçaguera (Rodovia Cônego Domênico Rangoni)".
De acordo com o projeto da Prefeitura, além da extensão de pista até a rodovia, deverá ser construída uma alça de acesso à Avenida Santos Dumont. O prefeito de Santos, João Paulo Papa, explicou que, do lado de Santos, não há outra possibilidade que não a proposta pelo Estado. "O acesso do lado santista é paralelo à Avenida Mário Covas e sem conflito com a malha urbana da Cidade", explicou.
Tecondi irá receber novo guindaste de cais no Carnaval
A Tribuna - 11/2/2010 - Porto e Mar - Página C8
Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O Terminal para Contêineres da Margem Direita (Tecondi) receberá entre as próximas segunda e terça-feira, em pleno Carnaval, um guindaste de cais do tipo Mobile Harbour Crane (MHC).O equipamento, da alemã Liebherr-Werk, será o quinto em operação no pátio da empresa, no Cais do Saboó, no Porto de Santos.
Este MHC, do tipo LHM 600, é capaz de alcançar contêineres na 19ª fileira do navio, sendo o mais moderno em operação no mercado, segundo a empresa.
Assessoria de Imprensa
Andrezza Barros
Secretaria Especial de Portos
(61) 3411 3708 - 9994 8791