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Presidência da República Brasil, um país de todos
Acções do Documento

Clipping Portuário

04/03/2010 00:01

Porto Sudeste: público ou privado?

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou, nesta quarta-feira (3), a LLX, empresa de logística do megaempresário Eike Batista, a construir e explorar um terminal de uso privativo, na modalidade de uso misto, na ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ). É o Porto Sudeste, com previsão de movimentação de 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Segundo informação da agência reguladora, o terminal entrará em operação no início de 2011.

 Apesar de o terminal ser definido como privado, a maior parte do financiamento da obra, 75%, poderá vir dos cofres públicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES), que também tem 12% de participação na LLX, conforme notícias veiculadas durante o ano de 2009. O valor total da obra está orçado em 1,7 bilhão de reais.

 


Quinta-feira, 4 de março de 2010       Pag. A6

Brasil

Transnordestina vai receber R$ 336 milhões

Danilo Fariello

 Brasília

A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou a liberação dos primeiros R$ 336 milhões em debêntures para a ferrovia Nova Transnordestina. Essa é a primeira parcela de uma série de 17 pagamentos em valor total previsto em R$ 2,672 bilhões, aprovados na assembleia de acionistas da empresa no dia 26.

Segundo Claudio Frota, diretor da Sudene responsável pela obra, as demais liberações acompanharão o cumprimento do cronograma do empreendimento. O custo total da ferrovia é previsto em R$ 5,42 bilhões. As obras devem se encerrar em 2012, conforme atraso reconhecido no último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo explicou Frota, esses recursos aplicados pela Sudene serão destinados a fornecedores da Nova Transnordestina. Para o uso dos recursos, falta apenas a empresa indicar qual seria o fornecedor a receber. A CSN, que lidera o consórcio construtor, subcontratou a Odebrecht para executar parte da obra.

A liberação pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), ligado à Sudene, foi autorizada porque a empresa conseguiu comprovar física e financeiramente que já cumpriu mais de 10% das obras no trecho em "Y" entre Trindade, em Pernambuco, Missão Velha, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, conectados no município pernambucano de Salgueiro. O trecho, um dos três em que a obra se divide, é o coração da nova ferrovia.

Quando aporta os recursos na Nova Transnordestina, o FDNE adquire debêntures que podem ser convertidas até a parcela de 50% em ações do consórcio. O custo dos recursos, para o grupo, é de TJLP mais 1% ao ano.

Ontem, ocorreu a segunda das reuniões mensais convocadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de verificar que o cronograma da obra, incluída no PAC, se desenvolvia em velocidade menor do que a desejada pela Casa Civil.

O presidente considerou-se "enganado" pelo consórcio liderado pela CSN. Em dezembro, Lula convocou os empreendedores a prestar contas todo mês sobre o andamento da obra. Apesar disso, o presidente não conseguirá deixar o governo com os portos de Suape e Pecém, no Ceará, conectados.

Depois da reunião para tratar da Nova Transnordestina, o presidente encontrou o governador do Piauí, José Wellington Dias (PT). O Piauí, além de Pernambuco, é um Estado onde o início das obras dependia do andamento das desapropriações de moradores promovidas pelos governos, segundo o último balanço do PAC.

 


Valência quer aumentar comércio com Santos

A Tribuna - 4/3/2010 - Porto e Mar - Página C8

Quinta-feira, 4 de março de 2010

 DIOGO CAIXOTE

DA REDAÇÃO

O Porto de Valência, na Espanha, quer ampliar o comércio de contêineres com o Porto de Santos, tornando-se a principal entrada de cargas brasileiras no Mar Mediterrâneo. O interesse vai ao encontro das pretensões do cais santista, que é levar seus produtos a novos mercados, como o Norte da África. O interesse dos dois portos foi externado ontem, em Santos, durante a assinatura de um acordo de cooperação técnica, comercial e de capacitação, firmado entre a Prefeitura de Santos, a Codesp e representantes do porto e do governo espanhóis. Para o presidente do governo valenciano, equivalente a um governador no Brasil, Francisco Camps Ortiz, a ideia do acordo com o Porto de Santos é expandir a atuação do complexo espanhol no continente europeu e, principalmente, garantir mercado para seus produtos.

