Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Presidência da República Brasil, um país de todos
Acções do Documento

Clipping Portuário

02/03/2010

02/03/2010 

Pedro Brito interage e se torna assíduo no Twitter

O microblog Twitter parece que veio para ficar e criar uma comunicação mais direta e rápida com algumas autoridades. Pelo menos é esse o uso que vem fazendo o ministro dos Portos, Pedro Brito. Quando dá, ele responde às perguntas, comentários e até críticos de usuários do Twitter.

Nos últimos dez dias, Brito respondeu ao pessoal de Itajaí (SC), que reclama da demora na conclusão de algumas obras importantes para o porto, que foi destruído pelas chuvas no final de 2008. O ministro mandou o recado: “estarei em Itajaí no início de março, para fazer um balanço de todas as obras, incusive da dragagem”.

Para outro internauta, Brito assegura que com a dragagem em vários portos, o Brasil poderá receber cruzeiros marítimos ainda maiores.

 


Assessor da SEP confirma implantação do Porto sem Papel em Vitória 

Texto atualizado em 02 de Março de 2010 s 03h08

Andréa Margon - de Vitória/ES

reportagem

Vitória será o segundo porto a ter implantado o projeto Porto Sem Papel. A confirmação do cronograma, já publicado pelo PortoGente, é de Luis Claudio Santana Montenegro, assessor da Secretaria Especial de Portos (SEP) e que representa o órgão no Conselho de Autoridade Portuária no Espírito Santo (CAP). O primeiro a receber o projeto será o Porto de Santos (SP) provavelmente no dia 8 de abril próximo, segundo Montenegro. Depois de Vitória, será a vez do Porto do Rio de Janeiro.

"A estratégia de implantação passa por um momento de desenvolvimento do sistema. A ideia é de que em meados de março comecem a treinar os anuentes dos portos para conhecer e entender o sistema. Fiscais e operadores de ponta também serão treinados". Montenegro explica que se terá uma base, mas que não serão descartadas as realidades regionais.

O orçamento para o Porto sem Papel consta do no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois da implantação do projeto em Santos, a SEP irá avaliar os valores a serem aplicados nos demais portos. Contudo, Montenegro disse que existe a possibilidade de que as implantações sejam realizadas paralelamente. "Santos é o primeiro pela sua complexidade. Conforme o andamento em Santos vai para Vitória".

Rastreando cargas

O assessor da SEP adiantou que existe um anteprojeto denominado Carga Inteligente, que consiste no rastreamento das cargas para agilizar as liberações. Para sua implantação o Governo Federal, por meio da SEP, firmou parceria com a empresa Unisys Corporation, que fará o estudo de viabilidade. Para esse estudo, já estão disponíveis US$ 600 mil.

"A idéia é analisar quais as alternativas tecnológicas existentes para rastrear a carga da origem ao porto ou do porto ao destino final atendendo a exigências dos norte-americanos". Os Estados Unidos querem saber quais os caminhos para as cargas numa ação preventiva de segurança contra possíveis movimentos terroristas. O projeto ainda está embrionário. "Tem que desenvolver sistemas, tecnologias, integrações com autoridades etc. O rastreamento é parte complementar do Porto sem Papel e o Porto de Vitória pode ser contemplado com esse projeto também".

Outro projeto em andamento para o Porto de Vitória é a organização do acesso ao complexo portuário sem perda de tempo. Segundo Montenegro, há estudos para a criação de uma organização de acesso ao porto que incluirá o sequenciamento de autorizações para acesso evitando congestionamentos. O projeto será conjunto entre prefeituras da Grande Vitória, Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e CAP. “Esse é um projeto importante e urgente". A fonte de recursos para sua implantação ainda não foi definida.

 


Terça-feira, 2 de março de 2010

Pag. B1

Dinheiro

Prazo é só um dos aspectos avaliados, afirma o governo

 Outro lado

 

A Casa Civil da Presidência, responsável pela coordenação do PAC, informou que o sistema de avaliação das obras se concentra na "identificação dos riscos à realização dos empreendimentos" e que o cronograma é "apenas um dos elementos considerados na avaliação".

