Clipping Portuário
Pedro Brito estará em Itajaí nesta quinta-feira
O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, estará nesta quinta-feira (18), no Porto de Itajaí (SC). O titular da SEP cumpre extensa agenda na cidade de Santa Catarina.
Os principais compromissos de Brito em território catarinense serão:
– Encontro com autoridades municipais e estaduais, empresários, representantes da sociedade organizada e imprensa, no Píer Turístico, e visita às obras de recuperação do Porto de Itajaí (reconstrução dos berços);
– Inauguração do Centro de Treinamento Portuário de Itajaí; e
– Visita às instalações da Portonave, terminal da vizinha Navegantes.
A visita do ministro é aguardada pela comunidade portuária de Itajaí com grande expectativa, porque além da visita e vistorias, Pedro Brito deverá falar sobre o lançamento do edital da dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao complexo portuário para 14 metros.
Colômbia importa café do Brasil para preservar suas exportações
Alexandre Inacio, de São Paulo
O café colombiano é apontado como uma das principais razões para turistas do mundo todo visitarem o país. Para quem pensa em conhecer o terceiro maior produtor mundial de café e saborear os famosos "suaves lavados" produzidos nos vales formados pelas três cordilheiras dos Andes - Oriental, Central e Ocidental - vale um cuidado. Na xícara colombiana pode estar um produto colhido no sul de Minas ou na Mogiana paulista, duas das mais tradicionais regiões produtoras de café arábica do Brasil.
Sim, a Colômbia se rendeu a seu principal concorrente e está importando café brasileiro para atender, mesmo que de forma tímida, uma parte pequena da demanda de seu mercado interno. Em fevereiro, os colombianos compraram do Brasil 5 mil sacas de café arábica e deram um sinal de reconhecimento à qualidade do produto nacional.
E o motivo para os colombianos estarem tomando café brasileiro está diretamente relacionado à produção daquele país. A renovação do parque cafeeiro, problemas climáticos e de renda fizeram com que a safra atual fosse reduzida para aproximadamente 9 milhões de sacas, bem abaixo das 12 milhões tradicionalmente produzidas nas montanhas colombianas.
Com uma demanda doméstica de 1,1 milhão de sacas e exportações estimadas em 8,3 milhões, a Colômbia precisa de café para atender o mercado interno. É por esse motivo que os colombianos estão procurando no Brasil parte da oferta necessária para não comprometer os estoques do país, que estão sendo direcionados para exportação, estratégia mais rentável aos produtores daquele país.
"Os colombianos estão com problema de quebra em sua safra. Em anos anos anteriores eles importaram do Brasil café conillon para abastecer a indústria de café solúvel que eles possuem e usam essa variedade como matéria-prima", observa Guilherme Braga, diretor-executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A Colômbia comprar café verde do Brasil não deixa de ser um reconhecimento do produto nacional. O fato histórico, no entanto, extrapola a espera da qualidade para se concentrar na âmbito econômico. O café colombiano tem um valor de mercado nas bolsas internacionais muito superior ao brasileiro e chegou a valer quase duas vezes mais que o produto nacional em meados do ano passado.
Dados da Organização Internacional do Café (OIC) indicam que em fevereiro deste ano, mesmo mês em que a importação aconteceu, o café colombiano foi negociado na bolsa de Nova York a um preço 71% superior em comparação ao brasileiro. Enquanto o produto nacional teve um preço médio de US$ 1,216 por libra-peso, o café colombiano foi vendido a US$ 2,083. Na prática, os colombianos preferem vender no mercado internacional um produto que tem alto valor agregado e atender sua demanda interna com um produto de preço inferior, no caso, o que foi importado do Brasil.
Mesmo com uma demanda doméstica superior a 1 milhão de sacas, os colombianos ainda estão longe de ser considerados grandes consumidores de café. O consumo anual é de 1,5 quilo por habitante, bem abaixo dos quase 6 quilos que cada brasileiro consome todos os anos.