 


Docas fará estudo sobre transporte hidroviário

A Tribuna - 4/3/2010 - Porto e Mar - Página C8

Quinta-feira, 4 de março de 2010

 DIOGO CAIXOTE

DA REDAÇÃO

A Codesp pretende contratar um estudo para identificar o potencial do transporte hidroviário de cargas na região. O plano da estatal é ter essas avaliações ainda neste ano. A Autoridade Portuária deverá anunciar este estudo durante o 1º Seminário Sistema Hidroviário da Baixada Santista, que começa hoje, às 14 horas, na Associação Comercial de Santos. Também promovido pela Prefeitura de Santos, pela Codesp e pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP), o evento ocorre até amanhã e vai debater planos de desenvolvimento do modal na região, tanto para o transporte de cargas como o de passageiros. Segundo o presidente da Docas, José Roberto Correia Serra, a ideia é contratar a empresa que fará o estudo neste semestre e conhecer os resultados até o fim do ano. "O seminário vai ser o pontapé inicial para saber o que pretendemos quanto a transporte hidroviário. A Codesp já tem algumas avaliações, já começou a ver algumas coisas, como projetos (das empresas Carbocloro, Libra e Ecopátio), mas será com o seminário que vamos provocar essa discussão com todos os envolvidos. Mas uma coisa é certa: a Codesp tem que capitanear essas ações",disse Serra. Para o presidente do CAP de Santos, Sérgio Aquino, o seminário apontará o que a comunidade deseja em relação à exploração de seus rios e estuários. "Temos que começar traçando o que queremos para, depois, negociar os impedimentos, tanto estruturais quanto legais".

 


 Protesto bloqueia terminal por 20 horas

A Tribuna - 4/3/2010 - Porto e Mar - Página C8

Quinta-feira, 4 de março de 2010

 SAMUEL RODRIGUES

DA REDAÇÃO

Caminhoneiros autônomos bloquearam por 20 horas os portões de acesso ao Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Santos, administrado pela Santos-Brasil, em Guarujá. O impasse começou às 20 horas de terça-feira e terminou somente ontem, às 16 horas, após reunião entre representantes dos motoristas e da operadora portuária. A manifestação provocou a paralisação do trânsito na Rua Idalino Pinez (Rua do Adubo). Uma fila de quatro quilômetros se formou no acostamento da Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Não houve prejuízo ao fluxo normal de veículos. Pelo menos 500 caminhões se posicionaram em frente aos gates (portões de entrada do terminal). Os autônomos exigiram a presença da imprensa e uma reunião com a direção da Santos - Brasil. Eles reclamaram da demora para acesso ao terminal, que na terça-feira teria chegado a seis horas. O motorista autônomo João Ferreira de Souza, de 56 anos, estava na primeira turma que chegou ao terminal para descarregar mercadorias antes da confusão. "Durante o jogo da seleção brasileira (terça-feira), ficou só um gate funcionando. Então começamos a buzinar e eles disseram que começariam a anotar nossas placas para nos punir". Segundo o caminhoneiro, depois da ameaça e do longo tempo de espera, os trabalhadores decidiram bloquear as entradas e saídas do terminal, em protesto, até as 7 horas de ontem. Ele contou que, a partir desse momento, eles decidiram chamar a direção do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres de Guarujá e Santos (Sindcon), para negociar com a empresa o atendimento a uma lista de reivindicações. O presidente do sindicato, José Nilton Lima Oliveira, também conhecido como Doidão, e o vereador de Guarujá, Gilberto Benzi (PDT), levaram as queixas dos caminhoneiros ao conhecimento da Santos - Brasil. Eles pediram a redução do tempo de espera para entrada e saída do terminal e a instalação de banheiros no pátio interno. Por volta de 16 horas, os representantes dos caminhoneiros retornaram com a ata da reunião. Conforme descrito no documento, a direção da empresa se comprometeu a manter operantes, ao longo desta semana, sete gates para entrada de veículos de carga e cinco para saída. Na próxima semana, serão cinco gates em cada sentido. Na seguinte, quatro gates de entrada e cinco de saída. Após a leitura da ata, os autônomos decidiram desbloquear a entrada do terminal. Para Oliveira, a medida é suficiente para manter abaixo de duas horas o tempo necessário para entradas e saídas de carga no Tecon. Ele também afirmou que a Santos-Brasil se comprometeu a disponibilizar sanitários de uso exclusivo dos autônomos, no pátio interno, dentro de 15 dias. Durante a reunião, também foi acertada a criação de uma comissão formada por representantes da empresa e do sindicato, para discussão permanente do acesso de caminhões à instalação marítima. A Santos-Brasil informou que a normalização da operação no terminal deve ocorrer até a madrugada de hoje. Em nota,comunicou que "o planejamento de atendimento dos caminhões de carga e descarga de contêineres no Tecon é realizado de acordo com os agendamentos feitos pelas transportadoras no site da empresa. Esse sistema permite que a Santos-Brasil se prepare para o fluxo de veículos esperado, adequando com antecedência a quantidade de portões de entrada e saída necessários para a operação". A empresa também informou que operava com quatro gates de entrada e cinco de saída na noite de ontem, quando teve início a manifestação.