"Obras com riscos potenciais, relacionados a entraves administrativos, ambientais, de projeto, quando ocorrem, levam o empreendimento ao selo de "atenção" ou "preocupante" ", afirmou a Casa Civil, em nota. "Quando o entrave é solucionado", prossegue, "o cronograma é obviamente ajustado e, se novos riscos não surgirem, o seu andamento passa a ser considerado como "adequado", como em qualquer avaliação realizada no setor público ou privado", prossegue a nota.

A Casa Civil diz que apenas ações excluídas do PAC deixaram de ser publicadas. Sobre o desmembramento de obras, afirma ser uma forma de aprimorá-las. Ela reafirmou o dado de 40% das obras concluídas e disse que "analisar os resultados por qualquer outro recorte pode gerar distorções".

Segundo o Ministério dos Transportes, a incidência de chuvas "por período acima do esperado", a busca de financiamento pelas empresas vencedoras e dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental explicam os atrasos nas estradas e ferrovias. Já em relação ao trem-bala ligando São Paulo ao Rio, houve extensão do período de consulta pública.

Por meio de sua assessoria, a Infraero atribuiu atrasos nos aeroportos a ajustes nos projetos, alguns determinados pelo Tribunal de Contas da União.

Para a Secretaria Especial de Portos, processos de licitação e de autorização ambiental contribuíram para atrasos. "Tem que levar em consideração que algumas licitações e licenças ambientais são mais demoradas", disse o subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário, Fabrízio Pierdomenico.

A Petrobras nega atrasos. Fala em "redefinição dos prazos" e elenca uma série de motivos, entre eles o incremento de projetos, renegociações de valores -"nas obras da refinaria Abreu e Lima, os contratos renegociados refletiram redução de R$ 6,7 bilhões nos custos"-, volume de chuvas e situações adversas, como a da construção do gasoduto Urucu-Coari-Manaus. "Pela primeira vez uma obra de gasodutos terrestres foi executada em parte sob os rios, usando metodologia similar à adotada para dutos marítimos."

 


PesquisaNotícia anteriorPróxima notícia

Índice de Jornais

Terça-feira, 2 de março de 2010

Pag. B2

ECONOMIA

CELSO MING - Foco errado

Sempre que as estatísticas apontam para um resultado fraco no comércio exterior, o governo se apressa em anunciar a elaboração de um poderoso pacote de medidas para incentivar as exportações. Quando sai alguma coisa, sai um traque, que pouco ajuda a alavancar as vendas externas.

Desta vez, o governo promete novos mecanismos de crédito automático e certas providências "tecnicamente complexas", como ontem avisou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. Como das outras vezes, serão bem-vindas, mas não dá para contar com elas para uma rápida alavancada das exportações.

O momento é de forte aumento do consumo interno, que vai sendo turbinado não propriamente pelo dólar barato, como tanta gente fora e dentro do governo está sempre disposta a alardear, mas pelo aumento das despesas correntes do governo federal, pela expansão do crédito e, também, pela desoneração fiscal de alguns impostos.

O resultado desse crescimento do consumo a níveis provavelmente superiores a 7% ao ano é tanto o aumento das importações, que dispararam 31,2% nos dois primeiros meses deste ano quando comparados com igual período de 2009, quanto o avanço mais baixo das exportações, de 24,5% no mesmo intervalo, porque o consumo mais alto deixa menos sobras exportáveis.

Sempre que anuncia a preparação de estímulos para incentivar as exportações pode-se desconfiar de que o governo esteja tratando o problema com o foco errado. Não se trata de empurrar exportações. Trata-se de dar competitividade ao produto brasileiro diante da concorrência externa, não importando aqui se ele vai para o mercado interno ou se vai para fora.

E, se o governo federal fosse sincero quando afirma que vai incentivar exportações, teria tomado medidas mais eficientes.

Em primeiro lugar, estaria mais disposto a devolver os créditos garantidos pela Lei Kandir, a isenção de impostos nas exportações que não chega nunca a quem tem de chegar.

