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Clipping Portuário

Ampliação do Píer da Alemoa integrará o PAC 2
A Tribuna - 24/2/2010 - Porto e Mar - Página C8
Quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
SAMUEL RODRIGUES
DA REDAÇÃO
A construção de um píer com dois novos berços de atracação para navios de granéis líquidos, na Alemoa, em Santos, foi incluída na segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC 2. Com a proximidade das eleições presidenciais, o Governo Lula pretende deixar pronto ao sucessor o escopo de um novo plano para o setor de infraestrutura e começa a selecionar as obras prioritárias. Segundo a Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL), o ministro dos Portos, Pedro Brito, garantiu verba federal para o empreendimento. Ontem à tarde, durante a reunião mensal do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, dirigentes da associação debateram o panorama do Porto de Santos. Entre os principais dados apresentados, a constatação de que 28% das embarcações aguardam 72 ou mais horas para atracar nos dois píeres da Ilha Barnabé. No Cais da Alemoa, a espera é ainda maior: chega a 40 horas. O presidente do CAP de Santos, Sérgio Aquino, informou que a ABTL se dispôs a elaborar o projeto para novos píeres na Alemoa (um braço unido ao píer já existente, com dois berços) e na Ilha Barnabé (com três pontos de atracação, elevando a cinco a oferta naquela região). "A Codesp, inclusive, vê vantagem nisso, porque, se ela mesma fosse realizar o projeto, precisaria abrir licitação, o que levaria mais tempo", contou o presidente. Contudo, apesar da necessidade latente de mais berços para movimentação de granéis líquidos no Porto, por ora somente os dois berços da Alemoa têm verba garantida no PAC 2. Os outros três serão incluídos na nova versão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do cais santista, que é preparada pela Docas e deve ser apresentada ao CAP para aprovação entre o final deste semestre e o início do próximo. Para Aquino, o ganho é significativo, se considerado que a demurrage (taxa cobrada pela sobrestadia de navio em um porto) em Santos custa cerca de US$ 30 mil por dia.
ISPS
A Codesp finaliza em dez dias os ajustes no sistema do ISPS Code que permitirão que empresas informem o motivo pelo qual prestadores de serviço acessam o cais. Após isso, começará a fase de cadastro e inserção de dados.

Expansão de porto em SP é paralisada
Folha de São Paulo – Dinheiro
24 de fevereiro de 2010 – Página B7
Estudos ambientais incompletos levam à suspensão de projeto em São Sebastião
Investimento previsto era de R$ 2,5 bilhões para viabilizar um complexo portuário capaz de competir com o porto de Santos
AGNALDO BRITO
DA REPORTAGEM LOCAL
O licenciamento ambiental do projeto de expansão do porto de São Sebastião foi paralisado ontem e não tem mais prazo para ser retomado. O projeto prevê investimentos de R$ 2,5 bilhões na formação de um complexo portuário em São Paulo concorrente ao porto de Santos. A paralisação pode inviabilizar o licenciamento na atual gestão de José Serra.
A SMA (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) e a Secretaria dos Transportes -responsável pelo empreendimento- oficializaram ontem pedido de cancelamento das duas audiências públicas convocadas pelo Ibama e marcadas para hoje e amanhã, nas cidades de Ilhabela e de São Sebastião, respectivamente. O pedido foi acatado pela agência ambiental.
A decisão de interromper o processo de licenciamento ocorreu depois de recomendação da própria SMA. A secretaria afirma que o EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) está incompleto. Em reunião na última sexta-feira, a secretaria recomendou à pasta dos Transportes a paralisação do licenciamento e o cumprimento de duas exigências previstas na legislação estadual.
O primeiro problema está na ausência de um plano de moradias para atender populações atraídas por um investimento de tal porte. O estudo terá de apresentar alternativas para ocupação de áreas no litoral norte durante a obra e depois de concluída a construção.
O segundo problema no EIA-Rima é a falta de dados sobre a contribuição que a nova estrutura portuária dará às emissões de gases de efeito estufa em São Paulo. Pela lei estadual contra mudanças climáticas, em vigor desde novembro do ano passado, o Estado deverá reduzir em 20% o volume de emissões até o ano de 2020.
"Temos uma década para fazer isso, mas precisamos saber qual a contribuição do porto para o atual nível de emissões e saber como haverá a compensação disso", disse o secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano.
Segundo ele, um dos grandes problemas para viabilizar o porto de São Sebastião é a dependência do transporte rodoviário para acesso ao complexo. Hoje, 25% das emissões em São Paulo são provocadas pelo transporte rodoviário.
O primeiro problema para São Sebastião é o acesso. O plano da Secretaria dos Transportes de viabilizar a concessão das rodovias do litoral norte, entre as quais a ampliação da Rodovia dos Tamoios, naufragou. Por outro lado, a atual estrutura rodoviária não tem como receber um fluxo de caminhões para transporte de contêineres rumo ao porto.
Essa carência para o acesso à região é, segundo Graziano, um dos grandes entraves para a viabilidade do projeto. "Aquela é uma região muito sensível, muito delicada. É preciso ter muito cuidado ao mexer ali", disse o secretário, que não demonstra simpatia pelo empreendimento.