 


Mercado Regional

A Tribuna - 4/3/2010 - Economia - Página C2

Quinta-feira, 4 de março de 2010

Ponte I

Até agora, a Codesp ¬ Autoridade Portuária de Santos ¬ só obteve informações sobre o projeto da ponte Santos-Guarujá pelos jornais. A postura do Estado, de ainda não ter debatido o empreendimento com a estatal, foi criticada pelo deputado estadual Fausto Figueira (PT-SP) ontem, em pronunciamento na Assembleia Legislativa.

Ponte II

A proposta do Estado prevê a construção da ponte entre os bairros de Santa Rosa (Guarujá) e Ponta da Praia (Santos), na entrada do canal de navegação do Porto. Segundo especialistas, a estrutura deve ter, pelo menos, 85 metros de vão livre, para não prejudicar o tráfego marítimo no principal complexo portuário do País.

 "É absolutamente inaceitável fazer um projeto sem consulta e aprovação da Codesp"

Fausto Figueira, deputado estadual (PT-SP), sobre o Estado não ter encaminhado o projeto da ponte Santos-Guarujá para análise da Codesp

 


Brasil e Bélgica tentam ampliar comércio bilateral

O comércio entre Brasil e Bélgica cresceu de forma contínua entre 2003 e 2008. No ano passado, as transações entre os dois países caíram quase 30% influenciadas pela crise global. Mas existe uma perspectiva otimista uma vez que as trocas comerciais bilaterais têm grande potencial de crescimento. Em 2009, a corrente de comércio Brasil-Bélgica somou US$ 4,29 bilhões, 28,3% abaixo dos US$ 6 bilhões de 2008, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O Brasil exporta para a Bélgica sobretudo commodities, produtos minerais e metais, entre os quais fumo, café, suco de laranja, caulim e alumínio. A Bélgica exporta para o mercado brasileiro produtos químicos e vegetais, vacinas, plásticos, material de transporte, metais, máquinas e malte, entre outros produtos. Em 2009, o Brasil exportou US$ 3,1 bilhões para a Bélgica, com queda de 29,4% sobre a exportação de 2008, e importou US$ 1,15 bilhão, com redução de 29,79% sobre o ano anterior. O saldo comercial foi de US$ 1,98 bilhão.

O embaixador da Bélgica no Brasil, Caude Misson, tem dados segundo os quais o Brasil é apenas o 27º no ranking dos principais clientes da Bélgica (atrás dos Emirados Árabes Unidos). O Brasil, por sua vez, aparece como 15º colocado na lista dos maiores fornecedores para o mercado belga (após Luxemburgo). "Isso não reflete o potencial das trocas entre nossos dois países", diz Misson. Segundo ele, o Brasil representa menos que 1% do total das exportações belgas. É pouco considerando-se que a Bélgica é o 8º exportador e 9º importador do mundo, de acordo com dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) de 2008. As exportações brasileiras para a Bélgica representam, por sua vez, apenas 2% das vendas externas totais do país, segundo dados de 2009.

Misson diz que a forma de aumentar o comércio bilateral é multiplicar as oportunidades de encontros entre empresas, promover mais missões econômicas e comerciais e aumentar as participações em feiras. "Não há segredos." A Bélgica tem tradicionalmente déficit na relação comercial com o Brasil, mas essa não é uma preocupação para o embaixador desde que os valores das exportações e importações aumentem paralelamente, diz.

Há iniciativas concretas para aumentar o comércio entre os dois países. Entre 6 e 8 de abril, a Bélgica estará presente na Intermodal, maior evento da América Latina no setor de logística e transporte. Flandres, região norte da Bélgica, terá um estande com a presença dos principais portos do país - Antuérpia, Ghent e Zeebruge. Também estarão presentes empresas de logística e dragagem, como Katoen Natie, Euroports Terminals - Westerlund/Manuport, Jan de Nul e Deme, entre outras.