Em segundo lugar, seria mais determinado e mais eficiente na derrubada do custo Brasil, o conjunto de fatores que encarece o produto nacional. Na lista está a carga tributária alta demais, de cerca de 37% do PIB. Estão os juros escorchantes fora de padrão internacional cobrados do setor produtivo, como os 37% ao ano no desconto de duplicatas e 30% ao ano no capital de giro. Está, também, a infraestrutura precária como essas estradas mal traçadas e esburacadas que impedem a chegada just in time da matéria-prima, do componente e do produto acabado. E estão os portos lentos e mal equipados.

Em terceiro lugar, se estivesse mesmo empenhado em estimular as exportações, o governo seria bem mais agressivo na negociação de tratados comerciais e não daria tanta moleza para os argentinos quando estes barrassem sem nenhuma cerimônia, como vêm barrando, o produto brasileiro que toma o rumo do seu mercado, que, aliás, é parte da mesma área de livre comércio.

Às vezes o exportador acredita nesse discurso do governo; outras, finge que acredita, porque também não pode desdenhar nenhuma novidade benfazeja. Mas não pode perder de vista que problemas mais profundos têm de ter soluções mais profundas.

Confira

Subindo - A cada semana aumenta a expectativa de inflação medida pela pesquisa Focus. Já está perto dos 5,0%, num ano em que a meta é 4,5%. O ministro Guido Mantega (Fazenda) admitiu que o consumo crescerá perto dos 7,5%. Não está claro se o setor produtivo conseguirá garantir o abastecimento sem pressão sobre os preços.

 


PesquisaNotícia anteriorPróxima notícia

Terça-feira, 2 de março de 2010

Pag. B9

Empresas & Tecnologia

Antaq aprova terminal da LLX em Itaguaí

Francisco Góes

Rio

A LLX Sudeste, um dos terminais portuários da LLX Logística S.A., empresa do grupo EBX, de Eike Batista, conseguiu a autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para desenvolver seu projeto, que exigirá investimentos de US$ 740 milhões para movimentar até 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A diretoria da Antaq deu sinal verde para a LLX Sudeste construir e explorar um terminal portuário de uso privativo misto, dedicado à movimentação de minério de ferro próprio e de terceiros, na Ilha da Madeira, município de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O projeto da LLX Sudeste prevê o início das operações no segundo semestre do próximo ano. O terminal vai começar a operar com capacidade de 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, mas existe a possibilidade de ampliar esse volume para 100 milhões de toneladas por ano em uma segunda etapa, o que irá exigir investimentos adicionais. Em agosto de 2009, a LLX já havia recebido a licença de instalação do porto do Sudeste, segundo informações da própria empresa.

Segundo apurou o Valor, a LLX apresentou à Antaq estudo de viabilidade técnica com projeções de volumes de movimentação no seu terminal. A proporção de carga própria prevista é de 64% e de carga de terceiros, os outros 36%. O terminal da LLX Sudeste será utilizado para escoar a produção de minério de ferro da MMX, a empresa de mineração do grupo EBX. A comprovação de carga própria, em caráter preponderante, é uma das exigências para a outorga de autorizações a terminais privativos de uso misto, segundo o novo marco regulatório dos portos fixado pelo decreto nº 6620/08, que definiu as novas regras para investimentos privados no setor portuário brasileiro.

Segundo a agência reguladora, as cargas próprias declaradas pela LLX Sudeste justificam a implantação do terminal. Além do estudo de viabilidade, a empresa apresentou à Antaq previsões sobre o fluxo de caixa e sobre a taxa interna de retorno do empreendimento. Essa taxa ficaria em 17% considerando-se só a operação do terminal com cargas próprias. Quando se considera a movimentação de cargas próprias e de terceiros, a taxa interna de retorno sobe para 23%.

Procurada pela reportagem, a LLX não se manifestou. No processo na Antaq, a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), autoridade portuária responsável pelo porto de Itaguaí, prestou informações à agência sobre questionamentos relacionados a uma possível interferência do terminal da LLX nas outras operações do porto. Os canais de acesso ao porto de Itaguaí poderão absorver, segundo a Companhia Docas, o aumento de tráfego marítimo representado pelo projeto da LLX Sudeste.