Mercado Regional
A Tribuna - 24/2/2010 - Economia - Página C2
Quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Contêineres
A Codesp pretende, ainda este ano, fazer a licitação para o arrendamento do terminal de Prainha, na Margem Esquerda do Porto de Santos, em Guarujá. A instalação será construída em áreas da União onde, hoje, está a Favela de Prainha, ao lado do Tecon. Segundo estudo da Docas, a unidade poderá movimentar 1milhão de TEUs por ano.
São Sebastião
A pedido da Secretaria Esta- dual de Meio Ambiente (SMA), a Secretaria Estadual de Transportes adiou as audiências que realizaria hoje e amanhã sobre o projeto de expansão do Porto de São Sebastião (administrado pelo Governo de São Paulo).A medida foi necessária para que o estudo e o relatório de impacto ambiental do empreendimento sejam complementados, como determinou a SMA. A decisão foi tomada ontem e teve o apoio do Ibama, que irá licenciar a obra.
"Nosso primeiro investimento foi o porto porque, na nossa visão, é um setor que tem espaço e demanda para atuarmos como construtor, operador e investidor"
Benedicto Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, uma das controladoras do terminal Embraport, no Porto de Santos.

Perimetral ganhará 2 radares
A Tribuna - 24/2/2010 – Porto e Mar - Página C8
Quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
DIOGO CAIXOTE
DA REDAÇÃO
A Avenida Perimetral da Margem Direita do Porto de Santos vai receber pelo menos dois radares de velocidade. A instalação dos equipamentos será feita a partir do convênio de gestão do trânsito no complexo, que está na iminência de ser firmado entre a Codesp e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Prefeitura de Santos. O pedido de implantação dos aparelhos foi feito pelo diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, Paulino Moreira Vicente, na última segunda-feira. Ontem, na primeira reunião do Comitê de Logística neste ano, ele anunciou o envio de um ofício ao secretário de Assuntos Portuários e Marítimos da Cidade, Sérgio Aquino, para que viabilize a instalação junto à CET. A princípio, a ideia é ter dois radares em operação na Avenida Perimetral, ambos no sentido Paquetá-Ponta da Praia, destacou o diretor da estatal. Um deverá ser fixado na Avenida Xavier da Silveira, em frente ao prédio da antiga Diretoria de Operações (Dirop), também conhecido como Tráfego, na direção da confluência entre as ruas João Otávio e General Câmara, no Paquetá. "Ali, em frente à Dirop, os caminhões estão queimando o sinal vermelho para subir o Viaduto do Paquetá (parte da Avenida Perimetral) em alta velocidade. Quem está embaixo dele vê que estão muito mais rápido do que deveriam, indiscriminadamente", justificou Moreira Vicente. O segundo equipamento deverá ficar no chamado Contorno de Outeirinhos, a pista que receberá o tráfego da Avenida Eduardo Guinle, atrás dos armazéns açucareiros, que ainda está em obras. Pelos planos do diretor, o aparelho ficará nas imediações do Monumento ao Trabalhador Portuário, recém instalado em uma praça construída entre as ruas Manoel Tourinho e Xavier Pinheiro. "Se não tiver um radar próximo à curva do monumento, poderemos ter problemas. É uma pista livre, nova, com asfalto novo, e facilita para o caminhão", disse o diretor. A velocidade máxima permitida deverá ser entre 40 e 60 quilômetros por hora, assim como na subida do Viaduto da Alemoa, na entrada do Porto. Há cerca de 10 dias, diretores da Autoridade Portuária, entre eles, o presidente José Roberto Serra, inspecionaram as obras da Perimetral nas proximidades do Viaduto do Paquetá e constataram, em uma análise superficial, que os caminhões trafegavam a uma velocidade próxima a 100 Km/hora. O secretário municipal Sérgio Aquino explicou que a instalação dos equipamentos integrará o convênio entre a Codesp e a CET para gestão do trânsito no cais. Segundo ele, a Companhia de Engenharia de Tráfego já enviou uma minuta do acordo à Codesp e aguarda uma resposta. A CET também irá habilitar guardas portuários a atuarem como agentes de trânsito.
OBRAS
A Codesp planeja liberar nas próximas semanas a descida do Viaduto do Paquetá pela alça direita e pelo Contorno de Outeirinhos, no sentido Centro-Macuco.Até agora, sóa descida do elevado para a Avenida Eduardo Guinle, no fluxo à esquerda, estava autorizada. Segundo o diretor da Companhia Docas, "o contorno está praticamente concluído". Nas últimas semanas foi feito um pente-fino na nova via, inclusive os últimos acabamentos de asfalto e pintura de solo.
>>Ais Giorgis
A Codesp planeja lançar, entre 30 e 40 dias, o edital para a retirada dos destroços do navio Ais Giorgis, afundado há mais de 30 anos no Canal do Estuário. A estatal tem três propostas de operação de retirada e escolherá uma para ser licitada.