Em maio, uma missão econômica e comercial belga, presidida pelo príncipe herdeiro Philippe, estará no Brasil para tentar ampliar e diversificar os laços comerciais entre os dois países. A missão deverá visitar São Paulo, Rio e Belo Horizonte. O príncipe Philippe terá encontro, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É possível que na missão se discuta algum acordo de cooperação no setor portuário. "O dinamismo e a diversificação da economia brasileira representa um atrativo para as empresas belgas", diz Misson.

Antes da missão do príncipe ao Brasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) deve inaugurar, até o fim deste mês, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), um escritório em Bruxelas, capital da Bélgica e cidade sede da União Europeia (UE). Um dos principais objetivos do escritório, segundo a Apex, será fazer um "lobby técnico" para evitar que as exportações brasileiras enfrentem problemas no mercado europeu. (FG)

 


Navio é retido em Búzios após 200 passarem mal

O Estado de São Paulo – Vida

04 de março de 2010 – Página A23

 Talta Figueiredo

RIO

Um cruzeiro foi retido ontem em Búzios, na Região dos Lagos fluminense, depois que quase 200 pessoas a bordo apresentaram sintomas de vômito e diarreia.

Por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nenhum dos passageiros ou tripulantes poderá desembarcar até que seja determinada a causa dos sintomas gastrointestinais. Os médicos a bordo prestaram socorro aos doentes.

O navio Vision of The Seas, da empresa Royal Caribbean International, viajava com quase 2 mil passageiros e mais de 700 tripulantes. A Anvisa foi avisada pela própria empresa do surto, iniciado ontem. O cruzeiro deixou Santos, litoral paulista, na segunda-feira e tinha escalas programadas em Búzios e Ilhabela. O retorno a Santos estava previsto para amanhã, mas não há previsão para a saída de Búzios.

 


Manifestação provoca fila de caminhões de 8 km

Diário do Litoral - 4/3/2010 - Cidades - Página 02

Quinta-feira, 4 de março de 2010

O bloqueio para entrada e saída no Terminal de Contêineres (Tecon) da Santos Brasil provocou uma fila de caminhões de aproximadamente oito quilômetros durante o dia de ontem, em Vicente de Carvalho (Guarujá). A fila de caminhões se prolongava da Ávida Santos Dumont, passando pela Rua Idalino Pinez (Rua do Adubo), até a ponte do Monte Cabrão, na Rodovia Cônego Domenico Rangoni, na manhã de ontem. Os caminhoneiros estavam impacientes.

A manifestação liderada pelo Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres de Guarujá e Santos (Sindcon) foi em protesto à demora na entrada\ dos caminhões no Tecon, para carga e descarga, que chaga a levar, em média, seis horas. O funcionamento de apenas um dos oito Gates da Santos Brasil, na Margem Esquerda, teria motivado o protesto.

Uma comissão formada por caminhoneiros autônomos liderados pelo Sindcon se reuniu com a empresa na tarde de ontem, para negociações. O Sindcon não é reconhecido oficialmente como entidade sindical.

Enquanto o Sindcon, que é presidido pelo ex-vereador de Guarujá, José Nilton de Oliveira, o Doidão, negociava com representantes da Santos Brasil dentro da empresa, caminhoneiros se queixavam do lado de fora.

Muitos pernoitaram na fila que margeava a rodovia Cônego Domenico Rangoni e, após 24 horas de espera, sem ter um local para dormir, tomar banho, ou para fazer refeições, ainda desconheciam os motivos de tanta morosidade para entrar nos terminais da Margem Esquerda do Porto de Santos.

O caminhoneiro Roberto Pedroso Gonçalves aguardava impaciente, na Rua do Adubo, para entrar no Tecon para carregar contêiner. “Eu cheguei ontem à noite(terça-feira), às 10 horas, e a gente não tem informação de nada. Não tem previsão pra entrar, não tem onde tomar banho, comer. Ainda tem o risco de ser assaltado aqui. È complicado”.

Segundo o presidente do Sindicato dos caminhoneiros Autônomos (Sindicam), José Luiz Ribeiro Gonçalves, que não participou do movimento e nem das negociações de de ontem, a paralisação afetou diretamente o movimento de carga e descarga de pelo menos outros quatro terminais baseados na Margem Esquerda: Localfrio, Cargill, Dow Química e Grieg.