O presidente da Companhia Docas, Jorge Luiz de Mello, informou que estão previstos investimentos de cerca de R$ 250 milhões nos canais do porto na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o chamado PAC 2. Uma das intervenções esperadas é o alargamento e aprofundamento do canal que leva ao novo terminal da LLX, disse Mello. Também são previstas obras no canal principal de acesso ao porto.

A análise realizada pela Antaq buscou assegurar ainda que as obras do terminal da companhia de logística não venham a interferir na construção de um estaleiro e de uma base naval da Marinha a serem instalados em área contígua ao porto organizado de Itaguaí. A Marinha comunicou à CDRJ, segundo consta do processo da Antaq, que os projetos de seu estaleiro e base naval estão "harmonizados" com o terminal da LLX. "Trabalhamos a seis mãos", disse o presidente da CDRJ. A Secretaria Especial de Portos (SEP) também se manifestou de forma favorável à construção e exploração do terminal da LLX Sudeste.

 


Dragas nacionais não atendem demanda

A Tribuna – Porto e Mar

02 de fevereiro de2010 – Página C2

DIOGO CAIXOTE

DA REDAÇÃO

A capacidade das dragas brasileiras é limitada e não atende a demanda de aprofundamento nos principais portos do País, segundo o Centro Nacional de Navegação (Centronave), que reúne os armadores em atuação na nação. De acordo com o Centronave, com base em informações da Secretaria Especial de Portos (SEP), há somente 10 dragas nacionais. Juntas, essas embarcações podem retirar até 27,5 milhões de metros cúbicos dos fundos dos canais de navegação brasileiros por ano. A maior draga do País consegue carregar até 5,6 mil metros cúbicos na sua cisterna. Somente a dragagem de aprofundamento do Porto de Santos, iniciada no mês passado, vai retirar 13,6 milhões de metros cúbicos, para alcançar a profundidade de 15 metros em todo o estuário. No cais santista serão utilizadas três embarcações no serviço. A maior delas, que chegará até o final deste mês, terá capacidade para 13.500 metros cúbicos. A segunda, que iniciou a obra, pode abarcar até 5 mil metros cúbicos. A menor, 3 mil metros cúbicos. Para piorar, segundo o órgão, a idade média das dragas brasileiras supera 20 anos. A mais nova foi construída em 1993, enquanto a mais antiga, em 1960. "As dragagens ficaram muito tempo esquecidas e, neste sentido, a SEP merece apoio por ter colocado em prática o Programa Nacional de Dragagem, ainda que com atrasos. Mas o que percebemos, de acordo com os dados disponibilizados pela própria Secretaria, é que o setor ainda não tem merecido a atenção do Governo que o seu papel no desenvolvimento da economia requer", afirmou o diretor-executivo do Centronave, Elias Gedeon. O executivo ressaltou que a falta de dragagens é um dos principais gargalos logísticos do País.

 

 


Secretaria de Portos vê otimismo no projeto de dragagem nacional

O Estado do Maranhão - - PORTOS - 02/03/2010 -

Brasília - Com a chegada de mais um navio de dragagem ao Porto de Santos (SP), programada para a segunda quinzena deste mês, o país começa a consolidar o início das obras de aprofundamento de canal dos principais terminais, o que deve favorecer as exportações brasileiras. A meta do governo é concluir a dragagem de sete dos 17 portos considerados estratégicos até o fim do ano. As informações são da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP-PR).

O Governo Federal investe R$ 1,6 bilhão no Programa Nacional de Dragagem (PND) para permitir a entrada de navios de maior porte e elevar em 30% a capacidade de operação dos terminais. As licitações foram concluídas há cerca de dois anos - após o lançamento do novo marco regulatório do setor - e a maioria das obras começa a sair do papel entre fevereiro e março.