>>Tubulações
A abertura das propostas das empresas interessadas na retirada das três tubulações enterradas entre a Alemoa e a Ilha Barnabé ­ e que, até a década de 70, serviram para abastecer os terminais da ilha ­ acontecerá no próximo dia 5. Até ontem, 20 firmas tinham retirado o edital.

>>Monitoramento
A Prefeitura de Guarujá pediu à Codesp uma senha para acessar o site de monitoramento ambiental, em tempo real, da dragagem de aprofundamento do Porto de Santos. Até agora, cinco órgãos podem acompanhar o serviço, através de uma página restrita na internet. São elas: a Secretaria Especial de Portos, a Codesp/ Fundespa (fundação que realizou os programas ambientais), o Ibama, a Cetesb e o consórcio Draga Brasil, que executa a obra. O diretor de Infraestrutura da Codesp, Paulino Vicente, admitiu a possibilidade, pois o sistema comporta mais assinaturas.

Draga Hang Jun 5001 já trabalha 24 horas por dia
Codesp antecipou em dois dias o aumento do horário de trabalho da draga Hang Jun
5001, que iniciou o aprofundamento do Canal do Estuário. E, em menos de 10 dias, a estatal planeja ter uma segunda draga em atividade no complexo, a Xi Hai Hu, uma das maiores do mundo, com capacidade para transporte de até 13.500 metros cúbicos de sedimentos. A Codesp previa que a Hang Jun 5001, com capacidade para dragar até 5 mil metros cúbicos por vez, passasse a ser utilizada 24horas pordia a partir de hoje. Entretanto, ontem o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da companhia, Paulino Moreira Vicente, afirmou que, ao fazer os ajustes de equipamentos necessários, achou por bem ampliar o período de uso da draga, que desde domingo era de 12 horas diárias. No período em que a draga operou na metade do tempo, foram retirados cerca de 17.500 metros cúbicos por dia. Atuando ao longo de 24 horas, será possível dragar35milmetroscúbicospordia.
XI HAI HU
Segundo o diretor, no próximo dia 1º, aportará em Santos a draga Xi Hai Hu. Ela passará por inspeções da Capitania dos Portos de São Paulo e, dentro da semana de sua chegada, deverá iniciar os trabalhos. Com a segunda draga em operação, o aumento da profundidade para 15 metros, no primeiro trecho de serviço, da Barra de Santos até o Entreposto de Pesca, será concluído em 75 dias, afirmou o diretor.

Santos Brasil expande Terminal 4
Tecnologística - 1/2/2010 - Mercado - Página 23
Segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Local conta, com 980 metros de cais e área total de 596 mil m²
A Santos Brasil inauguração, dia 19 de janeiro, a extensão do Tecon Santos – terminal 4 (T4), no Guarujá (SP). Orçada em R$ 285 milhões, a iniciativa amplia em 20% a estrutura do terminal, que passa a contar com 980 metros contínuos de cais e 596 mil m² de área total - e aumenta a capacidade de movimentação em 500 mil TEUs, atingindo dos milhões de TEUs por ano. As obras tiveram início em 2006 e foram concluídas no final do ano passado.
Além de empregada na ampliação da área, a verba foi destinada à aquisição de equipamentos, como seis portêineres da geração Super Post-Panamax. Provenientes da China, as máquinas operam simultaneamente dois contêineres de 40 pés, ou quatro de 20 pés. A expectativa é de que, ao final do ano, o terminal atinja a média de 90 movimentos por hora (mph). Hoje, a média é de 55 mph.
Segundo o presidente da Santos Brasil, Wady Jasmin, o investimento chega para dotar o local de uma infraestrutura capaz de atender às demandas do comércio exterior. “Temos que andar à frente das necessidades do mercado e das exigências do serviço portuário”, ressalta.
Para o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, o evento não marcou apenas a expansão de um terminal, mas sim a consagração de um modelo portuário, com gestão pública e operação privada e investimento nacional. Brito aproveitou e divulgou que a dragagem do Porto de Santos será iniciada neste mês de fevereiro. Num primeiro momento, a profundidade será de 15 metros para, na segunda fase, atingir 17 metros. “Vamos consolidar Santos como o grande porto concentrador de cargas do Brasil, reduzindo o frete e estimulando a cabotagem”, afirmou o ministro.
Na opinião do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, a expansão do Tecon é uma das mais importantes obras já realizadas no Porto de Santos, uma vez que prepara o terminal paulista para o desafio de acompanhar o crescimento brasileiro.
Já a prefeita do Guarujá (SP), Maria Antonieta de Brito, ressaltou a importância da Santos Brasil no desenvolvimento da economia e mão de obra da região. “Os investimentos que estão sendo feitos nas pessoas deveriam servir de modelo”, disse a prefeita.