“Existe um ponto só para a passagem de todos os caminhões que é a Rua do Adubo. Então, a paralisação afetou todo mundo e a fila atinge cerca de oito quilômetros, dos Gates da Santos Brasil até a ponte do Monte Cabrão, na rodovia Cônego Domenico Rangoni”, disse José Luiz.

Este é o caso do caminhoneiro Aldevir Hilbert, que aguardava há 26 horas para descarregar soja no terminal da Cargill. “Cheguei ontem de manhã (terça-feira), era 10 horas. E estou aqui na fila aguardando né?”, afirmou. O caminhoneiro trouxe a carga do estado do mato Grosso e permanecia no Ecopátio até as 8 horas de ontem. Liberado após triagem, ele aguardava a lentidão da fila até o terminal, na Rua do Adubo.

 


O presidente do Sindcon não foi encontrado por nossa reportagem.

Santos Brasil

Em nota, a companhia respondeu que: “A Santos Brasil informa que não havia formação de filas em frente ao Tecon Santos e que operava com quatro gates de entrada e cinco de saída no momento da manifestação que bloqueou o atendimento dos caminhões de carga e descarga de contêineres.

Contudo, na tarde de ontem, a empresa recebeu os manifestantes e acredita que com a criação de uma comissão formada por representantes dos caminhoneiros e da Santos Brasil poderá melhorar a comunicação entre as partes.

A partir das 16h, quando a entrada do terminal foi liberada, a empresa aumentou sua capacidade de entrada e saída e passou a operar com sete gates de entrada e cinco gates de saída. A previsão é de que a operação volte ao normal durante a madrugada.

A companhia esclarece ainda que o planejamento de atendimento dos caminhões de carga e descarga de contêineres no Tecon de santos é realizado de acordo com os agendamentos feitos pelas transportadoras no site da empresa. Esse sistema permite que a Santos Brasil se prepare para o fluxo de veículos esperado, adequando com antecedência a quantidade de portões de entrada e saída necessários para a operação”.

 


Pedro Brito interage e se torna assíduo no Twitter

Diário do Litoral - 3/3/2010 - Sindical - Página 07

Quarta-feira, 3 de março de 2010

O microblog Twiter parece que veio para ficar e criar uma comunicação mais direta e rápida com algumas autoridades. Pelo menos é esse o uso que vem fazendo o ministro dos Portos, Pedro Brito.

Quando dá, ele responde às perguntas, comentários e até críticos de usuários do Twitter.

Nos últimos dez dias, Brito respondeu ao pessoal de Itajaí (SC), que reclama da demora na conclusão de algumas obras importantes para o porto, que foi destruído pelas chuvas no final de 2008. O ministro mandou o recado: “estarei em Itajaí no início de março, para fazer um balanço de todas as obras, inclusive da dragagem”.

Para outro internauta, Brito assegura que com a dragagem em vários portos, o Brasil poderá receber cruzeiros marítimos ainda maiores.

“Esse canal pode ser muito importante para que se estabeleça uma discussão permanente online”, afirmou o ministro.

 


CABOTAGEM SERÁ IMPLANTADA AINDA ESTE ANO EM NATAL

Tribuna do Norte - RN - Natal/RN - ECONOMIA - 03/03/2010 Sílvia Ribeiro Dantas Repórter

No segundo semestre deste ano, a cabotagem será uma realidade no Porto de Natal se for confirmada a previsão do diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Emerson Fernandes. De acordo com ele, a Secretaria Especial de Portos (SEP) tem a intenção de incentivar o processo, que consiste no transporte de mercadorias entre dois portos da costa de um mesmo país,  além de aumentar a movimentação de cargas por via marítima no Brasil. O projeto da SEP está sendo iniciado pelo Porto de Natal, com a previsão inicial de transportar 400 conteineres por mês, saindo da capital potiguar carregados principalmente com sal e frutas.

Para debater o assunto e encontrar alternativas capazes de viabilizar a cabotagem a partir do Porto de Natal, foram realizadas duas reuniões na sede da Codern durante a semana passada, entre técnicos da SEP, representantes da Federação das Indústrias (Fiern), Federação do Comércio (Fecomércio), Associação Comercial do RN e Petrobras. Fernandes explicou que essa foi apenas a primeira, de muitas reuniões que serão necessárias até que a linha seja efetivamente viabilizada, uma vez que é necessário definir detalhes, como a quantidade de carga que o porto pode receber e a periodicidade mais indicada para uma linha regular.