"Em 2010, a dragagem vai ter uma grande participação. Estamos finalizando essas obras, que começaram em 2009 ou no início deste ano", disse o ministro dos Portos, Pedro Brito, em entrevista à EBC. Segundo ele, a dragagem representa cerca de 40% do orçamento da pasta e deve consumir cerca R$ 800 milhões em 2010.

A maior parte das obras tem previsão de término em 2011. Porém, o governo está cobrando dos executores mais dragas para que as escavações sejam concluídas ainda em 2010. De acordo com o ministro, estão previstos desdobramentos do programa em 2011, mas com um orçamento mais modesto.

Mais

Além dos investimentos do Governo Federal, cerca de R$ 700 milhões devem ser aplicados em portos privados, nos próximos três anos, pela companhia Vale, em Vila do Conde (PA), e pela Petrobras, em Itaqui (MA) e Pecém (CE). Ainda estão pendentes as licitações para os terminais de Paranaguá (PR), além das novas etapas de escavações nos portos de Itajaí (RJ) e de Suape (PE), sem data prevista.

 


Trabalhadores protestam em São Francisco do Sul

Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS - 02/03/2010 -

Júlia Pitthan, de Joinville

Os trabalhadores do Porto de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina, paralisaram ontem as atividades em protesto pela retomada das negociações salariais do piso da categoria. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe), que representa os 206 funcionários estaduais do porto, aproximadamente 100 aderiram ao protesto. A administração do porto informou que apenas 10% do quadro suspendeu as atividades e que não houve prejuízo às operações.

O Sintespe havia declarado estado de greve no dia 26 de janeiro. A paralisação foi aprovada em uma assembleia realizada na quarta-feira da semana passada, em São Francisco do Sul.

A paralisação começou à zero hora de ontem e se estendeu até à zero hora de hoje. Segundo a assessoria de imprensa do porto, um plano de emergência foi colocado em prática, remanejando os trabalhadores para substituir os grevistas e mantendo a movimentação de cargas. O porto de São Francisco do Sul movimentou 7.554.114 toneladas em 2009. Cerca de 67% da carga movimentada no ano passado foi transportada à granel - principalmente soja e outros grãos.

De acordo com a diretora de comunicação do Sintespe, Célia Maria Campos, a categoria reivindica o descongelamento do piso dos trabalhadores da administração, autarquias e fundações estaduais. Hoje, os pisos variam entre R$ 760 e R$ 1,2 mil. Segundo o sindicato catarinense, não há reajuste dos valores desde 2006, e as perdas para os cerca de 13 mil trabalhadores que seriam beneficiados, caso houvesse reajuste, chegam a 50% nesse período de quatro anos.

A paralisação de ontem também serviu para questionar a lei complementar número 320, de 21 de fevereiro de 2006, que determina o valor máximo da Gratificação de Atividade Portuária a ser pago a cada servidor.

O Sintespe avaliou que o porto funcionou de maneira precária, apesar de a paralisação não ter conquistado a adesão de todos os trabalhadores. À tarde, o sindicato foi recebido pela diretoria do porto. De acordo com Célia Campos, houve comprometimento da administração em trabalhar pela melhoria das condições de trabalho, mas não houve acordo na questão salarial. A Secretaria da Fazenda de Santa Catarina, por meio da assessoria de imprensa, informou que o governo do Estado se manifestaria pela direção do porto.

Sem previsão de retomar as conversas sobre o reajuste, o Sintespe mantém o estado de greve e promete promover nova paralisação se, até 10 de março, não houver nova proposta do governo estadual. "Aguardamos um sinal da Secretaria da Fazenda. É um porto público e, como tal, deve ser preservado. Não podemos aceitar o sucateamento da infraestrutura que é construída com o dinheiro do contribuinte", declarou a diretora de comunicação do Sintespe.

O porto de São Francisco do Sul ampliou sua importância estratégica em Santa Catarina a partir da enchente de 2008, que prejudicou o porto de Itajaí. Em 2009, enquanto Itajaí movimentou 6.063.152, São Francisco do Sul importou e exportou 7.554.114 toneladas.