Todavia, essa não é a primeira importação colombiana de café arábica brasileiro. Dados do próprio Cecafé indicam que em 2004 saíram dos portos brasileiros com destino à Colômbia 5,4 mil sacas de café arábica. "Nos últimos anos estamos percebendo um aumento no comércio de café entre os países produtores. Dados da OIC mostram que só no ano passado esse fluxo foi de 3,8 milhões de sacas, o que não é nada desprezível", afirma Braga.
Braga prega conciliação
Aristide Furtado Especial para A CRÍTICA
Dois dias depois de ter pedido desculpas públicas ao prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), por declarações dadas em Manacapuru, o governador Eduardo Braga (PMDB) apresentou-se, ontem, como ‘conciliador’ do palanque único de Lula, em evento que interessava eleitoralmente ao ministro Alfredo Nascimento (PR), pré-candidato ao Governo Estadual.
A assinatura de convênios para construção de 15 portos em municípios do interior do Estado, obra conveniada pelo Governo do Amazonas com o Ministério dos Transportes, inaugurou a fase ‘paz e amor’ de Braga, que daqui a 16 dias deixa o comando do Governo para o vice-governador Omar Aziz (PMN), outro pré-candidato a governador. “Nosso grupo vai buscar a construção do palanque único de forma harmoniosa. Entre eu, o Amazonino, o Alfredo, o Omar, o presidente Lula”, disse Braga à imprensa após a solenidade.
A aparente harmonia entre Braga, Omar, Alfredo e Amazonino esconde uma guerra de bastidores para ver quem fica com o Governo do Estado e com um orçamento anual de mais de R$ 8 bilhões. Há menos de um mês, em inaugurações de diversas obras, como o conjunto habitacional Gilberto Mestrinho, na Cachoeirinha, Eduardo Braga pregava abertamente sua preferência pela reeleição de Omar.
Ontem, o governador disse que Alfredo e Omar precisam se entender até junho, data de oficialização das candidaturas, dando a entender que essa decisão não passa por ele. “Só tem palanque único de todos trabalharem nessa direção. Estou me dedicando nesse sentido. Mas não posso chegar com o Alfredo e dizer: você é proibido de ser candidato. Não posso chegar com o Omar e proibi-lo de ser candidato. Da mesma forma não posso dizer para o Amazonino que ele não pode ser candidato”, disse Braga.
Contudo, interessa ao governador que o seu vice, assuma o Governo e concorra à reeleição. Isso lhe daria a possibilidade de, em 2014, voltar a disputar o cargo com o apoio da máquina do Estado, que, historicamente tem sido decisiva nas eleições. Atender ao presidente Lula e ao PT, e apoiar Alfredo Nascimento, significa dar ao ministro, se eleito, a possibilidade de governar o Amazonas por oito anos.
Com Amazonino Mendes, Eduardo Braga também mudou o discurso. No último dia 6, disse em Manacapuru, que poderosos que tinham sido três vezes prefeito e três vezes governador queriam fazer acordo de gabinete para engordar as contas. No sábado, no programa fala governador pediu desculpas e disse que foi mal entendido.
Segunda draga começará a trabalhar nesta semana
A Tribuna - 16/3/2010 - Porto e Mar - Página C3
DA REDAÇÃO
A draga chinesa Xin Hai Hu, que será utilizada no aprofundamento do canal do Porto de Santos, deve começar seus trabalhos nesta semana. Atracada no Armazém 12 desde o último dia 6, a embarcação está sob vistoria da Capitania dos Portos e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), e aguarda liberação para começar a operar. Capaz de transportar 13,5 mil metros cúbicos de sedimentos em uma única viagem, a draga é uma das maiores em funcionamento no mundo. Ela já foi utilizada no aprofundamento do canal de navegação de outros portos nacionais, como o do Rio de Janeiro. A Xin Hai Hu deve trabalhar, no início, 12 horas por dia, no trecho 1 do canal de acesso (região que vai da Barra de Santos até a entrada do Porto). Esta será a segunda embarcação a participar de dragagem de aprofundamento de Santos, operação iniciada em 21 de fevereiro. O objetivo é aumentar a profundidade do Canal do Estuário, que hoje varia entre 12 e 13,4 metros, para 15 metros. O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, já ressaltou que, com a chegada desse equipamento, a obra será concluída antes do previsto. Ele afirmou ainda que o maior porto da América Latina terá, depois, o calado será ampliado para 17 metros.