Para Emerson Fernandes, o equipamento da capital potiguar está sendo priorizado no projeto de interligar portos do país, por causa das obras que estão sendo desenvolvidas para melhorar sua infraestrutura, como a ampliação do pátio de conteineres, a dragagem do Potengi para que o canal de acesso do rio passe dos atuais 10 metros de profundidade para 12,5 metros, além do aumento na largura do rio, possibilitando que os navios sejam manobrados mais facilmente. “Atualmente, já temos condição de receber os navios e descarregá-los com agilidade, o que conta muito para a implantação de uma linha regular de cabotagem e isso também foi levado em conta”, declara o diretor da Codern.

Representante da Fiern na reunião, o empresário Thiago Gadelha conta que foi proposta uma ligação entre os  portos de Natal e de São Sebastião, no Rio de Janeiro, mas ainda não há uma definição a esse respeito e outras possibilidades estão sendo avaliadas. Gadelha lembra que a cabotagem já foi tentada outras vezes, mas diz acreditar que desta vez o projeto será concretizado, por estar percebendo forte empenho de órgãos governamentais, empresas armadoras e produtores.

Opinião semelhante a do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Francisco de Paula Segundo, mesmo ainda havendo a necessidade de serem definidos empresa e custos da operação. O secretário  diz que, além do ganho econômico, o transporte marítimo trará vantagens ambientais. “Cerca de 150 carretas de frutas saem do estado por semana para o Sudeste, retornando com uma diversidade enorme de produtos”.

 


AEROPORTOS DO PAC ESTÃO COM ATÉ 41 MESES DE ATRASO

O Estado de S. Paulo - São Paulo/SP - NACIONAL - 03/03/20

Renato Andrade, BRASÍLIA

O plano de dragagem dos portos teve até agora uma única obra concluída

As obras de melhoria de infraestrutura em aeroportos e portos no País previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão com atrasos de até 41 meses. Alguns problemas identificados no início do plano ainda não foram solucionados. A avaliação do ritmo dessas obras é relevante porque os aeroportos são uma das bases da infraestrutura da Copa de 2014. A situação dos portos também ajuda a determinar o ritmo do crescimento da economia.

A recuperação e revitalização do sistema de pistas e pátio no Aeroporto do Galeão, no Rio, por exemplo, deveriam ter sido concluídas em julho do ano passado, de acordo com o primeiro balanço do PAC. Até o mês passado, porém, só 51% das obras haviam sido concluídas e o comitê gestor do programa não incluiu em seu último levantamento uma previsão para terminar o empreendimento.

O PAC foi lançado em janeiro de 2007 e previa R$ 638 bilhões em investimentos até o fim de 2010, com base em recursos do Orçamento da União, dos Estados e municípios, estatais e empresas do setor privado. O programa é considerado o carro-chefe da campanha da ministra da Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência. Lula até apelidou a ministra de "mãe do PAC".

De acordo com outro levantamento, divulgado ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, o governo maquiou balanços oficiais para encobrir atrasos nas principais obras listadas. Três de cada quatro ações destacadas no primeiro balanço do PAC não foram cumpridas no prazo original. O volume de dinheiro alocado até agora - o que não dizer que foi investido - atingiu pouco mais de R$ 400 bilhões, o que dá 63,3% do total previsto, de acordo com o balanço de três anos publicado em fevereiro.

 

Se a conta for feita considerando apenas as ações efetivamente concluídas, o cenário é mais desalentador. Passados 36 meses, as obras encerradas correspondem a 40,3% do total, totalizando R$ 256,9 bilhões.

A conclusão das obras previstas para o Aeroporto de Vitória (ES), por exemplo, foi adiada em 41 meses. Inicialmente, o governo programara para dezembro de 2008 a construção do novo terminal de passageiros, torre de controle, central de utilidades, edifício do corpo de bombeiros e um sistema de pistas. Passados três anos, a estimativa agora é de que a obra seja concluída em maio de 2012.

"PREOCUPANTE"

Já no primeiro balanço do PAC, a obra em Vitória era considerada "preocupante". Para que os trabalhos sejam retomados, depois das irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o governo precisará fazer uma nova licitação, o que depende de um acordo judicial em relação aos serviços que já foram executados.

Os portos apresentam problemas da mesma magnitude. O Programa Nacional de Dragagem, para aprofundar os canais de entrada dos principais portos do País e permitir a entrada de navios de maior porte, teve até agora apenas uma obra concluída.