No fim do ano passado, o Terminal Santa Catarina (Tesc) - terminal privado do porto de São Francisco do Sul - completou a obra de ampliação do berço. O investimento de R$ 150 milhões permitiu que a operação atingisse a movimentação de 300 mil TEU´s/ano.

Na parte pública do porto, a obra de dragagem do canal de aproximação de São Francisco - que vai ampliar a profundidade de 12 para 14 metros - deve começar este semestre. A obra vai dragar 4,3 milhões de metros cúbicos de sedimentos, segundo o contrato assinado pela Secretaria Especial de Portos (SEP), ao custo de R$ 104,5 milhões.

 

 


Em junho, Tecondi conclui obra de expansão e recebe guindaste

A Tribuna - 2/3/2010 - Porto e Mar - Página C1

Terça-feira, 2 de março de 2010

SAMUEL RODRIGUES

A obra de expansão do Terminal para Contêineres da Margem Direita (Tecondi), que mais que duplicará sua capacidade de operação, será concluída em junho. Coincidirá com a chegada de um novo guindaste móvel de cais (MHC, na sigla em inglês), o sexto adquirido pela empresa para movimentação de cofres de carga no Cais do Saboó, em Santos. Houve atraso de três meses em relação ao cronograma original, creditado, em especial, às chuvas e ao solo da Baixada Santista. No último mês, o terminal recebeu seu quinto MHC, do tipo LHM 600 (sobre pneus), fabricado pela firma austríaca Libherr. O equipamento, considerado um dos mais modernos do mundo, alcança a 19ª fileira de um navio pós Panamax, o que se traduzirá em ganho de agilidade nas operações de embarque e desembarque. O guindaste que chegará nos próximos meses terá a mesma configuração. A compra destes equipamentos, além de outras peças de reposição, custou 9 milhões (R$ 22 milhões). Atualmente, a construção da faixa de expansão está na fase de reforço e prolongamento do cais principal, que ganhará um píer de 320 metros de comprimento avançado sobre o estuário. Essa estrutura, somada aos novos 35 mil metros quadrados de retroárea, proporcionará ao Tecondi a capacidade anual de movimentar 700 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Como comparativo, no ano passado, o operador embarcou e desembarcou 278 mil TEUs, enquanto o Porto de Santos atingiu a marca de 2,2 milhões de TEUs.

MAIS MÁQUINAS

Se a entrega das obras civis se dará neste ano, a vinda de novos equipamentos especificamente para a área de expansão ocorrerá somente em meados do ano que vem. É esta a previsão de data para a chegada dos dois primeiros portêineres (guindastes de cais para contêineres) do terminal, além de seis gruas para pátio (RTGs). O investimento total para estes equipamentos e demais peças é de US$ 25 milhões. A vinda dos maquinários para a expansão casará perfeitamente com a retomada do patamar de movimentação registrado em 2008. Em 2010, essa recuperação deverá ser apenas iniciada. "Consideramos que o Porto crescerá no máximo 9%, e isso acreditando num grande boom de importações para este ano. Novos serviços também vão surgir, um fator que indica que o movimento de cargas vai ser interessante a partir de 2010. Mas a gente acredita que a retomada do nível de 2008 só ocorrerá em 2011", afirmou o diretor comercial do Tecondi, Luiz Araújo. Entre 2008 e 2009, o terminal perdeu 14% de cargas, acompanhando a tendência mundial e também a de seus concorrentes no cais santista. O Tecondi ainda não definiu que empresa fabricará estes equipamentos. Duas grandes empresas estão na disputa. Mas já está definido que os portêineres deverão ser capazes de atender navios pós-Panamax e atingir a 19ª fileira. Serão do tipo single hoist ¬ ou seja, capazes de operar um contêiner por vez.

EMPREGOS

A expansão do Tecondi deverá se traduzir em aumento do efetivo do terminal. É o que espera Luiz Araújo. Segundo ele, o contingente atual, de aproximadamente 700 funcionários, deve ser aumentado em 10% (70). O incremento ocorrerá especialmente nas funções de operador de RTG e de portêiner, além de trabalhadores de pátio.