Santos Brasil muda nomes de empresas e logomarca
A Tribuna - 16/3/2010 - Porto e Mar - Página C2
A operadora Santos Brasil lançou ontem sua nova logomarca, padronizando o nome da empresa em todas as suas unidades no País. O objetivo é transmitir ao mercado e às comunidades onde realiza suas atividades o sentido de sustentabilidade e confiabilidade. A nova identidade visual, porém, mantém em destaque o DNA da companhia: o Porto de Santos, cujo desenho do Canal do Estuário estará presente em todos os logotipos da holding.
A principal mudança, parte do projeto de identidade Muito além do contêiner, será a
inclusão da assinatura Santos Brasil na denominação de todas as empresas do grupo. Agora, o nome da empresa vai aparecer inicialmente, sendo complementado pela atividade específica.
Por exemplo, o Terminal de Contêineres do Porto de Santos (Tecon), o primeiro da companhia, criada há 13 anos, passa a ser chamado de Santos Brasil Tecon Santos. Já o Terminal de Exportação de Veículos (TEV), também no cais santista, terá o nome alterado para Santos Brasil Terminal de Veículos.
A tradicional empresa santista Mesquita Soluções Logísticas, adquirida pelo grupo em 2007, agora integrará a Santos Brasil Logística. A nova empresa ainda abrigará a Union Armazenagem e Cargas Gerais, sediada em Santa Catarina.
Em entrevista exclusiva para A Tribuna, o diretor de Operações da Santos Brasil, Antônio Carlos Sepúlveda, afirmou que a mudança visa demonstrar uma padronização dos serviços prestados pela companhia. E, ainda, expor a mentalidade já implantada nas empresas do grupo: gestão responsável com o cliente e sua comunidade. "O mercado vai identificar com mais facilidade quais empresas fazem parte do pool", explicou Sepúlveda.
ESTUÁRIO
O DNA da Santos Brasil é o Porto de Santos. E foi por esse motivo que o grupo decidiu destacar o complexo em sua nova logomarca. O distintivo do grupo e das suas empresas será cortado por um S, que remete ao desenho do Canal do Estuário, a via de acesso aquaviário aos terminais do cais santista. Em formato quadrado, "para expressar seriedade", o logotipo será verde e azul, com o risco do canal em branco.
"Quisemos deixar claro que a raíz da Santos Brasil é o Porto de Santos. Acho que, ao longo deste processo de nova identidade visual, identificamos que Santos é o maior porto do País e só tem a agregar a nós", argumentou o diretor de operações.
UNIFORMES
A Santos Brasil fará a troca dos uniformes dos funcionários e dos logotipos e outdoors antigos da companhia pelos com a nova logomarca entre ontem e hoje. Mas, o processo de mudança deverá ser concluído em cerca de dois meses.
Símbolo destaca sustentabilidade
A nova logomarca da Santos Brasil usará a simbologia das cores para transmitir a nova realidade das empresas do grupo. A idéia principal é associar o grupo à preservação ambiental e à seriedade nos serviços oferecidos.
O logotipo terá um S em branco, remissivo ao Canal do Estuário. De um lado, a pintura será em verde, simbolizando o respeito à natureza e a sustentabilidade. "O novo desenho demonstra uma gestão responsável,uma bandeira interna da empresa", afirmou o diretor de operações, Antônio Carlos Sepúlveda.
Do outro lado do S, a cor será azul. A escolha remete à própria atividade do pool, ligada ao mar. Além disso, busca transmitir confiabilidade e modernidade aos negócios.
Antaq multa Portonave em mais de R$360 mil
A Tribuna - 16/3/2010 - Porto e Mar - Página C2
A Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) multou em R$ 364,5 mil a empresa Portonave, que opera os terminais de uso privativo misto do Porto de Itajaí (SC). O órgão também criou um grupo de trabalho para estabelecer, em 120 dias, o prazo que a companhia terá para se adaptar ao quantitativo da carga própria que deve movimentar.