A Secretaria Especial de Portos, que coordenada o programa, espera concluir as dragagens previstas no programa no início de 2011, ultrapassando em alguns meses o período de vigência do PAC.

 


AGROPECUÁRIA VAI TER R$ 3 BILHÕES DO PAC 2

O ESTADO DE S. PAULO - SÃO PAULO/SP - ECONOMIA - 03/03/2010 -

Célia Froufe

A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, contará com cerca de R$ 3 bilhões para infraestrutura e logística voltadas para a agropecuária, informou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, à "Agência Estado".

Em reunião, ontem, de representantes da Secretaria Especial de Portos, dos Ministérios dos Transportes e da Agricultura e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ficou acertado que esses recursos serão destinados a estradas, armazéns e portos. "Todos estão conscientes de que os principais gargalos do País estão na área da agricultura, disse Stephanes. O PAC 2 será apresentado dia 26 de março.

Serão quatro pontos específicos para a estocagem de produtos, conforme Stephanes. Um deles é uma linha de financiamento para estimular o armazenamento privado. Hoje, o porcentual de armazenamento particular está em 15%.

 


ANTAQ AUTORIZA A CONSTRUÇÃO DO PÍER IV DA VALE EM SÃO LUÍS

O ESTADO DO MARANHÃO - - PORTOS - 03/03/2010 - 07:35:54

Brasília - A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) divulgou a autorização para a mineradora Vale construir o Píer IV do Terminal Portuário Ponta da Madeira (TPPM), em São Luís (MA). A permissão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), edição de segunda-feira. “Com esse atracadouro, o Maranhão vai se consolidar como o maior pólo de exportação de minério de ferro do país”, afirmou o diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho. Aonstrução do píer vai gerar 2,6 mil empregos e R$ 124 milhões/ano em arrecadação para o estado.

Segundo Fialho, o Píer IV da Vale vai permitir que a mineradora praticamente dobre sua movimentação de cargas no Maranhão. Ano passado, a Vale embarcou 86,8 milhões de toneladas de minério de ferro no TPPM, que inclui um atracadouro no Píer I, dois no Píer III (chamados de Norte e Sul) e um atracadouro no Píer I, este último situado no Porto do Itaqui, ali denominado de Berço 105. A mineradora foi responsável por 82,35% de toda a movimentação de cargas do Complexo Portuário de São Luís (CPSL) em 2009.

“É uma obra que vai gerar cerca de 2,6 mil postos de trabalho na fase de construção e mais 300 empregos diretos na fase de operação. Este é mais um grande empreendimento para o Maranhão. O novo atracadouro da Vale, certamente, vai fazer do Complexo Portuário de São Luís o maior do Brasil”, declarou Fernando Fialho.

Outro detalhe do empreendimento, destacado pelo diretor da Antaq, é que o Píer IV da Vale será o único do país a operar navios da classe “Chinamax”, a nova geração de supergraneleiros encomendados pela mineradora a estaleiros chineses. São navios com capacidade de carga de 400 mil toneladas, superiores ao maior graneleiro da atualidade, o Berge Stahl, que carrega em seus porões 350 mil toneladas de minério em cada viagem.

Histórico – A Vale não divulgou o cronograma das obras. A mineradora obteve a Licença Prévia (LP) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em maio de 2009. A Licença de Instalação (LI) foi expedida pelo órgão ambiental no segundo semestre do ano passado.

Pelo projeto, o novo píer vai ampliar a capacidade de movimentação de cargas em 100 milhões de toneladas anuais. O prazo para o término das obras é em 2014, no entanto, já no segundo semestre de 2012, um berço do Píer IV já entrará parcialmente em operação. O custo estimado da obra é de R$ 400 milhões.

Com profundidade mínima de 25 metros (na maré baixa), o Píer IV terá dois berços de atracação e uma ponte de acesso de 1.620 metros. Terá capacidade de carregamento de dois navios simultaneamente num total de 53 navios por mês.

 


Cosan deverá processar até 10% mais neste ciclo

Valor Econômico - 3/3/2010 - Agronegócios - Página B16

Quarta-feira, 3 de março de 2010

A Cosan, maior grupo sucroalcooleiro do mundo, encerrou a safra 2009/10 com processamento de 53,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O desempenho, que foi potencializado com a entrada dos ativos do Grupo NovAmérica Agroenergia, adquiridos em 2009, torna a moagem da Cosan maior que o processamento de todo o México, por exemplo, país que é o quinto produtor de cana do mundo com 52 milhões de toneladas, segundo dados da FAO.