 


Contêineres abandonados e lixo são problemas no Alemoa

Expresso Popular – Palavra do Leitor

01 de março de 2010 – Página 6

Temendo a sua segurança e a de todos, a assistente administrativa Rafaelly Lucina Marques Lirani, de 21 anos, não agüenta mais ficar apreensiva toda vez que sai do trabalho, no Alemoa, em Santos.

Tudo porque há quase três anos um contêiner, que está abandonado na esquina das ruas Murilo Veiga de Oliveira com a Avenida Vereador Alfredo das Neves, virou local propício para esconderijo de assaltantes.

“A combinação de uma rua escura, lixo, mato alto e esconderijo só pode resultar em assaltos. Nunca sabemos se há alguém escondido lá.”

Segundo a assistente administrativa, um outro contêiner foi abandonado no mesmo local há cerca de duas semanas. 

“Não sei dizer de quem são, só sei que, em um deles, um rapaz vende pneus e no outro há uma lanchonete”.

Ela comenta que suas opções de reclamação já esgotaram”. Já pedi providências para a Codesp, CET, Prefeitura; fui até a Secretaria do Meio Ambiente, Polícia, tudo. E nunca tive nenhum retorno”.

E o problema não para por aí.Outros fatores que incomodam são o acúmulo de lixo, o mato alto, a má iluminação, esgoto a céu aberto e o fato de a rua não ser completamente asfaltada.

“Depois de muita queixa, a Prefeitura limpou o lixo no ano passado e só. Não voltou mais”.

Resposta

Com referência às vias Murilo Veiga e Av. V. Alfredo das Neves, no Alemoa, a Prefeitura de Santos informa que está realizando obras de pavimentação nas proximidades e um dos contêineres guarda material de trabalho da empresa Termaq, que executa os serviços. Todas as vias do Alemoa receberão melhorias e provavelmente a situação exposta será resolvida.

 


Zona Portuária continua à margem da cidade

O Globo - 27/2/2010 - Rio - Página 16

Sábado, 27 de fevereiro de 2010

Wanessa, de 30 anos, calcula estar no quarto mês de gravidez. Moradora da Saúde, bairro na Zona Portuária do Rio, somente na segunda-feira passada ela fez sua primeira consulta de pré-natal, marcada desde janeiro, no Posto de Saúde José Messias do Carmo, no Santo Cristo. Por ter iniciado tarde o acompanhamento médico, Wanessa (nome fictício) deverá chegar ao fim da gestação com menos de sete visitas ao ginecologista, número mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde. Casos como esse ajudam a engrossar o indicador de pré-natal insuficiente na Zona Portuária, que chega a 36,35% das mulheres que dão à luz.

Formada pelos bairros de Saúde, Gamboa, Santo Cristo e Caju e com população estimada em mais de 36 mil habitantes, a 1 Região Administrativa (RA) tem apenas um posto médico - o José Messias do Carmo - e alguns dos piores indicadores sociais do município, além de problemas de violência e infraestrutura. Muitas das dificuldades devem ser sepultadas pelo Porto Maravilha, projeto que investirá R$ 374 milhões na revitalização da região até 2016. Outros problemas, que não podem esperar tanto, clamam por uma solução urgente.

A Zona Portuária tem sofrido por mais de 70 anos. Nossa população cresceu muito com migrantes que chegaram pelo Porto e pela rodoviária, em busca de uma vida melhor no Rio, e engrossaram favelas e áreas de invasão por aqui, sem que tenhamos infraestrutura para atendê-los. O Porto Maravilha é bem-vindo, mas queremos uma contrapartida, com resgate social e econômico. Precisamos de mais postos de saúde e escolas de ensino médio, UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas, cursos profissionalizantes e política de geração de empregos para nossos jovens - diz Gabriel Catarino, membro do Conselho Comunitário de Segurança.