A decisão, tomada no início do mês, espelha uma briga antiga entre operadores de terminais públicos e privados.
O problema é que os terminais públicos são arrendados por meio de licitação e pagam tarifas às autoridades portuárias pelo uso dos portos. Empresas como a Portonave recebem autorização para transportarem carga própria. Podem, no entanto, carregar eventualmente carga para terceiros, segundo a Antaq.
Mas a agência constatou que menos de 1% da movimentação da empresa é de carga própria. Isso significa que a Portonave tem disputado espaço com as empresas que operam os terminais públicos, em condições mais favoráveis porque opera com custo mais baixo.
O relator do processo, Murilo Barbosa, destacou em seu voto que, "para a perpetuação da outorga, será imprescindível a movimentação de carga". Segundo ele, a Portonave vem atuando no mercado como prestadora de serviços portuários, nos mesmos moldes de um prestador de um terminal portuário público.
Para a Antaq, essa situação distorce o objetivo da lei que criou o terminal de uso privativo misto para dar mais rentabilidade à operação portuária particular com o transporte de carga de terceiros em caráter complementar. "A movimentação sistemática de carga própria em quantidade inferior a 1% ofende a razoabilidade da operação portuária e conflita com a prática concorrencial vigente no mercado", afirmou o relator em seu voto.
O grupo de trabalho abrangerá não só a Portonave, mas todos os terminais de uso privativo misto que hoje operam com quantitativos insignificantes de carga própria.
O diretor da Antaq, Tiago Lima,destacou,em seu relatório, que a Secretaria de Fiscalização do Tribunal de Contas da União recomenda que a carga própria a ser movimentada pelos terminais de uso privativomistosejaacimade50%.
O advogado da Portonave, Flávio Bettega, argumenta que a outorga da Portonave é anterior ao Decreto 6.620 e à Resolução 517 da agência. Por isso, a empresa não teria que cumprir a exigência de movimentar preponderantemente carga própria. Segundo ele, a decisão da Antaq contraria atos anteriores da própria agência. O advogado informou que a empresa só recebeu a intimação ontem e que recorrerá num prazo de até 30 dias. (Agência Estado)
Pelo Brasil
A Tribuna - 16/3/2010 - Porto e Mar - Página C2
Vale
Concessão de berço terminará dia 26
Após oito anos, o contrato de arrendamento do berço 105 do Porto do Itaqui (MA) para a Vale terminará no próximo dia 26. O denominado Píer II, no entanto, será operado pela mineradora por mais 36 meses. Nesse período, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) realizará uma licitação para a escolha de uma nova arrendatária.
Rio Grande do Norte
Dragagem do Porto de Natal começa em abril
As obras de dragagem do Porto de Natal (RN) e derrocagem na barra do Rio Potengi deverão ser iniciadas no próximo mês. A licitação foi vencida pela Bandeirantes Dragagem. O serviço prevê o aumento da profundidade do Rio Potengi, além do alargamento de sua entrada, o que possibilitará a chegada de embarcações com calado mínimo de 11,5 metros. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) estima que serão investidos nessas obras entre R$ 30 milhões e R$ 36 milhões.
Pernambuco
Terminal irá gerar mais de 200 empregos
Uma audiência pública realizada na última semana definiu os detalhes do terminal de granéis sólidos que será construído no Porto de Suape, em Pernambuco. Com investimentos de aproximadamente R$ 467 milhões, o empreendimento deverá gerar mais de 200 empregos diretos. A previsão é que o terminal comece a operar em 2012, com um movimento de 6,5 milhões de toneladas já no primeiro ano. Localizado em uma área de 34 hectares, o terminal será instalado na Ilha de Cocaia.
Alagoas
MPF critica licenciamento
O Ministério Público Federal (MPF) criticou a participação do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram) no processo de licenciamento ambiental do Estaleiro EISA, em Alagoas. O MPF do estado recomendou que as entidades sejam afastadas do projeto e defendeu que a atribuição do licenciamento seja de competência do Ibama, como determina a Lei nº 6938/81.
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Andrezza Barros
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