A expectativa da companhia para a safra 2010/11 é processar entre 5% e 10% a mais. "Atingir esse nível de crescimento vai depender de como será o clima", avalia Pedro Mizutani, presidente da Cosan Açúcar e Álcool.

Na temporada 2008/09, a companhia processou 44,2 milhões de toneladas, o que já representava crescimento de 10% sobre o ciclo anterior. Com a incorporação das usinas da NovAmérica, a capacidade de processamento da Cosan alcançou 60 milhões de toneladas. No entanto, a capacidade total não foi utilizada no ciclo 2009/10 por causa do excesso de chuvas.

A companhia encerrou a temporada 2009/10 com produção de álcool de aproximadamente 2 bilhões de litros, 17% de aumento em relação aos 1,717 bilhão do ciclo anterior. A produção de açúcar fechou o ciclo em cerca de 4 milhões de toneladas, expressivo crescimento de 25% sob a safra 2008/09, quando foram produzidos 3,267 milhões de toneladas da commodity.

Com 23 usinas no país - além de projetos "greenfield" (construção a partir do zero) em curso - a Cosan também iniciou em fevereiro a moagem de sua 24ª unidade, o projeto de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. Maior processador individual de cana-de-açúcar do mundo, a Cosan tem consolidado forte posição também na distribuição de combustíveis, com a compra dos ativos da Esso e da Petrosul, no ano passado, além do compromisso de associação firmado no início deste ano com a gigante Shell.

No acumulado dos três trimestres da safra 2008/09, a Cosan registrou uma receita líquida de R$ 10,9 bilhões, ante os R$ 3,9 bilhões de igual período do ano anterior

 


FCA fecha contrato recorde para transporte de açúcar

Valor Econômico - 3/3/2010 - Empresas/Indústria - Página B11

Quarta-feira, 3 de março de 2010

A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), subsidiária da Vale, fechou o maior contrato de transporte de açúcar da sua história com a Copersucar. Pelo acordo a FCA vai levar 500 mil toneladas de açúcar ao ano de Ribeirão Preto para o porto de Santos.

A ferrovia fechou 2009 com 1,3 milhão de toneladas de açúcar transportados por sua rede, um aumento de 44% em relação a 2008. Segundo o diretor comercial da empresa, Fabiano Lorenzi, dois outros contratos importantes de açúcar devem incrementar a carga este ano: com a trading ED & F Man e com a usina Santa Juliana, em Minas Gerais, de propriedade da Bunge, fechados entre outubro e novembro.

Juntos os novos contratos podem garantir uma elevação de até 70% da carga de açúcar transportada pela ferrovia - que ultrapassaria 2 milhões de toneladas ao ano. Foram 360 mil toneladas ao ano fechados com a ED & Man e 180 mil com a Bunge - que incluiu 150 milhões de litros de álcool.

De acordo com Fabiano Lorenzi, hoje há apenas um acordo com a Copersucar que garante o transporte de cerca de 200 mil toneladas/ano. O contrato mais do que dobra o volume, e exigirá investimentos em terminais de carga em Ribeirão Preto e em Santos - bancados pela Copersucar. O contrato prevê o transporte de 2,4 milhões de toneladas em cinco anos.

Em 2009 a FCA transportou 8,4 milhões de toneladas em produtos agrícolas, principal carga da empresa, responsável por 37% do total de 22 milhões de toneladas - e por 53% da receita líquida, que fechou 2009 em R$ 678 milhões. As principais cargas são soja, farelo e milho, totalizando 4,9 milhões de toneladas. A melhora dos resultados no setor de açúcar e álcool este ano ajudou a compensar o fraco desempenho na carga industrial - produtos siderúrgicos e ferro gusa para o mercado interno, entre outros. Nesse ramo, a receita caiu em 25% entre 2008 e 2009.

A malha da FCA passa pelo centro do Estado de São Paulo, segue por Uberlândia e termina em Brasília, não concorre diretamente com a malha da ALL, que tem atuação consolidada no setor de açúcar e álcool no noroeste paulista. A ALL fechou recentemente um contrato com a Cosan para a constituição da Rumo, que deverá transportar 9 milhões de toneladas de açúcar por ano.

 

Assessora de Imprensa

Andrezza Barros

Secretaria Especial de Portos

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