O Sistema de Indicadores do Rio Como Vamos (RCV) traduz em números alguns dos problemas da região. Na saúde, por exemplo, a 1 RA tem situação precária em dois índices: internação por doenças diarreicas agudas (DDA) e por infecção respiratória aguda (IRA). No primeiro caso, são 47,48 internações para cada mil crianças até 4 anos. No caso da IRA, são 15,83 a cada mil na mesma faixa etária. A situação é ruim ainda nos seguintes indicadores analisados pelo RCV: baixo peso ao nascer (10,39%); mães adolescentes (19,44%); curetagem pós-aborto (5,89 por mil); mortalidades geral (980,78 por cem mil), juvenil masculina (253,54 por cem mil), por doenças do aparelho circulatório (293,96 por cem mil) e por causas mal definidas (7,28%); além de pré-natal insuficiente. Em todos os casos, o índice é superior à média da cidade.

Falta esclarecimento e assistência para as adolescentes. A maternidade Pró-Matre, na Praça Mauá, onde grande parte dos nossos moradores na faixa de 50 anos nasceu e muitas gestantes daqui faziam seu pré-natal, encerrou o atendimento público no fim do ano passado. Os moradores da Zona Portuária precisam de ginecologista, geriatra, cardiologista, pediatra, ortopedista e pronto atendimento - reclama Gabriel.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, além do posto do Santo Cristo, a Zona Portuária conta, no Caju, com sete equipes do Programa Saúde da Família (PSF), cujo atendimento, no entanto, está interrompido devido ao fim do contrato, este mês, com a ONG que o mantinha. De acordo com o órgão, a organização social contratada para assumir o serviço no bairro deverá reativá-lo nos próximos dias. Além disso, está prevista a construção, ainda este semestre, de um módulo do PSF na Vila Olímpica da Gamboa.

A secretaria afirma que isso será suficiente para atingir 100% de cobertura de atendimento primário na 1 RA, levando à melhoria dos indicadores locais. Em relação ao pedido de construção de uma UPA, o subprefeito do Centro (que cobre a Zona Portuária), Thiago Barcellos, diz que está sendo escolhida uma área para a unidade.

No setor de educação, o presidente da Associação de Moradores da Gamboa e Adjacências, Eduardo de Souza, faz coro com Gabriel: a pequena oferta de vagas de ensino médio na RA acaba dificultando a permanência dos jovens na escola. Os bairros de Gamboa, Saúde e Santo Cristo são atendidos por apenas dois colégios de ensino médio, que funcionam, no turno da noite, nos prédios das escolas municipais Vicente Licinio Cardoso, na Praça Mauá, e Benjamin Constant, no Santo Cristo - que, de dia, recebem alunos do ensino fundamental.

Já no Caju, há o Colégio Estadual Clóvis Salgado. No ensino fundamental, são seis unidades na Gamboa, na Saúde e em Santo Cristo, além de seis no Caju. Segundo Barcellos, a subprefeitura procura espaço para a construção de uma creche.

O Sistema de Indicadores do RCV, com base em dados do Censo Escolar do MEC, mostra que, em 2008, dois indicadores de educação na Zona Portuária tinham índices precários. Um deles é o abandono no ensino fundamental, com 5,38% dos alunos matriculados deixando a escola. O outro é a distorção idade-série no ensino médio (mais de dois anos de atraso), com 82,89%. O índice de distorção de idade no ensino fundamental também preocupa: 37,2%. Em 2009, dois colégios no Caju (o Marechal Mascarenhas de Moraes e o Ciep Henfil) foram incluídos no programa Escolas do Amanhã, da Secretaria de Educação. O objetivo do projeto, aplicado em áreas de risco, é atender às necessidades específicas dos alunos com desempenho afetado pela violência e que, em muitos casos, deixam a escola.

Na Zona Portuária, o futuro do Rio encontra um passado rico e esquecido e um presente doloroso. Saúde deficiente, educação precária, nada disso pode esperar até 2016 (ano dos Jogos Olímpicos) para obter soluções - diz a presidente-executiva do Rio Como Vamos, Rosiska Darcy, ressaltando esperar que os prazos dados pela Secretaria de Saúde para melhorar a rede de atendimento primário na RA sejam cumpridos.

 

Assessora de Imprensa

Andrezza Barros

Secretaria Especial de Portos

(61) 3411 3708 - 9994 8791